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terça-feira, 9 de junho de 2009

Lily Allen faz show ousado na Austrália


Famosa por declarações polêmicas e shows igualmente ousados, a cantora Lily Allen não decepcionou seus fãs australianos. Em turnê com o álbum It's Not Me, It's You, a britânica se apresentou nesta terça-feira (9) no Hordern Pavilion, em Sydney.



A cantora mostrou suas canções novas e também alguns hits de seu álbum de estréia, Alright, Still (2006), como Smile e Alfie. Com danças ousadas, Allen levou o público ao delírio ao segurar seus seios enquanto cantava.

A britânica se apresenta no mesmo local nesta quarta-feira e segue para dois shows em Melbourne. Depois da turnê australiana Lily Allen inicia uma série de shows na Europa.

Pussycat Dolls dão entrevista antes de show nas Filipinas


As integrantes do Pussycat Dolls, grupo que se apresenta nas Filipinas nesta quinta-feira (11), deram uma entrevista coletiva aos jornais locais em Manila nesta terça-feira (9).

As cantoras falaram sobre a atual turnê na Ásia e seu disco mais recente, chamado Doll Domination (2008).

A atual turnê do grupo já passou pela Indonésia, Tailândia, Cingapura e Coréia. Depois do show, o grupo se apresenta no Havaí e segue para apresentações no Inglaterra, Irlanda e Dinamarca. ´

Travis diz novo CD do Blink 182 é "maluco e pesado"


Travis Barker, baterista do Blink 182, afirmou que o novo CD da banda, que anunciou sua reunião na cerimônia do Grammy, será mais "maluco e pesado".

"Quando nós entrarmos em estúdio para gravar o novo álbum, com certeza será pesado. É o próximo passo lógico desde o nosso último disco", disse em entrevista à MTV.

Segundo o baterista, as influências dos últimos projetos dos músicos também irão influenciar. "Não tem como não colocar tudo na mesa. Tudo o que fizemos, como o +44 e o Angels and Airwaves, tudo contribui", completou.

Já trabalhando juntos, o trio está próximo de terminar a música Up All Night. "Essa música poderia estar no último álbum. É como se misturasse Box Car Racer e Blink. Ela é meio pesada, mas faz sentido. Todos os pedaços juntos", explicou.

Segundo Travis, o primeiro single deve ser lançado nos próximos meses durante a turnê da banda. O baterista preferiu não prever quando o álbum estará completo.

Metallica negocia shows no Brasil em 2010


O Brasil está a uma assinatura de distância na agenda de 2010 do Metallica. A turnê de divulgação do disco Death Magnetic (2008) deve passar pelo País em janeiro. A gravadora Universal não se posiciona oficialmente sobre cidades e locais das possíveis apresentações, mas de acordo com a assessoria de imprensa da companhia, só falta assinar o contrato para sacramentar a vinda da banda ao Brasil.

Arctic Monkeys divulga nome de seu novo álbum


O aguardado novo álbum do Arctic Monkeys já tem nome. Os britânicos liderados pelo vocalista Alex Turner escolheram o nome Humbug para seu novo trabalho.

Produzido por James Ford e Josh Homme, líder do Queens of the Stone Age, Humbug está previsto para ser lançado no dia 24 de agosto.

No fim de semana anterior ao lançamento, a banda de Sheffield será atração principal dos festivais de Leeds e Reading.




Confira as faixas de Humbug:

'My Propeller'
'Crying Lightning'
'Dangerous Animals'
'Secret Door'
'Potion Approaching'
'Fire And The Thud'
'Cornerstone'
'Dance Little Liar'
'Pretty Visitors'
'The Jeweller's Hands'

Recluso, Axl Rose foge de último fracasso do Guns 'n Roses


O fracasso de Chinese Demoracy fez de Axl Rose um recluso em sua mansão de Malibu (Los Angeles), segundo o jornal New York Daily News. O sexto álbum de estúdio do Guns n' Roses - que, da formação original do grupo, só contou com o vocalista - foi lançado em novembro do ano passado, após ser cozinhado por pelo menos 15 anos, em um capítulo que virou chacota na história do rock.

Ex-guitarrista de Bob Dylan morre nos Estados Unidos


O músico e compositor Kenny Rankin, guitarrista influente e famoso por ter integrado a banda de Bob Dylan no álbum Bringing It All Back Home (1965), morreu no último domingo no hospital Cedars-Sinai, em Nova York. Aos 69 anos, ele enfrentou uma batalha contra o câncer de pulmão e sofreu complicações no fim de semana.

Recentemente, o guitarrista trabalhava em seu novo álbum e já tinha sessões agendadas para gravar em um estúdio com a supervisão do produtor Phil Ramone. Com a piora de seu estado, as gravações foram canceladas.

"Ele ainda estava em seu auge. Chegou a tocar algumas músicas no nosso escritório e sua voz estava ótima. Nossos corações e orações vão todas para sua família", disse Denny Stilwell, presidente da gravadora Mack Avenue, em um comunicado.

Com treze álbuns de estúdio lançados, Rankin gravou sucessos como Peaceful e In The Name of Love, esta gravada por Peggy Lee.

Em carreira solo, o guitarrista chamou atenção de Johnny Carson quando se apresentou no programa The Tonight Show, onde seria atração por mais de vinte vezes.

Outro feito do compositor foi uma versão que fez de Blackbird, clássico dos Beatles. Sua repaginada teria impressionado até Paul McCartney, que pediu para Rankin tocar a canção quando ele o britânico e John Lennon foram indicados ao Hall da Fama do Rock.

Kenny Rankin deixa os filhos Chris, Chanda e Jena e uma neta. Segundo a gravadora, os detalhes sobre seu funeral ainda estão sendo discutidos pela família.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Cher processa Universal por royalties

A Cher está processando a Universal Music, reivindicando que a empresa prejudicou-a e a herança de seu antigo ex-marido, Sonny Bono, em uma quantia de US$ 5 milhões.

O processo, arquivado na terça-feira (02/05) na Corte Superior de Los Angeles, exige uma auditoria das contas da Universal da cantora e atriz do ano 2000 a 2003, mostrando que os executivos da empresa "ocuparam-se de tarefas ilegais" com a intenção de esconder as receitas de dois álbuns.

As 22 páginas de acusação apresentam uma quebra de dois contratos de gravação que a Cher tinha com os predecessores da Universal Music, um com a divisão MCA, da Kapp Records, em 1972 e um acordo assinado em 1987 com a David Geffen Company. Cher reclama que aqueles contratos a autorizavam - e, no momento, em 1972, Bono - a receber 50% dos royalties arrecadados pela Universal.

A acusação alega que a Universal mais tarde fez um acordo com a Warner Music para distribuir uma coleção de 1999 chamada Cher The Greatest Hits, então afunilou o dinheiro por meio do braço internacional da Universal Music para esconder o montante de royalties pertencentes a Cher e à herança de Bono.

Paramore não quer mais fazer músicas para 'Crepúsculo'

Os integrantes do Paramore estão com medo da banda ter o nome muito ligado ao filme Crepúsculo. Eles, que fizeram músicas para a trilha sonora do primeiro número da obra, não querem participar do segundo.
"Não queremos ser a banda dos vampiros. É muito bom fazer parte disto, dá uma grande exposição, mas acho que Crepúsculo acabou para nós", disse Zac Farro, baterista da banda.

Eles gravaram duas músicas para CD do primeiro filme: Decode, faixa 2, e I Caught Myself, faixa 8.

A banda acabou de gravar seu terceiro álbum em Los Angeles, mas este ainda não tem nome. Seu último trabalho foi Riot!, gravado em 2007.

Eminem repete perguntas e fórmulas no sexto disco

"Sentiram minha falta? Adivinhe quem está de volta?" Fora de combate por cinco anos, é com o mesmo nhenhenhém de álbuns pregressos que Marshall Mathers, mais conhecido como Eminem, anuncia seu retorno sob a tutela do produtor, amigo e padrinho Dr. Dre. Sexto CD do rapper americano de 36 anos, Relapse reúne no mesmo pacote de 20 faixas zombaria (tanto em letras, quanto nos clipes) e versos autobiográficos desgastados. Alguém ainda tem interesse em ouvir (pela enésima vez) quais são os problemas com drogas enfrentados pela mãe do cantor?

"Minha mãe ama Valium e muitas outras drogas / É por isso que sou como sou, porque sou como ela!", canta em My mom, parecendo não se importar com a resposta. O discurso pode não ter mudado, mas a saúde, quanta diferença. Dependente de remédios e opiáceos, o cantor precisou sofrer uma overdose em 2007 e ser internado numa clínica de reabilitação no ano passado para largar seus vícios: ele diz estar sóbrio há um ano e dois meses.

Perseguição a Lindsay Lohan

Por outro lado (o da faceta Slim Shady, alterego sem-noção do rapper), insiste em fazer chacota com celebridades. Desta vez, mulheres são os principais alvos. We made you traz citações jocosas a Jessica Simpson, Ellen DeGeneres, Sarah Palin, Amy Winehouse e Lindsay Lohan. Fenômeno pop entre os adolescentes, Hannah Montana é sinônimo de masturbação em 3am. Lindsay é a estrela de Same song & dance, sobre o sonho do rapper em estrangular a atriz americana.

As obsessões de Eminem estão firmes e fortes. Estupros são narrados de múltiplos ângulos. Em Insane, por exemplo, um padrasto estupra o próprio filho. Mas nada é tão doentio quanto a fixação que o rapper tem com o ator Christopher Reeve, morto há cinco anos. O americano famoso por ter vivido Super-Homem no cinema não sai da cabeça de Eminem. A tradicional imitação feita pelo cantor surge mais uma vez, em Medicine ball: "Você nunca cabe em meus sapatos / Ou na minha fantasia do Superman".

Quando abandona as paródias e piadas de sua porção engraçadinha, Eminem tange a originalidade, como em Déjà vu. São raros os momentos em que não está ocupado enfileirando celebridades ou tentando chocar. Os versos auto-depreciativos permanecem no cardápio. Quando as pílulas escapam da capa do disco e das fotos do encarte para as letras, Eminem rende mais. Com sample de Reaching out, do Queen, Beautiful é mais uma em que dá um tempo no humor negro. A canção destaca perguntas sobre o futuro de Eminem no rap e começou a ser rascunhada num quarto de hospital, quando buscava a desintoxicação.

O humorístico Zorra Total está há uma década no ar sem muitos acidentes de percurso, mas isso não é motivo para ficar repetindo piada como se não houvesse amanhã. Da próxima vez que Eminem disser que está de volta aos holofotes e deixar no ar a pergunta "Sabe aquela da mulher que foi perseguida e estuprada por mim?", o melhor a fazer é fingir que não ouvimos.

Susan Boyle pode cancelar turnê pelo Reino Unido

A cantora escocesa Susan Boyle, internada em uma clínica de Londres após sua participação na final do programa de calouros Britain's Got Talent, pode se ver obrigada a cancelar uma turnê pelo Reino Unido e adiar uma viagem aos Estados Unidos.

Segundo a edição desta terça-feira (02/06) do jornal The Times, Susan permanece internada por estafa e cansaço emocional.

O tratamento da cantora está sendo pago por Simon Cowell, membro do júri de Britain's Got Talent, acrescenta o The Times. O disco de Susan também será lançado pelo selo de Cowell.

Chris Thompson, da clínica Priory, declarou que Boyle pode não estar recuperada a tempo de iniciar sua turnê britânica, prevista para começar no próximo dia 12, já que os tratamentos para estes casos duram três semanas.

Os responsáveis pelo Britain's Got Talent entraram em contato com a polícia londrina no domingo (31/05) porque Boyle atuava de maneira estranha no hotel londrino onde estava hospedada.

Segundo a imprensa britânica, Boyle estava esgotada mentalmente após sua participação de sábado, na qual cantou I Dreamed a Dream, e os médicos lhe aconselharam um período de descanso para se recuperar.

Desde que ficou famosa, a escocesa já recebeu diversas propostas para fazer shows, entre elas a de uma turnê pelos EUA na qual pode ganhar mais de 8 milhões de euros.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Doro Pesch: "tudo o que faço é pensando nos fãs"

Elena Francis, do Metal Discovery, conduziu uma entrevista com a rainha do metal alemão Doro Pesch, em 23 de abril de 2009, no Fórum em Londres, Inglaterra.

Metal Discovery: Como os críticos e fãs têm recebido seu último álbum, "Fear no Evil"?


Doro Pesch: "Até agora vi boas coisas e boas críticas. O que mais me importa é o que os fãs têm a dizer porque eu faço isso puramente para os fãs. Por enquanto tem sido recebido muito bem, eu acho. Hoje a noite tocaremos duas músicas porque temos 40-45 minutos (de show). Nós vamos definitivamente tocar 'Celebrate' e 'Night of the Warlock'. Atualmente, 'Celebrate' foi o single mais bem sucedido que tivemos na Espanha. Ele foi para a terceira posição nas paradas. Geralmente apenas músicas pop normais [chegam lá], então foi muito bom. Na Alemanha, todo o álbum atingiu a décima primeira posição. Isso foi ótimo".

Metal Discovery: Em suas palavras, como você diria que esse novo álbum é diferenciado dos outros trabalhos seus?

Doro Pesch: "Ele condensa muito bem todos os 25 anos (de carreira) e tem muitos hinos nele. Eu amo hinos. Eu acho que ele tem boas músicas 'old school', com 'Night of the Warlock' e a introdução e as vozes de fundo, e canções mais modernas como 'Running from the Devil', eu acho que é um pouco mais moderna. O disco contêm a pesada 'Caught in a Battle', que é umas das músicas mais pesadas que já fizemos. Algumas coisas especiais, como '25 Years', que agradece muito aos fãs. Foram todas as coisas boas dos anos 80 até agora. A capa do álbum foi feita novamente por Geoffrey Gillespie".

Metal Discovery: Na música "Walking with the Angels" há a participação de Tarja Turunen [ex-NIGHTWISH]. Como isso aconteceu?

Doro Pesch: "Na realidade esse é meu primeiro dueto com outra cantora em um disco próprio. Já fiz uma vez um dueto com o AFTER FOREVER - Floor Jansen. Atualmente um guitarrista está tocando nessa tour aqui na Inglaterra, e depois nosso guitarrista voltará após a turnê inglesa. Eu pensei que queria escrever uma música sobre o poder dos anjos e daí pensei: 'Cara, seria tão legal ter alguém com a voz mais angelical para cantá-la'. Eu conheci Tarja há muitos anos atrás no Wacken. Eu vi Nightwish pela primeira vez e fui levada. Temos uma amiga em comum, Regina Halmich. Ela foi por 12 ou 13 anos uma grande campeã de boxe".

Metal Discovery: Tarja não é a única participação no novo álbum, teve muitas. Como isso aconteceu e como você decidiu quem escolher, pois imagino que você conheça muitos músicos...

Doro Pesch: "Sim, todos os meus amigos mais íntimos e pessoas com quem tenho uma longa história ou excursionamos juntos, como por exemplo Veronica Freeman do BENEDICTUM, que foi nossa banda de abertura na turnê de 'Warrior Soul". Atualmente, eu queria escrever uma música para o aniversário de 25 anos, algo como 'True as Steel' ou 'All we Are' onde todos cantam junto. Eu chamei todos os membros do fã-clube e nos encontramos na Alemanha. Foi em um clube bem legal em Bornholm. Pessoas de todo o mundo vieram e cantaram conosco. O engenheiro me disse para dar muitas escolhas, por exemplo: dez pessoas cantando, às vezes cinquenta pessoas, às vezes apenas duas pessoas cantando, os homens e as mulheres. Quando as mulheres estavam cantando, eu pensei: 'isso soa tão bem, tão especial'. Então pensei 'quero fazer uma versão metal completamente feminina' e daí chamei todas as garotas. Recentemente, voei para Londres para ver o GIRLSCHOOL. Elas tocaram com o DIO, então dei a demo a elas e foram as primeiras a quem dei essa demo. Elas gravaram em seu estúdio e quando ficou pronto pensei: 'Nossa, isso está ótimo'. Então chamei Angela do Arch Enemy, Sabina Classen [HOLY MOSES], Floor do AFTER FOREVER e Liv do LEAVES EYES. Eu pensei que seria muito interessante ter pessoas de todos os gêneros do metal - do gótico, thrash e death metal - então juntamos tudo. É atualmente uma versão bem impolgante. Eu também dei a demo ao Biff [Byford, SAXON], recebi com os vocais de volta e pensei: 'Cara, isso está ótimo'. Temos três versões: uma apenas com os fãs, uma com Biff e uma com todas as meninas e no disco temos a versão com todo mundo junto, mas acho que todas as versões ficaram muito boas. Agora estamos aqui juntos há duas semanas com o SAXON. Funciona perfeitamente".

AC/DC: "riffs mais fáceis são os mais difíceis de escrever"

O New Zealand Herald recentemente conduziu uma entrevista com as lendas do hard rock AC/DC e seu produtor, Brendan O'Brien, que já trabalhou com artistas como BRUCE SPRINGSTEEN, PEARL JAM e RAGE AGAINST THE MACHINE.

Sobre o trabalho com O'Brien, que pensou nos últimos dos CDs da banda serem mais baseados no Blues:

Angus Young (guitarrista): "Então ele estava tentando recapturar mais daquele som do rock, ao estilo 'Highway to Hell' - ele disse que também gostava do tempo do 'Dirty Deeds Done Dirt Cheap'.

"Tinha que soar como o AC/DC. Você quer que eles (os fãs) escutem e digam, 'Este é o AC/DC'... Mas você também quer que eles escutem e digam 'Mas este é o AC/DC tocando algo novo'. Isso para nós é sempre um desafio. Você torce para que a sua composição, o jeito que você está fazendo isso, esteja ficando melhor."

Brendan O'Brien: "Eles fizeram algo bastante único. Eles têm uma maneira muita agressiva na apresentação da música, mas sempre de uma maneira cativante, e eu senti que meu tipo de música favorita que eles fizeram foi este tipo de música. Meu pensamento é: 'se eu posso ajudar as pessoas para quando eles escutarem a música lembrarem o quão grande é essa banda, então é este meu serviço para eles'".

Sobre nunca receber tanto apoio da crítica:

Brian Johnson (vocalista): "Os críticos sempre foram um pouco irreverentes com o AC/DC por causa de Angus e da roupa de colegial, e sempre foi fácil fazer uma pequena brincadeira ou dar alguma alfinetada na conversa, sobre os riffs fáceis, e tudo o mais, e eles estão sempre errados. Os riffs mais fáceis do mundo são os mais difíceis de se escrever, pois eles são muito poucos".

"'Highway to Hell' é fácil, mas se falar para um guitarrista, ele não dirá que é tão fácil assim. Ninguém pode escrevê-los pois são coisas fáceis e é muito difícil escrever... e colocar eles juntos em diferentes modos e vir com algo fresco e diferente. Isso é genialidade, mas os críticos nunca enxergam isso".

Whitesnake: “É um momento incrível para ser um músico de rock clássico!”

O vocalista do WHITESNAKE, David Coverdale, concedeu uma entrevista ao site NRK Hordaland e falou entre vários assuntos sobre sua saída do DEEP PURPLE.

NRK Hordaland: Hoje, qual seu maior desafio no Rock ‘n Roll? Você possui muita experiência em tudo, você viajou o mundo e possui muito sucesso.

Coverdale: Bem, eu não encaro as coisas como desafios, eu as enxergo como oportunidades. Por exemplo, a oportunidade de fazer um álbum após tantos anos, quando eu nunca planejava fazê-lo, e depois ver o álbum ser bem recebido e continuar fazendo sucesso... Foi uma grande oportunidade para mim. Há alguns anos atrás, eu excursionava só a cada três anos, então todas as músicas continuavam frescas. Agora nós fazemos muito mais turnês todos os anos. Então algumas músicas ficam velhas, você sabe, para apresentá-las ao vivo. Então ter músicas novas, injetar energia nova tem sido uma ótima oportunidade. Se um dia eu usar a palavra ‘desafio’ vai ser para manter um nível de desempenho, ser capaz de cantar e me apresentar á altura do que as pessoas esperam.

NRK Hordaland: Você ficou surpreso com o sucesso que este novo álbum obteve?

Coverdale: Sim. Foi uma surpresa muito bem vinda. Tudo o que você pode fazer é dar o seu melhor em qualquer coisa que você vá fazer em qualquer tempo ou situação, esta é minha filosofia de vida. E ela funciona. Meu parceiro Doug Aldrich (guitarrista) e eu , eu senti que as músicas escritas foram uma grande mistura do caráter e identidade do Whitesnake – e não foi intencional. Esta foi a maneira como se desenvolveu. Eu acho que Deus e os anjo foram muitos úteis para nós. E o espírito viking!

NRK Hordaland: Quando você olhava para a platéia há 30 anos atrás, havia muitos jovens na platéia. E Hoje ainda há muitos jovens na platéia. Há uma nova geração lá. O que você pensa sobre isso?

Coverdale: É interessante! Eu já havia notado esse fato interessante há vários anos atrás na Escandinávia, na verdade, eu estava na Suécia. Eu estava olhando para a platéia e ‘Wow, estas pessoas parecem ter 14, 15, 16 anos.’ E facilmente pude perceber que se tratava de um terço da platéia. Eu tive a oportunidade de conversar com algumas dessas pessoas e eles disseram que não se sentem mais preenchidas com o mais recente ou moderno rock do que com o que chamam de rock clássico.

Coverdale: Então elas estavam muito felizes por irem a um show do WHITESNAKE. Um dia desses eu estava almoçando com o Paul Stanley do Kiss, e nós concordamos que este é um momento incrível para ser um músico de rock clássico. E nenhum de nós se encantaria com a idéia de começar uma banda hoje, nesses tempos incomuns. Estamos muito gratos por ter a oportunidade de nos apresentar para públicos tão entusiasmados.

NRK Hordaland: Parece que você estava em uma encruzilhada quando estava fazendo o álbum "Northwinds".

Coverdale: Sim. Quando eu saí do Deep Purple, não recebi apoio dos empresários do PURPLE. Ainda havia aquele sentimento de que eu era o novato, mesmo após eu ter sido responsável por muitas músicas durante os três anos que integrei a banda. Eu era o último cavalo no qual eles apostariam numa corrida. Então quando fiz meu primeiro álbum solo, foi com todos os tipos diferentes de músicas que eu gostava. No Deep Purple pra mim era fácil escrever no estilo hard rock. Mas eu amo soul, funk, blues, você sabe. "Northwinds" é muito mais do que um esboço do que se tornou WHITESNAKE.

NRK Hordaland: Você também é muito pessoal na maioria de suas músicas...

Coverdale: Eu só não revelo os nomes mas a maioria das minhas músicas - até nas mais sexys - são como diários. Elas tem de vir de alguma inspiração. Temos como, por exemplo, a história de "Here I Go Again", que se trata de um hino Power-rock no mundo inteiro, mas ela foi escrita sobre o fim do meu primeiro casamento. Mas toda vez que ouço a história de alguém sobre "Here I Go Again", também é muito pessoal para eles. Quando as pessoas me perguntam sobre o que fala essa música eu digo ‘Ela é sobre o que você quiser’. Eu me interesso mais em ouvir a história das pessoas, porque eu já sei minha história sobre essa música.

Tarja Turunen: álbum terá músicas e guitarras mais pesadas

O Sonic Cathedral recentemente entrevistou TARJA TURUNEN, que falou, dentre outras coisas, sobre o seu próximo álbum:

Sonic Cathedral: Essa é sua primeira vez fazendo turnê solo [sem o NIGHTWISH] nos Estados Unidos. O que te fez decidir em vir para cá finalmente?

Tarja: "Sabe, essa é minha terceira tentativa, eu acho, de vir aqui, então eu estou realmente muito, muito feliz que finalmente se tornou realidade. Meus desejos foram realizados. Sabe, eu tenho muitos fãs aqui nos Estados Unidos e eles tem me apoiado tanto em minha carreira solo assim como em minha carreira anterior no Nightwish. Então tem sido maravilhoso ter o apoio deles e agora é muito importante para mim dar meu melhor para eles. Retribuir de alguma forma. A gratidão que eu tenho".

Sonic Cathedral: Falando de Nightwish, você foi retirada publicamente da banda de uma maneira inconveniente. Alguns anos se passaram desde a carta e você parece muito mais feliz agora. Como as coisas tem sido pra você após passar por aquela experiência?

Tarja: "Bem, muitas coisas mudaram. Na verdade toda a carreira como uma artista solo é radicalmente diferente do que ser membro de uma banda. Quero dizer, tudo é diferente. Toda organização em minha volta. Eu tenho que decidir mais coisas por mim mesma. Digo, há tantas coisas. Além disso a responsabilidade que carrego, é claro, é muito diferente do que antes. Mas o fato é que eu aprendí muitas coisas. Todo dia é um dia diferente e eu também estou compondo músicas sozinha hoje e estou realmente feliz por poder fazer isso. Ter essa liberdade para explorar o que está dentro de minha alma e coração. Então permitir às pessoas ouvirem aquilo. O que realmente está lá. Isso tem sido algo realmente bonito".


Sonic Cathedral: Então você está compondo muito mais. Como é estar mais envolvida neste processo do que apenas ser uma cantora?

Tarja: "É claro que isso se torna mais pessoal. É o que tudo isso é. Quero dizer, isso se torna muito pessoal e, você sabe, é muito compensador. Eu tenho que ser honesta com minha música hoje; porque acredito nisso. Eu não sei se isso é um pensamento muito ingênuo, mas acredito que se você é honesta com a música então as pessoas vão alcançar a mensagem mais facilmente e a música os tocará. Digo, música é a emoção pra mim e tudo se trata disso. Eu quero dar emoções para o público. Para os ouvintes. É isso. Essa é a beleza da coisa. É tão amável ser músico. É um privilégio hoje ser uma artista".

Sonic Cathedral: Você tem um segundo álbum no qual está trabalhando, chamado "What Lies Beneath".

Tarja: "Sim".

Sonic Cathedral: Como está o processo e quando ele será lançado?


Tarja: "Bem, eu já tenho muitas músicas (risos). Na verdade eu já escreví cerca de 20 músicas mas nem todas vão para o álbum, é claro (risos). Caso contrário eu teria que fazer um álbum duplo de novo (risos), mas, quero dizer, há várias boas músicas. É como uma continuação do processo do 'My Winter Storm'. Mas a diferença radical é a variedade das músicas que serão oferecidas mas mais ou menos radical com guitarras mais pesadas e de um modo geral músicas mais pesadas. Então haverá algumas músicas mais calmas... Então eu quero continuar na mesma linha mas fazer uma mudança radical nas músicas ainda mais do que no 'My Winter Storm'".

Sonic Cathedral: Então você manterá o gênero heavy7 metal para este álbum?

Tarja: "Sim, claro. É claro. Por favor! (risos) É parte de mim. Mas você conhece parte de mim (risos)".

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