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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Doro Pesch: "tudo o que faço é pensando nos fãs"

Elena Francis, do Metal Discovery, conduziu uma entrevista com a rainha do metal alemão Doro Pesch, em 23 de abril de 2009, no Fórum em Londres, Inglaterra.

Metal Discovery: Como os críticos e fãs têm recebido seu último álbum, "Fear no Evil"?


Doro Pesch: "Até agora vi boas coisas e boas críticas. O que mais me importa é o que os fãs têm a dizer porque eu faço isso puramente para os fãs. Por enquanto tem sido recebido muito bem, eu acho. Hoje a noite tocaremos duas músicas porque temos 40-45 minutos (de show). Nós vamos definitivamente tocar 'Celebrate' e 'Night of the Warlock'. Atualmente, 'Celebrate' foi o single mais bem sucedido que tivemos na Espanha. Ele foi para a terceira posição nas paradas. Geralmente apenas músicas pop normais [chegam lá], então foi muito bom. Na Alemanha, todo o álbum atingiu a décima primeira posição. Isso foi ótimo".

Metal Discovery: Em suas palavras, como você diria que esse novo álbum é diferenciado dos outros trabalhos seus?

Doro Pesch: "Ele condensa muito bem todos os 25 anos (de carreira) e tem muitos hinos nele. Eu amo hinos. Eu acho que ele tem boas músicas 'old school', com 'Night of the Warlock' e a introdução e as vozes de fundo, e canções mais modernas como 'Running from the Devil', eu acho que é um pouco mais moderna. O disco contêm a pesada 'Caught in a Battle', que é umas das músicas mais pesadas que já fizemos. Algumas coisas especiais, como '25 Years', que agradece muito aos fãs. Foram todas as coisas boas dos anos 80 até agora. A capa do álbum foi feita novamente por Geoffrey Gillespie".

Metal Discovery: Na música "Walking with the Angels" há a participação de Tarja Turunen [ex-NIGHTWISH]. Como isso aconteceu?

Doro Pesch: "Na realidade esse é meu primeiro dueto com outra cantora em um disco próprio. Já fiz uma vez um dueto com o AFTER FOREVER - Floor Jansen. Atualmente um guitarrista está tocando nessa tour aqui na Inglaterra, e depois nosso guitarrista voltará após a turnê inglesa. Eu pensei que queria escrever uma música sobre o poder dos anjos e daí pensei: 'Cara, seria tão legal ter alguém com a voz mais angelical para cantá-la'. Eu conheci Tarja há muitos anos atrás no Wacken. Eu vi Nightwish pela primeira vez e fui levada. Temos uma amiga em comum, Regina Halmich. Ela foi por 12 ou 13 anos uma grande campeã de boxe".

Metal Discovery: Tarja não é a única participação no novo álbum, teve muitas. Como isso aconteceu e como você decidiu quem escolher, pois imagino que você conheça muitos músicos...

Doro Pesch: "Sim, todos os meus amigos mais íntimos e pessoas com quem tenho uma longa história ou excursionamos juntos, como por exemplo Veronica Freeman do BENEDICTUM, que foi nossa banda de abertura na turnê de 'Warrior Soul". Atualmente, eu queria escrever uma música para o aniversário de 25 anos, algo como 'True as Steel' ou 'All we Are' onde todos cantam junto. Eu chamei todos os membros do fã-clube e nos encontramos na Alemanha. Foi em um clube bem legal em Bornholm. Pessoas de todo o mundo vieram e cantaram conosco. O engenheiro me disse para dar muitas escolhas, por exemplo: dez pessoas cantando, às vezes cinquenta pessoas, às vezes apenas duas pessoas cantando, os homens e as mulheres. Quando as mulheres estavam cantando, eu pensei: 'isso soa tão bem, tão especial'. Então pensei 'quero fazer uma versão metal completamente feminina' e daí chamei todas as garotas. Recentemente, voei para Londres para ver o GIRLSCHOOL. Elas tocaram com o DIO, então dei a demo a elas e foram as primeiras a quem dei essa demo. Elas gravaram em seu estúdio e quando ficou pronto pensei: 'Nossa, isso está ótimo'. Então chamei Angela do Arch Enemy, Sabina Classen [HOLY MOSES], Floor do AFTER FOREVER e Liv do LEAVES EYES. Eu pensei que seria muito interessante ter pessoas de todos os gêneros do metal - do gótico, thrash e death metal - então juntamos tudo. É atualmente uma versão bem impolgante. Eu também dei a demo ao Biff [Byford, SAXON], recebi com os vocais de volta e pensei: 'Cara, isso está ótimo'. Temos três versões: uma apenas com os fãs, uma com Biff e uma com todas as meninas e no disco temos a versão com todo mundo junto, mas acho que todas as versões ficaram muito boas. Agora estamos aqui juntos há duas semanas com o SAXON. Funciona perfeitamente".

AC/DC: "riffs mais fáceis são os mais difíceis de escrever"

O New Zealand Herald recentemente conduziu uma entrevista com as lendas do hard rock AC/DC e seu produtor, Brendan O'Brien, que já trabalhou com artistas como BRUCE SPRINGSTEEN, PEARL JAM e RAGE AGAINST THE MACHINE.

Sobre o trabalho com O'Brien, que pensou nos últimos dos CDs da banda serem mais baseados no Blues:

Angus Young (guitarrista): "Então ele estava tentando recapturar mais daquele som do rock, ao estilo 'Highway to Hell' - ele disse que também gostava do tempo do 'Dirty Deeds Done Dirt Cheap'.

"Tinha que soar como o AC/DC. Você quer que eles (os fãs) escutem e digam, 'Este é o AC/DC'... Mas você também quer que eles escutem e digam 'Mas este é o AC/DC tocando algo novo'. Isso para nós é sempre um desafio. Você torce para que a sua composição, o jeito que você está fazendo isso, esteja ficando melhor."

Brendan O'Brien: "Eles fizeram algo bastante único. Eles têm uma maneira muita agressiva na apresentação da música, mas sempre de uma maneira cativante, e eu senti que meu tipo de música favorita que eles fizeram foi este tipo de música. Meu pensamento é: 'se eu posso ajudar as pessoas para quando eles escutarem a música lembrarem o quão grande é essa banda, então é este meu serviço para eles'".

Sobre nunca receber tanto apoio da crítica:

Brian Johnson (vocalista): "Os críticos sempre foram um pouco irreverentes com o AC/DC por causa de Angus e da roupa de colegial, e sempre foi fácil fazer uma pequena brincadeira ou dar alguma alfinetada na conversa, sobre os riffs fáceis, e tudo o mais, e eles estão sempre errados. Os riffs mais fáceis do mundo são os mais difíceis de se escrever, pois eles são muito poucos".

"'Highway to Hell' é fácil, mas se falar para um guitarrista, ele não dirá que é tão fácil assim. Ninguém pode escrevê-los pois são coisas fáceis e é muito difícil escrever... e colocar eles juntos em diferentes modos e vir com algo fresco e diferente. Isso é genialidade, mas os críticos nunca enxergam isso".

Whitesnake: “É um momento incrível para ser um músico de rock clássico!”

O vocalista do WHITESNAKE, David Coverdale, concedeu uma entrevista ao site NRK Hordaland e falou entre vários assuntos sobre sua saída do DEEP PURPLE.

NRK Hordaland: Hoje, qual seu maior desafio no Rock ‘n Roll? Você possui muita experiência em tudo, você viajou o mundo e possui muito sucesso.

Coverdale: Bem, eu não encaro as coisas como desafios, eu as enxergo como oportunidades. Por exemplo, a oportunidade de fazer um álbum após tantos anos, quando eu nunca planejava fazê-lo, e depois ver o álbum ser bem recebido e continuar fazendo sucesso... Foi uma grande oportunidade para mim. Há alguns anos atrás, eu excursionava só a cada três anos, então todas as músicas continuavam frescas. Agora nós fazemos muito mais turnês todos os anos. Então algumas músicas ficam velhas, você sabe, para apresentá-las ao vivo. Então ter músicas novas, injetar energia nova tem sido uma ótima oportunidade. Se um dia eu usar a palavra ‘desafio’ vai ser para manter um nível de desempenho, ser capaz de cantar e me apresentar á altura do que as pessoas esperam.

NRK Hordaland: Você ficou surpreso com o sucesso que este novo álbum obteve?

Coverdale: Sim. Foi uma surpresa muito bem vinda. Tudo o que você pode fazer é dar o seu melhor em qualquer coisa que você vá fazer em qualquer tempo ou situação, esta é minha filosofia de vida. E ela funciona. Meu parceiro Doug Aldrich (guitarrista) e eu , eu senti que as músicas escritas foram uma grande mistura do caráter e identidade do Whitesnake – e não foi intencional. Esta foi a maneira como se desenvolveu. Eu acho que Deus e os anjo foram muitos úteis para nós. E o espírito viking!

NRK Hordaland: Quando você olhava para a platéia há 30 anos atrás, havia muitos jovens na platéia. E Hoje ainda há muitos jovens na platéia. Há uma nova geração lá. O que você pensa sobre isso?

Coverdale: É interessante! Eu já havia notado esse fato interessante há vários anos atrás na Escandinávia, na verdade, eu estava na Suécia. Eu estava olhando para a platéia e ‘Wow, estas pessoas parecem ter 14, 15, 16 anos.’ E facilmente pude perceber que se tratava de um terço da platéia. Eu tive a oportunidade de conversar com algumas dessas pessoas e eles disseram que não se sentem mais preenchidas com o mais recente ou moderno rock do que com o que chamam de rock clássico.

Coverdale: Então elas estavam muito felizes por irem a um show do WHITESNAKE. Um dia desses eu estava almoçando com o Paul Stanley do Kiss, e nós concordamos que este é um momento incrível para ser um músico de rock clássico. E nenhum de nós se encantaria com a idéia de começar uma banda hoje, nesses tempos incomuns. Estamos muito gratos por ter a oportunidade de nos apresentar para públicos tão entusiasmados.

NRK Hordaland: Parece que você estava em uma encruzilhada quando estava fazendo o álbum "Northwinds".

Coverdale: Sim. Quando eu saí do Deep Purple, não recebi apoio dos empresários do PURPLE. Ainda havia aquele sentimento de que eu era o novato, mesmo após eu ter sido responsável por muitas músicas durante os três anos que integrei a banda. Eu era o último cavalo no qual eles apostariam numa corrida. Então quando fiz meu primeiro álbum solo, foi com todos os tipos diferentes de músicas que eu gostava. No Deep Purple pra mim era fácil escrever no estilo hard rock. Mas eu amo soul, funk, blues, você sabe. "Northwinds" é muito mais do que um esboço do que se tornou WHITESNAKE.

NRK Hordaland: Você também é muito pessoal na maioria de suas músicas...

Coverdale: Eu só não revelo os nomes mas a maioria das minhas músicas - até nas mais sexys - são como diários. Elas tem de vir de alguma inspiração. Temos como, por exemplo, a história de "Here I Go Again", que se trata de um hino Power-rock no mundo inteiro, mas ela foi escrita sobre o fim do meu primeiro casamento. Mas toda vez que ouço a história de alguém sobre "Here I Go Again", também é muito pessoal para eles. Quando as pessoas me perguntam sobre o que fala essa música eu digo ‘Ela é sobre o que você quiser’. Eu me interesso mais em ouvir a história das pessoas, porque eu já sei minha história sobre essa música.

Tarja Turunen: álbum terá músicas e guitarras mais pesadas

O Sonic Cathedral recentemente entrevistou TARJA TURUNEN, que falou, dentre outras coisas, sobre o seu próximo álbum:

Sonic Cathedral: Essa é sua primeira vez fazendo turnê solo [sem o NIGHTWISH] nos Estados Unidos. O que te fez decidir em vir para cá finalmente?

Tarja: "Sabe, essa é minha terceira tentativa, eu acho, de vir aqui, então eu estou realmente muito, muito feliz que finalmente se tornou realidade. Meus desejos foram realizados. Sabe, eu tenho muitos fãs aqui nos Estados Unidos e eles tem me apoiado tanto em minha carreira solo assim como em minha carreira anterior no Nightwish. Então tem sido maravilhoso ter o apoio deles e agora é muito importante para mim dar meu melhor para eles. Retribuir de alguma forma. A gratidão que eu tenho".

Sonic Cathedral: Falando de Nightwish, você foi retirada publicamente da banda de uma maneira inconveniente. Alguns anos se passaram desde a carta e você parece muito mais feliz agora. Como as coisas tem sido pra você após passar por aquela experiência?

Tarja: "Bem, muitas coisas mudaram. Na verdade toda a carreira como uma artista solo é radicalmente diferente do que ser membro de uma banda. Quero dizer, tudo é diferente. Toda organização em minha volta. Eu tenho que decidir mais coisas por mim mesma. Digo, há tantas coisas. Além disso a responsabilidade que carrego, é claro, é muito diferente do que antes. Mas o fato é que eu aprendí muitas coisas. Todo dia é um dia diferente e eu também estou compondo músicas sozinha hoje e estou realmente feliz por poder fazer isso. Ter essa liberdade para explorar o que está dentro de minha alma e coração. Então permitir às pessoas ouvirem aquilo. O que realmente está lá. Isso tem sido algo realmente bonito".


Sonic Cathedral: Então você está compondo muito mais. Como é estar mais envolvida neste processo do que apenas ser uma cantora?

Tarja: "É claro que isso se torna mais pessoal. É o que tudo isso é. Quero dizer, isso se torna muito pessoal e, você sabe, é muito compensador. Eu tenho que ser honesta com minha música hoje; porque acredito nisso. Eu não sei se isso é um pensamento muito ingênuo, mas acredito que se você é honesta com a música então as pessoas vão alcançar a mensagem mais facilmente e a música os tocará. Digo, música é a emoção pra mim e tudo se trata disso. Eu quero dar emoções para o público. Para os ouvintes. É isso. Essa é a beleza da coisa. É tão amável ser músico. É um privilégio hoje ser uma artista".

Sonic Cathedral: Você tem um segundo álbum no qual está trabalhando, chamado "What Lies Beneath".

Tarja: "Sim".

Sonic Cathedral: Como está o processo e quando ele será lançado?


Tarja: "Bem, eu já tenho muitas músicas (risos). Na verdade eu já escreví cerca de 20 músicas mas nem todas vão para o álbum, é claro (risos). Caso contrário eu teria que fazer um álbum duplo de novo (risos), mas, quero dizer, há várias boas músicas. É como uma continuação do processo do 'My Winter Storm'. Mas a diferença radical é a variedade das músicas que serão oferecidas mas mais ou menos radical com guitarras mais pesadas e de um modo geral músicas mais pesadas. Então haverá algumas músicas mais calmas... Então eu quero continuar na mesma linha mas fazer uma mudança radical nas músicas ainda mais do que no 'My Winter Storm'".

Sonic Cathedral: Então você manterá o gênero heavy7 metal para este álbum?

Tarja: "Sim, claro. É claro. Por favor! (risos) É parte de mim. Mas você conhece parte de mim (risos)".

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Ex-carrancudo, vocalista do Oasis vive fase família



Quem conhece a história do Oasis ou simplesmente acompanhou a música durante os anos 90 sabe o que chamava a atenção ao grupo britânico além dos hits: as brigas. Declarações polêmicas, alfinetadas entre os irmãos Liam e Noel Gallagher, pancadarias em clubes europeus e por aí vai. Quinze anos depois do CD de estréia Definitely Maybe, o vocalista Liam, hoje pai de três filhos - Lennon, Gene e Molly - deixa a fama de carrancudo de lado e confirma sua fase mais família."Sinto saudades dos meus filhos, não consigo fazer essas turnês por mais de um mês", disse em entrevista ao Terra.


Vestindo uma camisa azul da Seleção Brasileira, Liam recebeu a reportagem do Terra no hotel em que está hospedado em São Paulo durante a passagem da turnê pela capital paulista. De bom humor, o vocalista confirma a fama de não ser nada humilde: "Vamos começar a entrevista, eu gosto de falar de mim mesmo".

Se por um lado Liam mostra que a turnê do Oasis é só alegria e que as brigas com Noel são passado, o tempo fecha quando o assunto é a imprensa britânica e os novos grupos do Reino Unido. "Essas bandas usam a imprensa demais. Quando estávamos lá embaixo, havia um distanciamento correto. No meu mundo isso se chama 'trapacear'. Abraçar o inimigo", afirmou.

Confira a entrevista:
Como foi o show no Rio de Janeiro e esta passagem pelo Brasil? Cansado de responder as mesmas perguntas?
Na verdade não. Eu gosto de falar de mim mesmo e do Oasis. O show foi realmente incrível, de verdade.

Nesta turnê vocês tocaram em outros países da América do Sul. Como você vê a resposta dos fãs aqui? É diferente da Europa?
É muito diferente. Com certeza é um dos melhores públicos no mundo inteiro. Gosto de tocar na Inglaterra, Japão e alguns lugares, mas aqui realmente é diferente.

E a imprensa britânica? O que acha dela?
Na Inglaterra tem sido assim ultimamente. Um inferno cheio de celebridades. Quando eu tinha meus vinte e poucos anos eu me preocupava, algumas coisas me irritavam e outras me chateavam. Hoje em dia eu não ligo. Já superei isso, eles podem escrever o que quiserem de mim, o que importa são os fãs.

Dig Out Your Soul teve ótimas resenhas da mídia britânica. Vocês e os jornalistas fizeram as pazes?
Eu realmente não ligo. Óbvio que fico feliz, mas não levo essas resenhas em consideração. Os fãs do Oasis vão comprar os CDs de qualquer jeito. Não importa o que escrevam sobre o álbum, afinal, o que eles sabem de música? Se soubessem algo de música eles estariam fazendo música, certo?

Com três filhos e mais idade nas costas, o que muda para você ao estar na estrada com a banda?
Eu sinto saudade deles, não tem como fazer uma turnê que dure mais de um mês porque você começa a surtar, sabe? Por outro lado, o que mais eu posso fazer? Isso é o que tenho que fazer, este é o meu destino. Claro que gostaria de passar mais tempo com eles, mas o que vou fazer?

Fãs do Oasis sempre se preocupam achando que uma briga entre os irmãos Gallagher pode por fim na banda. Qual é a chance disso acontecer?
Não há mais brigas. Nós simplesmente não nos falamos. Eu fico no meu canto e ele fica no quarto dele fazendo sei lá o que, resmungando.

Você se preocupa com o futuro do Oasis?
Eu não. Se ninguém quiser tocar mais, problema deles, será assim. Não vou forçar ninguém a nada. Eu certamente estarei com o Oasis. Se quiserem fazer carreira solo, ser um daqueles caras que querem ter seus egos afagados com elogios 'sim, sim, sim você é ótimo', azar o deles.

Você vê o Oasis tocando daqui 10 ou 20 anos?
Eu gosto de pensar que sim. Eu amo o Oasis.

O Cachorro Grande está abrindo os shows de vocês aqui. Como conheceram eles? Gostaram do som?
Para falar a verdade, nunca havia ouvido falar deles. Mas eu gostei do som, gostei mesmo deles. É bem rock n roll, meio Rolling Stones, foi uma boa escolha.

Temos uma cena roqueira forte no Brasil. O que acha desta nova geração de bandas do Reino Unido? Kaiser Chiefs, Bloc Party...
Gosto do Kasabian, são os únicos que eu aposto e os enxergo como uma grande banda. Odeio o Kaiser Chiefs e essa imagem pomposa deles.

Imagem na imprensa, você diz?
Vou te falar uma coisa, essas bandas usam a imprensa demais. Quando estávamos lá embaixo, havia um distanciamento correto. No meu mundo isso se chama 'trapacear'. Abraçar o inimigo.

E o futebol brasileiro? Robinho e Elano têm feito um bom trabalho no time que você torce, o Manchester City?
Futebol no Brasil é incrível. Robinho e Elano estão bem. Mas acho demais os garotos jogando futebol na praia de dia, tarde e noite. Gosto muito dos jogadores brasileiros, acho que outros poderiam jogar no Manchester. Não sei quem poderia, mas com certeza seria bom.

O que você acha das pessoas que baixam música na internet?
É do jeito que é e pronto. Não há nada que possamos fazer. O que podemos fazer? Se as pessoas querem fazer isso, paciência.



Osmar Portilho

domingo, 10 de maio de 2009

Épica ja tem Novo Guitarrista no lugar de Ad Sluijter


E a banda Epica anunciou a entrada de um novo guitarrista no grupo, o músico Isaac Delahaye.
Em nota oficial, o grupo comenta: "Isaac não é nenhum estranho para a banda já que ele substituiu Ad (Sluijter, guitarrista que saiu da banda) em um show na França em 2003. Ele também trabalhou com Coen (Janssen, tecladista), Yves (Huts, baixo) e Ariën (Van Weesenbeek, bateria) no PROJECT SIC em 2006, mas a maioria de vocês deve conhecê-lo do seu trabalho com GOD DETHRONED, onde ele também trabalhou com Ariën. Isaac é um músico, muito talentoso e habilidoso e nós achamos que é a pessoa ideal para preencher a vaga de Ad e fazer o Epica forte e completo novamente".
Isaac declarou: "É uma honra juntar-me aos meus amigos no EPICA, uma oferta que eu simplesmente não podia recusar. Tenho acompanhado a banda de perto desde o início, e é ótimo ver como cresceram numa das maiores bandas do cenário. Eu quero expressar minha gratidão para todos do Epica (incluindo Ad) pela confiança que colocaram em mim, e eu estou totalmente pronto para detonar no palco e ajudar a criar grandes músicas no futuro".
O guitarrista Ad Sluijter anunciou sua saída da banda no último mês. Ele explicou: "Infelizmente, todo esse sucesso (da banda) tem seu lado ruim. Quanto mais sucesso você adquire com a banda, mais difícil é continuar a se focar na coisa mais importante, que é a própria música."
"Devido à agenda cheia por causa da turnê e da falta de tempo para trabalhar em novo material como resultado, eu me encontrei mais e mais em uma situação em que eu sentia que tinha que compor ao invés de querer compor. Eu não me considero um grande compositor. Eu realmente preciso de muito tempo e me esforçar muito nisso antes de ficar próximo de satisfeito com o resultado. E sendo o perfeccionista que sou, estava ficando cada vez mais frustrante não ter tempo para fazer isso e, portanto, não poder alcançar o melhor resultado possível. Por causa disso eu simplesmente perdi a diversão que costumava ter quando compunha, e isso foi pra mim um sinal claro de que eu tinha que mudar alguma coisa."
"Depois de muita consideração eu cheguei à conclusão de que a única mudança que eu precisava era a de deixar o grupo. Essa não é uma decisão que eu queria tomar, mas uma que eu precisava tomar."

Isaac Delahaye

Nightwish: "os problemas atingiram o ápice no Brasil"


A última edição da MeNaiset, a mais popular revista feminina da Finlândia, possui uma matéria de capa sobre a vocalista do NIGHTWISH, Anette Olzon. A cantora sueca foi entrevistada para a matéria, com o foco em sua vida pessoal e os bastidores de se estar em uma das maiores bandas da Finlândia.
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De acordo com Anette, ela teve um colapso durante a recente turnê da banda na América do Sul. A cantora abandonou o palco em Belo Horizonte, Brasil, por causa da excessiva fumaça que prejudicou sua voz.
"É um grande problema para um cantor perder sua voz no palco. Por outro lado, se a mesma situação tivesse ocorrido seis meses antes, eu definitivamente não teria saído do palco. E o estresse e as más vibrações com a banda atingiram um ponto extremo no Brasil", disse Olzon.
Anette disse que a atmosfera na estrada era tensa e ela tinha dificuldades de lidar com o estresse de estar longe de casa por tanto tempo.
"(Os outros integrante do NIGHTWISH) tiveram dez anos de experiência neste negócio. Eu tenho somente dois anos. Quando as pessoas cansam uma das outras, tornam-se alienadas entre si. Todo grupo precisa de um guerra de vez em quando e nós não tivemos uma desde que eu estive na banda. Nós gastamos nosso tempo mais sendo cuidadosos do que discutindo.
Uma briga grande clareia o ar. Todos estavam cansados mas nós temos tudo resolvido. Não há necessidade de habitar o passado; você tem que pensar no futuro. No palco, porém, está tudo bem e todos nós nos divertimos. A distância do palco é a causa da maioria do estresse. Não é apenas sobre música; você tem que lidar constantemente com novas pessoas e coisas a sua volta".
Uma das mudanças que Anette fez foi contratar um empresário sueco bem conhecido para tratar de seus assuntos pessoais. Olzon acredita que a longo prazo, a experiência de uma grande empresa como a que ela está trabalhando agora vai também ajudar a King Foo Entertaiment, agência do NIGHTWISH.
"Foi uma difícil decisão para mim (contratar um empresário) pois eu não queria problemas com a banda. Eu disse que tinha necessidades diferentes nesta área do que o resto dos caras. Eu, por exemplo, preciso de patrocinadores de roupas, coisa que não importa para o resto da banda. Agora eu tenho uma pessoa capaz de cuidar de todo esse tipo de coisa para mim".
O fato de seu novo empresário ser sueco ajudou Anette a lidar com os negócios melhor. Contra sua expectativas iniciais, trabalhar em inglês provou ser um pouco mais complicado para Anette. Também há o fato que a King Foo tem trabalhado com o pessoal do Nightwish há 10 anos, e é portanto, algo a mais a seu serviço.
Anette enfatiza que sua decisão de contratar um empresário pessoal é mais sobre deixar as coisas rolarem de maneira mais prática do que criar uma divisão ou de se separar do resto da banda. Agora ela não tem que ficar irritada se o empresário da banda não fez algo e o resto do grupo não tem que se preocupar com as necessidades especiais de Anette.
"Eu agora entendo que (a cantora original do NIGHTWISH) Tarja Turunen certamente teve uma boa razão de ter o seu próprio empresário e eu também. Isso não afeta meu desejo de estar na banda. Eu acredito que esta decisão irá ajudar a todos nós".
Artistas que são obrigados a fazer muitas viagens como parte de seus serviços têm diferentes maneiras de fazerem se sentir em casa. Para Anette, uma maneira de conseguir isso foi a tattoo do nome do seu filho, Seth, em sua perna direita. O garoto, que tem idade suficiente de frequentar a escola, é um colírio para os olhos de Anette. Mesmo que ela passe muito tempo longe de casa, - Anette se divorciou do pai de Seth depois de se juntar ao Nightwish - fica radiante quando fala sobre coisas normais, coisas do cotidiano que ela faz com o seu filho.
"Claro, é difícil às vezes. Quando estou longe por muito tempo, ele pergunta quando ele pode vir junto e juntar-se a mim na estrada. Nós (NIGHTWISH) raramente tocamos perto da minha casa, e ele tem a escola, então visitas na turnê não ocorrem com muita frequência. Eu me sinto ótima em saber do orgulho que Seth tem por mim".
Anette diz que seu filho ama o grupo todo. Os membros da banda são os seus ídolos e ele quer ser um guitarrista quando crescer.
Um dos momentos favoritos de Seth foi quando o Nightwish tocou no festival Metaltown em Gothenburg, Suécia.
"Seth veio ao palco conosco", diz Anette. "Eu, naturalmente, quero protegê-lo, mas tive que permitir essa chance a ele. Ele diz que foi tão legal ficar no palco que ele quer vir junto na próxima vez e então ele decidiu ser um rockstar quando crescer".

Angra fala sobre a volta aos palcos


Dois grandes expoentes da música brasileira no exterior subirão ao palco do Via Funchal, em São Paulo, neste sábado. Em entrevista ao Terra, o guitarrista Rafael Bittencourt falou sobre o projeto com a banda liderada por Andreas Kisser, o Sepultura, e sobre a cena do metal brasileiro em geral.

Grupos consagrados no Brasil e referência no exterior, Sepultura e Angra tocam em um gênero parecido, mas que sofre com uma diversa segmentação em outros sub-estilos, dividindo vários fãs e causando certa desunião neste movimento.

"É desunido por falta de eventos que unam, falta de mídia, falta de coisas especializadas. Hoje em dias temos poucas revistas, programas de rádios, etc. Faltam eventos pra transformar o heavy metal em um ponto de encontro pra unir toda a cena", explica.

Confira a entrevista na íntegra:

Como que aconteceu esse contato entre Angra e Sepultura e a idéia de fazer essa turnê juntos?
Foi um momento em que as idéias se casaram. A gente está voltando ao palco depois de quase dois anos fora e eles estão lançando o CD novo deles e veio essa idéia da turnê junto. Além de serem duas das bandas mais importantes do Brasil no cenário internacional, a gente está fortalecendo a cena heavy metal tentando agregar e unir esses vários segmentos do estilo no Brasil.

Em outras épocas rolaram festivais como o Sepulfest que reuniram vários grupos diferentes dentro do gênero. O que você acha que falta para que aconteça uma união maios entre os estilos dentro do metal?
O metal é desunido, mas não por culpa das bandas e nem nada. É desunido por falta de eventos que unam, falta de mídia, falta de coisas especializadas. Hoje em dias temos poucas revistas, programas de rádios, etc. Faltam eventos pra transformar o heavy metal em um ponto de encontro pra unir toda a cena, todo o movimento.

Vocês estão sem tocar ao vivo há dois anos, como estão se preparando para este retorno?
Estamos ensaiando bastante para entrosar de novo e montamos um repertório com músicas de toda a carreira do Angra contando toda a história. É uma celebração de volta aos palcos contando a história da banda.

Angra e Sepultura vão subir ao palco juntos em alguma destas oportunidades?
Não combinamos nada, mas acho interessante. Seria a cereja do bolo fazer uma jam com eles. Tocar um Metallica, algo que tenha influenciado as duas bandas e tenha significado para os dois grupos, ainda que em diferentes estilos. Acho que o Metallica seria um ponto em comum.

Cada grupo geralmente tem sua porção de fãs fiéis. Mesmo com essa desunião no âmbito geral, por que você acha que o fã de metal é fiel durante toda sua vida?
O heavy metal tem essa coisa, os fãs são muito fiéis. Ele tem sobrevivido a tantos modismos. Quando o grunge veio, depois o meio alternativo, pop gótico e várias modas vêm e vão embora. O heavy metal continua estável acho que principalmente pela relação que os fãs têm com uma música. Muitos deles estão aprendendo a tocar um instrumento e são movidos pela energia e pela música em si. A relação do fã que tem com a música é uma coisa duradoura e não tem moda, essa linguagem fala com elementos muito mais subjetivos.

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