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sexta-feira, 29 de maio de 2009

AC/DC: "riffs mais fáceis são os mais difíceis de escrever"

O New Zealand Herald recentemente conduziu uma entrevista com as lendas do hard rock AC/DC e seu produtor, Brendan O'Brien, que já trabalhou com artistas como BRUCE SPRINGSTEEN, PEARL JAM e RAGE AGAINST THE MACHINE.

Sobre o trabalho com O'Brien, que pensou nos últimos dos CDs da banda serem mais baseados no Blues:

Angus Young (guitarrista): "Então ele estava tentando recapturar mais daquele som do rock, ao estilo 'Highway to Hell' - ele disse que também gostava do tempo do 'Dirty Deeds Done Dirt Cheap'.

"Tinha que soar como o AC/DC. Você quer que eles (os fãs) escutem e digam, 'Este é o AC/DC'... Mas você também quer que eles escutem e digam 'Mas este é o AC/DC tocando algo novo'. Isso para nós é sempre um desafio. Você torce para que a sua composição, o jeito que você está fazendo isso, esteja ficando melhor."

Brendan O'Brien: "Eles fizeram algo bastante único. Eles têm uma maneira muita agressiva na apresentação da música, mas sempre de uma maneira cativante, e eu senti que meu tipo de música favorita que eles fizeram foi este tipo de música. Meu pensamento é: 'se eu posso ajudar as pessoas para quando eles escutarem a música lembrarem o quão grande é essa banda, então é este meu serviço para eles'".

Sobre nunca receber tanto apoio da crítica:

Brian Johnson (vocalista): "Os críticos sempre foram um pouco irreverentes com o AC/DC por causa de Angus e da roupa de colegial, e sempre foi fácil fazer uma pequena brincadeira ou dar alguma alfinetada na conversa, sobre os riffs fáceis, e tudo o mais, e eles estão sempre errados. Os riffs mais fáceis do mundo são os mais difíceis de se escrever, pois eles são muito poucos".

"'Highway to Hell' é fácil, mas se falar para um guitarrista, ele não dirá que é tão fácil assim. Ninguém pode escrevê-los pois são coisas fáceis e é muito difícil escrever... e colocar eles juntos em diferentes modos e vir com algo fresco e diferente. Isso é genialidade, mas os críticos nunca enxergam isso".

Whitesnake: “É um momento incrível para ser um músico de rock clássico!”

O vocalista do WHITESNAKE, David Coverdale, concedeu uma entrevista ao site NRK Hordaland e falou entre vários assuntos sobre sua saída do DEEP PURPLE.

NRK Hordaland: Hoje, qual seu maior desafio no Rock ‘n Roll? Você possui muita experiência em tudo, você viajou o mundo e possui muito sucesso.

Coverdale: Bem, eu não encaro as coisas como desafios, eu as enxergo como oportunidades. Por exemplo, a oportunidade de fazer um álbum após tantos anos, quando eu nunca planejava fazê-lo, e depois ver o álbum ser bem recebido e continuar fazendo sucesso... Foi uma grande oportunidade para mim. Há alguns anos atrás, eu excursionava só a cada três anos, então todas as músicas continuavam frescas. Agora nós fazemos muito mais turnês todos os anos. Então algumas músicas ficam velhas, você sabe, para apresentá-las ao vivo. Então ter músicas novas, injetar energia nova tem sido uma ótima oportunidade. Se um dia eu usar a palavra ‘desafio’ vai ser para manter um nível de desempenho, ser capaz de cantar e me apresentar á altura do que as pessoas esperam.

NRK Hordaland: Você ficou surpreso com o sucesso que este novo álbum obteve?

Coverdale: Sim. Foi uma surpresa muito bem vinda. Tudo o que você pode fazer é dar o seu melhor em qualquer coisa que você vá fazer em qualquer tempo ou situação, esta é minha filosofia de vida. E ela funciona. Meu parceiro Doug Aldrich (guitarrista) e eu , eu senti que as músicas escritas foram uma grande mistura do caráter e identidade do Whitesnake – e não foi intencional. Esta foi a maneira como se desenvolveu. Eu acho que Deus e os anjo foram muitos úteis para nós. E o espírito viking!

NRK Hordaland: Quando você olhava para a platéia há 30 anos atrás, havia muitos jovens na platéia. E Hoje ainda há muitos jovens na platéia. Há uma nova geração lá. O que você pensa sobre isso?

Coverdale: É interessante! Eu já havia notado esse fato interessante há vários anos atrás na Escandinávia, na verdade, eu estava na Suécia. Eu estava olhando para a platéia e ‘Wow, estas pessoas parecem ter 14, 15, 16 anos.’ E facilmente pude perceber que se tratava de um terço da platéia. Eu tive a oportunidade de conversar com algumas dessas pessoas e eles disseram que não se sentem mais preenchidas com o mais recente ou moderno rock do que com o que chamam de rock clássico.

Coverdale: Então elas estavam muito felizes por irem a um show do WHITESNAKE. Um dia desses eu estava almoçando com o Paul Stanley do Kiss, e nós concordamos que este é um momento incrível para ser um músico de rock clássico. E nenhum de nós se encantaria com a idéia de começar uma banda hoje, nesses tempos incomuns. Estamos muito gratos por ter a oportunidade de nos apresentar para públicos tão entusiasmados.

NRK Hordaland: Parece que você estava em uma encruzilhada quando estava fazendo o álbum "Northwinds".

Coverdale: Sim. Quando eu saí do Deep Purple, não recebi apoio dos empresários do PURPLE. Ainda havia aquele sentimento de que eu era o novato, mesmo após eu ter sido responsável por muitas músicas durante os três anos que integrei a banda. Eu era o último cavalo no qual eles apostariam numa corrida. Então quando fiz meu primeiro álbum solo, foi com todos os tipos diferentes de músicas que eu gostava. No Deep Purple pra mim era fácil escrever no estilo hard rock. Mas eu amo soul, funk, blues, você sabe. "Northwinds" é muito mais do que um esboço do que se tornou WHITESNAKE.

NRK Hordaland: Você também é muito pessoal na maioria de suas músicas...

Coverdale: Eu só não revelo os nomes mas a maioria das minhas músicas - até nas mais sexys - são como diários. Elas tem de vir de alguma inspiração. Temos como, por exemplo, a história de "Here I Go Again", que se trata de um hino Power-rock no mundo inteiro, mas ela foi escrita sobre o fim do meu primeiro casamento. Mas toda vez que ouço a história de alguém sobre "Here I Go Again", também é muito pessoal para eles. Quando as pessoas me perguntam sobre o que fala essa música eu digo ‘Ela é sobre o que você quiser’. Eu me interesso mais em ouvir a história das pessoas, porque eu já sei minha história sobre essa música.

Tarja Turunen: álbum terá músicas e guitarras mais pesadas

O Sonic Cathedral recentemente entrevistou TARJA TURUNEN, que falou, dentre outras coisas, sobre o seu próximo álbum:

Sonic Cathedral: Essa é sua primeira vez fazendo turnê solo [sem o NIGHTWISH] nos Estados Unidos. O que te fez decidir em vir para cá finalmente?

Tarja: "Sabe, essa é minha terceira tentativa, eu acho, de vir aqui, então eu estou realmente muito, muito feliz que finalmente se tornou realidade. Meus desejos foram realizados. Sabe, eu tenho muitos fãs aqui nos Estados Unidos e eles tem me apoiado tanto em minha carreira solo assim como em minha carreira anterior no Nightwish. Então tem sido maravilhoso ter o apoio deles e agora é muito importante para mim dar meu melhor para eles. Retribuir de alguma forma. A gratidão que eu tenho".

Sonic Cathedral: Falando de Nightwish, você foi retirada publicamente da banda de uma maneira inconveniente. Alguns anos se passaram desde a carta e você parece muito mais feliz agora. Como as coisas tem sido pra você após passar por aquela experiência?

Tarja: "Bem, muitas coisas mudaram. Na verdade toda a carreira como uma artista solo é radicalmente diferente do que ser membro de uma banda. Quero dizer, tudo é diferente. Toda organização em minha volta. Eu tenho que decidir mais coisas por mim mesma. Digo, há tantas coisas. Além disso a responsabilidade que carrego, é claro, é muito diferente do que antes. Mas o fato é que eu aprendí muitas coisas. Todo dia é um dia diferente e eu também estou compondo músicas sozinha hoje e estou realmente feliz por poder fazer isso. Ter essa liberdade para explorar o que está dentro de minha alma e coração. Então permitir às pessoas ouvirem aquilo. O que realmente está lá. Isso tem sido algo realmente bonito".


Sonic Cathedral: Então você está compondo muito mais. Como é estar mais envolvida neste processo do que apenas ser uma cantora?

Tarja: "É claro que isso se torna mais pessoal. É o que tudo isso é. Quero dizer, isso se torna muito pessoal e, você sabe, é muito compensador. Eu tenho que ser honesta com minha música hoje; porque acredito nisso. Eu não sei se isso é um pensamento muito ingênuo, mas acredito que se você é honesta com a música então as pessoas vão alcançar a mensagem mais facilmente e a música os tocará. Digo, música é a emoção pra mim e tudo se trata disso. Eu quero dar emoções para o público. Para os ouvintes. É isso. Essa é a beleza da coisa. É tão amável ser músico. É um privilégio hoje ser uma artista".

Sonic Cathedral: Você tem um segundo álbum no qual está trabalhando, chamado "What Lies Beneath".

Tarja: "Sim".

Sonic Cathedral: Como está o processo e quando ele será lançado?


Tarja: "Bem, eu já tenho muitas músicas (risos). Na verdade eu já escreví cerca de 20 músicas mas nem todas vão para o álbum, é claro (risos). Caso contrário eu teria que fazer um álbum duplo de novo (risos), mas, quero dizer, há várias boas músicas. É como uma continuação do processo do 'My Winter Storm'. Mas a diferença radical é a variedade das músicas que serão oferecidas mas mais ou menos radical com guitarras mais pesadas e de um modo geral músicas mais pesadas. Então haverá algumas músicas mais calmas... Então eu quero continuar na mesma linha mas fazer uma mudança radical nas músicas ainda mais do que no 'My Winter Storm'".

Sonic Cathedral: Então você manterá o gênero heavy7 metal para este álbum?

Tarja: "Sim, claro. É claro. Por favor! (risos) É parte de mim. Mas você conhece parte de mim (risos)".

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Demi Lovato diz que não vai dublar como Britney em 1ª turnê


A ídolo teen da Disney Demi Lovato vai começar em junho sua primeira turnê norte-americana como atração principal, contando com os acompanhamentos de costume, como uma banda completa e um show de luzes.

E os mesmos adolescentes que romperam os tímpanos de seus pais em concertos de outros astros da Disney como Jonas Brothers e Miley Cyrus vão provavelmente chegar à loucura quando a cantora e atriz de 16 anos subir ao palco.

Mas o que a texana estrela do seriado do Disney Channel Sonny with a Chance realmente quer fazer é apresentar-se sozinha em grandes arenas, algo mais ao estilo de um certo roqueiro veterano que raramente vê seu nome ligado ao pop teen.

"Quero chegar ao ponto em que algum dia eu não precise de nada além de um tapete e um microfone no palco, mas mesmo assim consiga lotar lugares como o Madison Square Garden, como Bruce Springsteen faz", disse Lovato à em entrevista.

"As pessoas vão lá para curtir sua música, e não seu glamour ou alguma coisa assim. É mais ou menos assim o caminho que quero trilhar na música, para me tornar mais digna de crédito e respeitada como artista e música."

Credibilidade, respeito e qualidade artística são atributos que não costumam ser associados a pop teen, nem mesmo à música pop em geral hoje em dia. Cantores cuidadosamente fabricados cantam canções compostas por outros. E, se eles realmente cantam, isso já é uma vantagem.

Mas Demi Lovato, com seu rosto adolescente, não parece ser inteiramente uma invenção da máquina de marketing da Disney, apesar de um assessor publicitário ter proibido perguntas relacionadas a negócios durante a entrevista.

"Prefiro soar bem ruim a dublar as canções", disse ela. "E isso já aconteceu. Já fiz shows bem ruins, mas pelo menos as pessoas sabem que não estou dublando. E isso é importante para mim. Uma coisa é certa, não vai ser um show do tipo Britney Spears."

Lovato abriu apresentações dos Jonas Brothers no ano passado. Ela vai colocar o pé na estrada quando seu segundo álbum, ainda sem título, chegar às lojas, em julho.


Seu primeiro álbum, Don't Forget, estreou como número 2 na Billboard 200 em setembro passado e já vendeu respeitáveis 403 mil cópias nos Estados Unidos. Lovato escreveu ou co-escreveu nove das 11 faixas desse primeiro álbum e se envolveu igualmente no processo criativo do segundo.

Um de seus colaboradores no novo álbum foi o cantor e guitarrista John Mayer, seu maior ídolo, que trabalhou com ela sobre duas canções: World of Chances e Shut Up and Love Me.

Maria Rita faz show da turnê 'Samba Meu' em São Paulo


Após cantar em Portugal no último domingo (24/5), a cantora Maria Rita fez mais um show da sua turnê Samba Meu, em São Paulo, nesta quarta-feira (27/5).

Na platéia estava uma turma de ex-BBBs que foi ouvir a filha de Elis Regina. Kléber Bambam, vencedor da primeira edição do Big Brother Brasil, Carlão e Juliana - ambos do BBB 6 -, e Ralf e Newton, integrantes da última edição, se reuniram para assistir à apresentação.

Além deles, a dançarina e atriz Sheila Mello estava presente no Via Funchal.

Vocalista do Depeche Mode retira tumor maligno


O vocalista do Depeche Mode, Dave Gahan, 47 anos, foi operado com sucesso de um tumor maligno na bexiga, o que provocou o cancelamento de vários shows, confirmou nesta quinta-feira (28/05) a banda britânica.

Gahan foi internado no último dia 12 após sofrer um ataque de gastrenterite durante a atual turnê do Depeche Mode, Tour of the Universe.

"No hospital, os exames médicos revelaram um leve tumor maligno na bexiga de Dave que foi extraído com sucesso", declarou o conjunto em comunicado.

Por recomendação médica, o vocalista deverá descansar até o próximo dia 8 para que sua recuperação seja completa. Nesse mesmo dia, o Depeche Mode voltará aos palcos em um show na cidade alemã de Leipzig.

"Dave Gahan agradece sinceramente a seus fãs pelo apoio, compreensão e paciência", diz a banda, que lamenta "os problemas ou inconvenientes que os cancelamentos ou atrasos de shows tenham causado".

A atual turnê do grupo começou no último dia 6 para divulgar Sounds of the Universe, 12º álbum do Depeche Mode, lançado em abril.

Nicole Scherzinger canta nua no novo clipe do Pussycat Dolls


A cantora Nicole Scherzinger, 30 anos, tirou a roupa no novo clipe do grupo Pussycat Dolls, chamado Hush Hush, o quinto single do álbum Doll Domination.

A namorada do piloto de F-1 Lewis Hamilton aparece em cenas sensuais em uma banheira e depois canta nua e molhada.

O blogueiro Perez Hilton e a atriz Carmen Electra também estão no vídeo.

Rihanna aparece de lingerie no clipe do Kanye West


Rihanna é estrela do novo videoclipe do rapper Kanye West, chamado Paranoid (paranóia, em português).

A cantora aparece de lingerie no vídeo, deitada em uma cama, se debatendo por não conseguir dormir.

Em outra cena, Rihanna aparece em um carro fugindo de Kanye West.

Segundo a revista Rolling Stone americana, o clipe simboliza Rihanna tentando se distanciar dos eventos recentes de sua vida e começar de novo.

domingo, 24 de maio de 2009

Ópera-RockTommy acaba de completar 40 anos


Era uma vez um rapaz cego, bobo e surdo que, por jogar fliperama como ninguém, se tornou o líder de uma seita messiânica, comandada por seus pais malvados. Na verdade o menino havia testemunhado um assassinato quando criança e os autores (a mãe e o pai no original e a mãe e o amante no filme) convenceram o petiz que ele nada viu e nada ouviu e o coitado se fechou para o mundo. Na busca por uma cura e um espaço no mundo, o pobre Tommy é vítima de tipos asquerosos como o cruel primo Kelvin, o pedófilo tio Ernie e a Rainha do Ácido, mas o que ele queria mesmo era que as pessoas o ouvissem e o sentissem.

Isso tudo é Tommy, obra do genial guitarrista Pete Townshend lançada pelo seu grupo, The Who, em 23 de maio de 1969. Quarto álbum da banda, Tommy causou frisson na época de seu lançamento, dividindo a opinião pública entre os que o achavam uma inovadora obra-prima e os que o desprezavam pelo tema pesado. A BBC e muitas rádios nos Estados Unidos baniram as músicas de sua programação, mas mesmo assim a obra se tornou um dos maiores sucessos do The Who.

Um ano antes do disco ser lançado, Townshend já havia dito, em uma entrevista para a revista Rolling Stone que pretendia compor algo que uniria rock com estrutura de ópera. Recentemente, o autor contou à revista inglesa Uncut que se inspirou no trabalho do conjunto britânico The Pretty Things com o disco conceitual S.F. Sorrow, todo baseado em um conto do vocalista e guitarrista Phill May, que mostrava a história de Sebastian F. Sorrow e sua vida em meio a guerras, romances, tragédia e velhice. Mais do que simplesmente se ater aos tradicionais instrumentos de bandas de rock, Townshend adicionou trompetes, gongos, piano, órgão e solos vocais em seus arranjos. O baixista John Entwistle chegou a afirmar que nunca escutou o disco todo porque ficou enojado com as inúmeras gravações e regravações de cada música, resultado do perfeccionismo do autor.

Tommy foi lançado como disco duplo, acompanhado de um encarte contando a triste história de seu protagonista. Em 1971, a ópera de Seatle o levou aos palcos pela primeira vez com Bete Midler no papel da Rainha do Ácido. Em 1972, no Rainbow Theater, a banda The Who apresentou a ópera acompanhada da Orquestra Sinfônica de Londres e de convidados especiais fazendo os vocais, como Steve Winwood, Rod Stewart, Richie Havens e Ringo Starr.

Uma versão em estúdio foi lançada em LP e acabou levando um Grammy. Em 1975, o prolífico diretor de vanguarda, Ken Russel, levou a obra para as telonas com o vocalista da banda, Roger Daltrey, como Tommy, Ann Margret como sua mãe, Oliver Reed como o amante da mãe e Elton John, Tina Turner, Eric Clapton e Jack Nicholson como coadjuvantes. Algumas mudanças foram feitas na história original (como o amante da mãe matar o pai e não o contrário, conduzindo a trama para uma relação incestuosa entre Margret e Daltrey) e novas músicas foram adicionadas. Foi um tremendo sucesso de crítica e bilheteria e catapultou músicas como Pinball Wizard para o topo das paradas.

Em 1993, Townshend fez uma nova adaptação, desta vez para a Broadway, mas os tempos eram outros e o autor também. A maior mudança foi no final onde Tommy abraça a vida em família e versos como ¿a liberdade reside na normalidade¿ foram incluídos, eliminando outros como ¿hey, senhora normalidade, não tente ganhar minha confiança¿. Em 1998, a ópera-rock entrou para o Hall of Fame do Grammy por seu significativo valor histórico e artístico, enquanto em 2003 a revista Rolling Stone a colocou como 96º nos 500 maiores álbuns de todos os tempos.

Claudio R S Pucci

Jonas Brothers se impressionam com público de SP em show


Os irmãos Kevin, Joe e Nick, os Jonas Brothers, ficaram impressionados por tocar para 45 mil pessoas no Estádio do Morumbi, em São Paulo, na noite deste domingo (24/05). "Com certeza, esse foi o nosso maior show", disse Joe, o mais empolgado do trio na performance.

Pouco antes, a americana Demi Lovato também se mostrou fascinada com o estádio lotado. "Mal posso acreditar que tenho tantos fãs", afirmou a garota de 16 anos, que abriu o show dos Jonas.

Para agradecer o carinho dos fãs, Joe cantou o hit When You Look In The Eyes abraçado em uma bandeira do Brasil. "Foi a melhor parte, muito emocionante. Eu os admiro muito. Eles são pessoas maravilhosas. Foi meu primeiro show e o mais inesquecível", disse a estudante Rebecca Marques, 14 anos, que veio de Santa Catarina especialmente para ver a performance do grupo.

Joe também protagonizou o ponto alto do show. Empolgado, ele desceu do palco e cantou o fim de Lovebug na grade, sendo agarrado pelas fãs e dando muito trabalho aos seguranças. "Nunca mais vou lavar minha mão. Foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Realizei meu sonho", contou a estudante Clisya Barrichelo, 14, aos pratos após ser tocada pelo Jonas. A menina de Piracicaba, no interior de São Paulo, veio com os pais e estava na fila desde as 15h de sábado. "Daria minha vida por eles", acrescentou.

Sem dúvida Joe rouba a cena no palco. Como fica sem instrumentos grande parte do show, o vocal principal da banda corre de um lado para o outro, manda beijo para as fãs e faz pose de popstar. Ele até usou uma pulseira de missangas com a inscrição Brasil. Em certo momento da apresentação, ele "rouba" a câmera de um cinegrafista da produção e filma sua visão do show. Ele ainda propõe e comanda um "duelo de bateria" entre seu irmão Nick e o baterista da banda, Jack.

Apesar do esforço de Joe, o favorito das meninas é mesmo Nick, o mais novo dos irmãos. Em A Little Bit Longer, quando ele toca a romântica canção no piano, a gritaria foi ensurdecedora. A emoção tomou conta das fãs. Bastava olhar em volta para ver meninas aos prantos.

O Jonas Brothers guardou uma surpresa para o fim da turnê pela América Latina. Nos shows do Rio e de São Paulo, eles interpretaram o novo single, Paranoid, presente no disco Lines, Vines and Trying Times, ainda inédito.

O trio agora terá 16 dias de folga até voltar aos palcos. Eles tocam no dia 9 de junho em Miami e depois partem para a parte européia da turnê. No dia 13, é a vez de Madri receber os garotos.

domingo, 17 de maio de 2009

Miles Davis-Kind of Blue


Esse disco de Miles Davis, lançado em 17 de agosto de 1959 pela gravadora Columbia, e portanto completa 50 anos, é considerado a obra máxima do jazz e portanto, um dos mais influentes de todos os tempos, por causa de sua abrangência em ‘n’ tendências musicais. Kind of Blue é resultado das experimentações que Miles vinha fazendo desde “Milestones” e “58 Sessions”. A banda formada para acompanhar esta gravação só pode significar que o centro da galáxia é aqui:
Miles Davis – trompete
Julian “Cannonball” Adderley – sax alto
John Coltrane – sax tenor
Bill Evans (Wynton Kelly toca em “Freddie T Freeloades”) - piano
Paul Chambers – contrabaixo
Jimmy Cobb – bateria
“Trata-se de um momento que definiu um gênero musical do século 20 e ponto final”. Seth Jacobson (SJac), em “1001 Discos para ouvir antes de morrer”, de Robert Dimery, Editora Sextante (selecionados e comentados por 90 críticos de renome internacional).


Glaze Painting Cerulean Blue – Oil on Canvas, Marcia Hafif, 2004

A qualidade espiritual desse disco (em tempo: foi gravado em uma igreja de Manhattan transformada em estúdio de gravação) me transporta para uma pintura feita de sobreposições de transparências, e faz-me lembrar de um amigo, Otávio Pereira, gravador (litogravura) que um dia me falou que tinha ido para Los Angeles, EUA, para fazer um estudo sobre os diversos tons de azul (nada a ver com o título do disco). Perguntei de quantos tons se tratava e ele me respondeu que havia chegado a 800 tons, mas que existem muito mais que isso. E assim é com a música, e assim é com a qualidade espiritual desse disco.

A National Academy of Recording Merchandising and Rock and Roll of Fame divulgou em março de 2007 os 200 discos indispensáveis de todos os tempos. 4 títulos de jazz estão entre os 200:
Kind of Blues – Miles Davis – Top 34
Love Supreme – John Coltrane – Top 78
Time Out – Dave Brubeck – Top 150
Breezin’ – George Benson – Top 177
Na lista da Rolling Stone dos “500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos”, Kind of Blue aparece em Top 12, onde vários gêneros musicais estão presentes nessa elaboração: rock, blues, jazz, hip hop, folk, etc.
Eis os Top 15 dessa lista:
1. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, The Beatles
2. Pet Sounds, The Beach Boys
3. Revolver, The Beatles
4. Highway 61 Revisited, Bob Dylan
5. Rubber Soul, The Beatles
6. What’s Going On, Marvin Gaye
7. Exile on Main Street, The Rolling Stones
8. London Calling, The Clash
9. Blonde on Blonde, Bob Dylan
10. The Beatles (White Album), The Beatles
11. The Sun Sessions, Elvis Presley
12. Kind of Blue, Miles Davis
13. Velvet Underground & Nico, Velvet Underground
14. Abbey Road, The Beatles
15. Are you Experienced ?, Jimi Hendrix Experience
Saiba + em: “Kind of Blue – A História da Obra Prima de Miles Davis”, de Ashley Kahn, Editora Barracuda.

Woodstock Music & Art Festival


Um mês depois de o homem pisar na Lua, aconteceu na fazenda de leite alugada de Max Yasgur, em Bethel (com 2.300 habitantes, não comportava o evento), NY, costa leste dos EUA, o Woodstock Music & Art Festival, o Festival de Música e Arte de Woodstock, entre os dias 15 e 17 de agosto (6ª a domingo)de 1969 e completa 40 anos nesse ano de 2009.




Foram 3 dias (muita gente permaneceu acampada depois do evento. E consta que Jimi Hendrix tocou às 9 hs da manhã de 2ª feira, dia 18) de sexo livre, drogas, rock’n'roll, cenas de nudismo, confrontando todas as regras do stablishment. Pode ser considerado o auge da contracultura e da era hippie, culminando com o fim da década, que se tornava difícil e confusa. Em 21 de agosto, os tanques soviéticos invadem Praga para reprimir protestos de aniversário da invasão de 1968. A guerra do Vietnã em escalada, o assassinato de Sharon Tate pela família Manson, eram eventos emblemáticos desse tempo. Década de extremos. O Festival de Woodstock foi projetado para 50.000 pessoas, chegaram 500.000 jovens,daí o caos nas rodovias (os 160 km de estrada que liga Nova York a Bethel eram percorridos em mais de 8 hs, com gente abandonando seus carros nos acostamentos (?) e seguindo a pé) e na infra geral de produção, como alimentação e toaletes, compensados pela constelação de artistas que se apresentaram e pelo espírito de confraternização e da filosofia de paz e amor.


Mesmo com a chuva que caiu no 2º dia, o que se viu foi tudo se transformar em brincadeira, todo mundo escorregando na lama, batucando com o que encontravam pela frente. Não houve pânico nem violência. Muitas mães levaram suas crianças ao festival.

Cidades da região cooperaram com doações de frutas, sanduíches e enlatados. Todos os espaços da fazenda foram tomados. A cobertura médica teve a participação de 70 médicos e 36 enfermeiras, que realizaram mais de 6.000 atendimentos, sendo que os casos mais graves eram levados de helicópteros para os hospitais. Morreram 3 pessoas, sendo 1 caso de overdose de heroína, 1 atropelamento por trator e 1 por crise aguda de apendicite. Houve também o nascimento de 2 crianças. 600 homens cuidaram do policiamento, entre seguranças contratados e policiais voluntários, que diante de tal situação, tiveram que fechar os olhos para os excessos de consumo de drogas e sexo livre.

Quem abriu o Festival foi Richie Havens com seu violão de 12 cordas. Foi tocando até não ter mais músicas, então resolveu improvisar sobre uma música chamada “Motherless Child”, acrescentando a palavra ‘freedon’ e repedindo-a à exaustão, criou a empolgante “Freedon”, como ficou conhecida a canção, e sua performance foi incluida no álbum e no filme oficiais do festival. A produção tentou levar John Lennon, Bob Dylan, The Doors, Led Zeppelin e Frank Zappa, mas não conseguiu. Apresentaram-se Jimi Hendrix, Janis Joplin, Santana, The Who, Joan Baez, Joe Cocker,


Jefferson Airplane (acima), The Band, 10 Years After, Country Joe & The Fish, John Sebastian, Tim Hardin, Ravi Shankar, Arlo Guthrie, Canned Heat, Sly & The Family Stone, Grateful Dead, Creedence Clearwater Revival, Crosby, Still, Nash & Young, Sha-Na-Na, Paul Butterfield Band e outros. O Festival de Woodstock foi o estopim para que nos anos 70 houvesse uma explosão de reinvindicações de minorias étnicas e sexuais, de forma jamais imaginada pela sociedade norte-americana. Revoluções comportamentais, sexo alternativo (com respaldo das pílulas anticoncepcionais). O evento foi tranformado em documentário inovador (aparição simultânea de vários quadros na tela) por Michael Wadleigh. Foi lançado em 1970 e ganhou Oscar de “Melhor Documentário” de 1971. O desbunde de Woodstock é pura contestação e ativismo. Cito Tom Wolf mais uma vez nesse blog, que chamou a década de 60 de ”We Decade” e a década seguinte de “Me Decade”, para concluir que finalizava ali em Woodstock uma era de experimentações e força criativa para dar lugar a uma egotrip voltada para a ascensão profissional e social e o rock sendo controlado pelo mercado. Quando Lennon disse “Dream is Over”, referia-se a isso. Embora exista uma discussão entre aqueles que afirmam que 1968 e eventos como os festivais e o Movimento Hippie não tenham contribuido para mudanças duradouras, digo apenas que ainda hoje, de alguma forma vivenciamos as mudanças ocorridas nesse tempo (v. post Hippies), inclusive para o fim da guerra do Vietnã e suas consequências positivas e também em relação aos direitos civis e minorias étnicas e sexuais, que se organizaram e foram à luta por seus direitos.

Grandes performances aconteceram. Talvez, o ponto máximo tenha sido quando Jimi Hendrix tocou o hino americano com sua guitarra imitando sons de bombas e aviões e transformando sua performance num gesto ritualístico, ao botar fogo em sua guitarra.


Um museu foi criado no local onde aconteceu o festival. O Museu de Bethel Woods, inaugurado em junho de 2008.

Mortes Trágicas no Universo Rock -Brian Jones


The Rolling Stones e sua formação original em foto de 1964, com Brian, 2º da esquerda para direita.


Lewis Brian Hopkin Jones, o Brian Jones, que cultivava uma imagem mod, guitarrista, multiinstrumentista, fundador da legendária banda The Rolling Stones - nome escolhido por ele -, era quem criava, quem trazia influências exóticas para a sonoridade da banda até pouco antes de sua morte. Nascido em 28 de fevereiro de 1942, foi protagonista de uma morte cercada de violência e mistério. Segundo relatório oficial, a causa foi ingestão de álcool e drogas. Quando se pensa em Brian Jones, acha-se perfeitamente normal a conclusão a que chegaram.

Acima, Brian com Jimi nos bastidores do Monterey Pop Festival

Acontece que as coisas não pararam por aí. É sabido que depois que o empresário dos Stones, Andrew Loog Oldham, manobrou para transferir a liderança da banda em torno de Mick Jaegger e Keith Richards (Os motivos são vários. Desde o carisma de Mick, e o fato de que havia a necessidade de que a banda passasse a compor suas próprias músicas, o que daria uma vantagem mercadológia e financeira, e Brian não conseguia compor), deixou Brian Jones cada vez mais deprimido e alienado em relação à banda e aos companheiros Mick e Keith. Fazia 3 anos que os Stones não se apresentavam nos EUA, e conseguiram montar uma turnê. Mas Brian havia sido preso por posse de drogas e não conseguiu visto para entrar no país. Coisas como essa pioraram ainda mais a situação entre eles. Foi substituido por Mick Taylor (John Mayall’s Bluesbreaker) ainda antes de sua morte e os Stones retornaram às suas raízes de blues, exatamente como Brian havia apregoado.



Brian foi para Cotchford Farm, com a intenção de formar uma nova banda, “Yer Superblues”. Segundo Bill Wyman, baixista dos Stones, “ele estava animado como nunca com seus novos planos”. Também amigos que o visitavam nessa época, como Alexis Korner e Jimmy Miller, ficaram surpresos com sua boa forma. Consta que convidou John Lennon e Eric Clapton para participarem da nova super banda.

Logo em seguida, em 3 de julho de 1969, Brian Jones morreu por suposto assassinato na piscina de sua casa, que estava em reforma, por um empreiteiro, Frank Thorogood, a menos de um mês após sua saida dos Rolling Stones. Foi durante uma comemoração dos operários em torno da piscina. O jornalista e escritor Christopher Andersen conta em seu livro “Mick Jaegger- Biografia Não Autorizada” (Editora Habra), que Brian chegou no meio da festa fazendo provocações. Jogaram-no na piscina sem saber que ele tinha pavor de água e ainda o tal empreiteiro ficou dando caldos em Brian. Com sua asma crônica, mais o pavor gerado pela situação, afogou-se. E ninguém fez nada. Ficaram todos paralisados, e quando sua namorada Anna Wohlin chegou em seguida, ele boiava na água. Ela tem certeza de que ele ainda estaria vivo, que se alguém tivesse tomado alguma atitude ele poderia ser salvo. Segundo testemunhas, Thorogood, em seu leito de morte, confessou seu crime para Tom Keylock, motorista dos Stones, que depois não confirmou o fato. Vem aí um filme, Stoned (doidão, título de uma música da banda), de Stephen Wooley, e estréia nesse mês na Inglaterra. Ele sustenta mais ou menos a história contada acima. O fato novo é que Jones devia cerca de 8000 libras a Thorogood pelas obras. As coisas não param aí. Um investigador descobriu que Brian havia prescindido dos serviços de Thorogood pouco tempo antes. E tem mais, outro investigador, fã de Brian, juntou documentos depois de 2 anos e meio de trabalho, a partir de informações colhidas de Pat Andrews, antiga namorada de Jones, com quem teve um filho. Ele não cita testemunhas, mas diz que acredita que os assassinos o atacaram no estúdio onde se encontrava. Inconsciente, colocaram sua cabeça na água, e já morto foi jogado de sunga na piscina. Será que conseguirão reabrir o caso ?

Mortes Trágicas no Universo Rock - Janis Joplin

Janis Lynn Joplin nasceu no dia 19 de janeiro de 1943 em Port Arthur, Texas, USA.

Começou a cantar blues e folks quando estava na Universidade do Texas, em Austin. Não era bonita e isso lhe trouxe muitos problemas em sua vida. Foi eleita o homem mais feio do campus. Com isso, saiu fora e passou 2 anos viajando, cantando e se drogando. Ela gravitava do folk ao jazz, passando pelo blues, especialmente Bessie Smith, em quem se espelhava em seu início. Por volta de 1963 esteve na Califórnia já ensaiando uma carreira como cantora. Porém, o excesso de álcool fez com que retornasse a Austin para se recuperar. Sua voz e forma peculiar de cantar seus rocks e blues a tornaria conhecida como uma cantora branca de alma negra. Sua figura se mistura com o nascimento do Movimento Hippie – ela era uma psicodélica ambulante – a partir do momento em que volta para San Fran, chamada por Chet Helms, dono do salão Avalon, para cantar com a banda da casa, o Big Brother Holding Company, com quem gravaria depois o Cheap Thrills.

Explodiu no Festival Pop de Monterey, 1967, em pleno Verão do Amor, e no Festival de Woodstock, em 1969. Veio ao Brasil em fevereiro de 1970, para o Rio. Ficou hospedada no Copacabana Palace, de onde foi expulsa por nadar nua na piscina. Também quase foi presa por “atentado ao pudor” na praia de Copacabana. Ela estava aqui para se divertir ( e também para se afastar da heroína) e girava numa voltagem para além, muito além da falsa moralidade. Eu li uma vez numa coluna do Arnaldo Jabor, acho que na Folha, que ele estava com amigos no Varanda (bar de Salvador) e Janis – ela foi para a Bahia de carona com um amigo que tinha uma motocicleta – chega à sua mesa, completamente chapada, e pergunta : “Where can we have some fun around here ?” (algo como, onde podemos nos divertir por aqui ?). Como nada do que sugeriu a agradasse, levou-a a um puteiro, e parece que ela se divertiu muito, porque segundo ele, ela estava caindo de porre e ficava cantando pontos de candomblé com alguma puta do pedaço.

Morreu em 4 de outubro de 1970 em Los Angeles, Califórnia, de overdose de heroína em seu quarto no Landmark Hotel. Foi cremada em Westwood, Cal, e suas cinzas lançadas sobre o Pacífico. Seis meses depois saiu o disco póstumo “Pearl”, com sua nova banda Kosmic Blues. Certamente Janis viveu intensamente.

Mortes Trágicas no Universo Rock – Jimi Hendrix


“Todos nós viemos de um escravo, cantando no campo, em algum lugar”. Lenny Kravitz, 1995

Jimi Hendrix nasceu às 10:30 h da manhã de 27 de novembro de 1942 em Seattle, USA. Considerado até hoje o guitarrista nº 1 da história do rock, só se consagrou quando mudou para Londres, levado por Chas Chandler, ex- Animals, que já trabalhava como empresário. Muito de suas performances vem do seu interesse por cultos africanos, depois que conheceu o baterista Kwasi Dzidzornu, mais conhecido como Rocki. Suas distorções sonoras, os sons alucinantes que conseguia produzir, e o ápice ritualístico quando tocava fogo em sua guitarra, subvertia a ordem das prioridades no rock, colocando o som da guitarra à frente das letras das canções. Passou por todos os gêneros musicais associados ao rock : Blues Rock, Hard Rock, Acid Rock, Rock Psicodélico, Rock Experimental.



Sua última apresentação foi no Festival da Ilha de Wight, Inglaterra, com sua nova formação Band of Gypsys, em agosto de 1970. Em 18 de setembro de 1970, foi encontrado agonizante em seu quarto de hotel em Londres, por sua namorada alemã Monika Danneman. Foi levado de ambulância para o St. Mary’s Abbot Hospital, mas já chegou sem vida. O laudo médico oficial diz que foi vítima do próprio vômito e de uso de barbitúricos. Poucos dias antes de sua morte, em entrevista à Melody Maker (publicação musical de Londres), disse : “Tenho pensado sobre o futuro. Esta era de música deflagrada pelos Beatles está terminando. Alguma coisa nova virá e Jimi Hendrix estará lá”. Uma pessoa que diz isso não pode estar pensando em se matar. Morreu aos 27 anos, assim como Janis Joplin, Brian Jones, Jim Morrison e …Robert Johnson. E ainda o famoso J em todos os nomes.

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