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domingo, 17 de maio de 2009

Miles Davis-Kind of Blue


Esse disco de Miles Davis, lançado em 17 de agosto de 1959 pela gravadora Columbia, e portanto completa 50 anos, é considerado a obra máxima do jazz e portanto, um dos mais influentes de todos os tempos, por causa de sua abrangência em ‘n’ tendências musicais. Kind of Blue é resultado das experimentações que Miles vinha fazendo desde “Milestones” e “58 Sessions”. A banda formada para acompanhar esta gravação só pode significar que o centro da galáxia é aqui:
Miles Davis – trompete
Julian “Cannonball” Adderley – sax alto
John Coltrane – sax tenor
Bill Evans (Wynton Kelly toca em “Freddie T Freeloades”) - piano
Paul Chambers – contrabaixo
Jimmy Cobb – bateria
“Trata-se de um momento que definiu um gênero musical do século 20 e ponto final”. Seth Jacobson (SJac), em “1001 Discos para ouvir antes de morrer”, de Robert Dimery, Editora Sextante (selecionados e comentados por 90 críticos de renome internacional).


Glaze Painting Cerulean Blue – Oil on Canvas, Marcia Hafif, 2004

A qualidade espiritual desse disco (em tempo: foi gravado em uma igreja de Manhattan transformada em estúdio de gravação) me transporta para uma pintura feita de sobreposições de transparências, e faz-me lembrar de um amigo, Otávio Pereira, gravador (litogravura) que um dia me falou que tinha ido para Los Angeles, EUA, para fazer um estudo sobre os diversos tons de azul (nada a ver com o título do disco). Perguntei de quantos tons se tratava e ele me respondeu que havia chegado a 800 tons, mas que existem muito mais que isso. E assim é com a música, e assim é com a qualidade espiritual desse disco.

A National Academy of Recording Merchandising and Rock and Roll of Fame divulgou em março de 2007 os 200 discos indispensáveis de todos os tempos. 4 títulos de jazz estão entre os 200:
Kind of Blues – Miles Davis – Top 34
Love Supreme – John Coltrane – Top 78
Time Out – Dave Brubeck – Top 150
Breezin’ – George Benson – Top 177
Na lista da Rolling Stone dos “500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos”, Kind of Blue aparece em Top 12, onde vários gêneros musicais estão presentes nessa elaboração: rock, blues, jazz, hip hop, folk, etc.
Eis os Top 15 dessa lista:
1. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, The Beatles
2. Pet Sounds, The Beach Boys
3. Revolver, The Beatles
4. Highway 61 Revisited, Bob Dylan
5. Rubber Soul, The Beatles
6. What’s Going On, Marvin Gaye
7. Exile on Main Street, The Rolling Stones
8. London Calling, The Clash
9. Blonde on Blonde, Bob Dylan
10. The Beatles (White Album), The Beatles
11. The Sun Sessions, Elvis Presley
12. Kind of Blue, Miles Davis
13. Velvet Underground & Nico, Velvet Underground
14. Abbey Road, The Beatles
15. Are you Experienced ?, Jimi Hendrix Experience
Saiba + em: “Kind of Blue – A História da Obra Prima de Miles Davis”, de Ashley Kahn, Editora Barracuda.

Woodstock Music & Art Festival


Um mês depois de o homem pisar na Lua, aconteceu na fazenda de leite alugada de Max Yasgur, em Bethel (com 2.300 habitantes, não comportava o evento), NY, costa leste dos EUA, o Woodstock Music & Art Festival, o Festival de Música e Arte de Woodstock, entre os dias 15 e 17 de agosto (6ª a domingo)de 1969 e completa 40 anos nesse ano de 2009.




Foram 3 dias (muita gente permaneceu acampada depois do evento. E consta que Jimi Hendrix tocou às 9 hs da manhã de 2ª feira, dia 18) de sexo livre, drogas, rock’n'roll, cenas de nudismo, confrontando todas as regras do stablishment. Pode ser considerado o auge da contracultura e da era hippie, culminando com o fim da década, que se tornava difícil e confusa. Em 21 de agosto, os tanques soviéticos invadem Praga para reprimir protestos de aniversário da invasão de 1968. A guerra do Vietnã em escalada, o assassinato de Sharon Tate pela família Manson, eram eventos emblemáticos desse tempo. Década de extremos. O Festival de Woodstock foi projetado para 50.000 pessoas, chegaram 500.000 jovens,daí o caos nas rodovias (os 160 km de estrada que liga Nova York a Bethel eram percorridos em mais de 8 hs, com gente abandonando seus carros nos acostamentos (?) e seguindo a pé) e na infra geral de produção, como alimentação e toaletes, compensados pela constelação de artistas que se apresentaram e pelo espírito de confraternização e da filosofia de paz e amor.


Mesmo com a chuva que caiu no 2º dia, o que se viu foi tudo se transformar em brincadeira, todo mundo escorregando na lama, batucando com o que encontravam pela frente. Não houve pânico nem violência. Muitas mães levaram suas crianças ao festival.

Cidades da região cooperaram com doações de frutas, sanduíches e enlatados. Todos os espaços da fazenda foram tomados. A cobertura médica teve a participação de 70 médicos e 36 enfermeiras, que realizaram mais de 6.000 atendimentos, sendo que os casos mais graves eram levados de helicópteros para os hospitais. Morreram 3 pessoas, sendo 1 caso de overdose de heroína, 1 atropelamento por trator e 1 por crise aguda de apendicite. Houve também o nascimento de 2 crianças. 600 homens cuidaram do policiamento, entre seguranças contratados e policiais voluntários, que diante de tal situação, tiveram que fechar os olhos para os excessos de consumo de drogas e sexo livre.

Quem abriu o Festival foi Richie Havens com seu violão de 12 cordas. Foi tocando até não ter mais músicas, então resolveu improvisar sobre uma música chamada “Motherless Child”, acrescentando a palavra ‘freedon’ e repedindo-a à exaustão, criou a empolgante “Freedon”, como ficou conhecida a canção, e sua performance foi incluida no álbum e no filme oficiais do festival. A produção tentou levar John Lennon, Bob Dylan, The Doors, Led Zeppelin e Frank Zappa, mas não conseguiu. Apresentaram-se Jimi Hendrix, Janis Joplin, Santana, The Who, Joan Baez, Joe Cocker,


Jefferson Airplane (acima), The Band, 10 Years After, Country Joe & The Fish, John Sebastian, Tim Hardin, Ravi Shankar, Arlo Guthrie, Canned Heat, Sly & The Family Stone, Grateful Dead, Creedence Clearwater Revival, Crosby, Still, Nash & Young, Sha-Na-Na, Paul Butterfield Band e outros. O Festival de Woodstock foi o estopim para que nos anos 70 houvesse uma explosão de reinvindicações de minorias étnicas e sexuais, de forma jamais imaginada pela sociedade norte-americana. Revoluções comportamentais, sexo alternativo (com respaldo das pílulas anticoncepcionais). O evento foi tranformado em documentário inovador (aparição simultânea de vários quadros na tela) por Michael Wadleigh. Foi lançado em 1970 e ganhou Oscar de “Melhor Documentário” de 1971. O desbunde de Woodstock é pura contestação e ativismo. Cito Tom Wolf mais uma vez nesse blog, que chamou a década de 60 de ”We Decade” e a década seguinte de “Me Decade”, para concluir que finalizava ali em Woodstock uma era de experimentações e força criativa para dar lugar a uma egotrip voltada para a ascensão profissional e social e o rock sendo controlado pelo mercado. Quando Lennon disse “Dream is Over”, referia-se a isso. Embora exista uma discussão entre aqueles que afirmam que 1968 e eventos como os festivais e o Movimento Hippie não tenham contribuido para mudanças duradouras, digo apenas que ainda hoje, de alguma forma vivenciamos as mudanças ocorridas nesse tempo (v. post Hippies), inclusive para o fim da guerra do Vietnã e suas consequências positivas e também em relação aos direitos civis e minorias étnicas e sexuais, que se organizaram e foram à luta por seus direitos.

Grandes performances aconteceram. Talvez, o ponto máximo tenha sido quando Jimi Hendrix tocou o hino americano com sua guitarra imitando sons de bombas e aviões e transformando sua performance num gesto ritualístico, ao botar fogo em sua guitarra.


Um museu foi criado no local onde aconteceu o festival. O Museu de Bethel Woods, inaugurado em junho de 2008.

Mortes Trágicas no Universo Rock -Brian Jones


The Rolling Stones e sua formação original em foto de 1964, com Brian, 2º da esquerda para direita.


Lewis Brian Hopkin Jones, o Brian Jones, que cultivava uma imagem mod, guitarrista, multiinstrumentista, fundador da legendária banda The Rolling Stones - nome escolhido por ele -, era quem criava, quem trazia influências exóticas para a sonoridade da banda até pouco antes de sua morte. Nascido em 28 de fevereiro de 1942, foi protagonista de uma morte cercada de violência e mistério. Segundo relatório oficial, a causa foi ingestão de álcool e drogas. Quando se pensa em Brian Jones, acha-se perfeitamente normal a conclusão a que chegaram.

Acima, Brian com Jimi nos bastidores do Monterey Pop Festival

Acontece que as coisas não pararam por aí. É sabido que depois que o empresário dos Stones, Andrew Loog Oldham, manobrou para transferir a liderança da banda em torno de Mick Jaegger e Keith Richards (Os motivos são vários. Desde o carisma de Mick, e o fato de que havia a necessidade de que a banda passasse a compor suas próprias músicas, o que daria uma vantagem mercadológia e financeira, e Brian não conseguia compor), deixou Brian Jones cada vez mais deprimido e alienado em relação à banda e aos companheiros Mick e Keith. Fazia 3 anos que os Stones não se apresentavam nos EUA, e conseguiram montar uma turnê. Mas Brian havia sido preso por posse de drogas e não conseguiu visto para entrar no país. Coisas como essa pioraram ainda mais a situação entre eles. Foi substituido por Mick Taylor (John Mayall’s Bluesbreaker) ainda antes de sua morte e os Stones retornaram às suas raízes de blues, exatamente como Brian havia apregoado.



Brian foi para Cotchford Farm, com a intenção de formar uma nova banda, “Yer Superblues”. Segundo Bill Wyman, baixista dos Stones, “ele estava animado como nunca com seus novos planos”. Também amigos que o visitavam nessa época, como Alexis Korner e Jimmy Miller, ficaram surpresos com sua boa forma. Consta que convidou John Lennon e Eric Clapton para participarem da nova super banda.

Logo em seguida, em 3 de julho de 1969, Brian Jones morreu por suposto assassinato na piscina de sua casa, que estava em reforma, por um empreiteiro, Frank Thorogood, a menos de um mês após sua saida dos Rolling Stones. Foi durante uma comemoração dos operários em torno da piscina. O jornalista e escritor Christopher Andersen conta em seu livro “Mick Jaegger- Biografia Não Autorizada” (Editora Habra), que Brian chegou no meio da festa fazendo provocações. Jogaram-no na piscina sem saber que ele tinha pavor de água e ainda o tal empreiteiro ficou dando caldos em Brian. Com sua asma crônica, mais o pavor gerado pela situação, afogou-se. E ninguém fez nada. Ficaram todos paralisados, e quando sua namorada Anna Wohlin chegou em seguida, ele boiava na água. Ela tem certeza de que ele ainda estaria vivo, que se alguém tivesse tomado alguma atitude ele poderia ser salvo. Segundo testemunhas, Thorogood, em seu leito de morte, confessou seu crime para Tom Keylock, motorista dos Stones, que depois não confirmou o fato. Vem aí um filme, Stoned (doidão, título de uma música da banda), de Stephen Wooley, e estréia nesse mês na Inglaterra. Ele sustenta mais ou menos a história contada acima. O fato novo é que Jones devia cerca de 8000 libras a Thorogood pelas obras. As coisas não param aí. Um investigador descobriu que Brian havia prescindido dos serviços de Thorogood pouco tempo antes. E tem mais, outro investigador, fã de Brian, juntou documentos depois de 2 anos e meio de trabalho, a partir de informações colhidas de Pat Andrews, antiga namorada de Jones, com quem teve um filho. Ele não cita testemunhas, mas diz que acredita que os assassinos o atacaram no estúdio onde se encontrava. Inconsciente, colocaram sua cabeça na água, e já morto foi jogado de sunga na piscina. Será que conseguirão reabrir o caso ?

Mortes Trágicas no Universo Rock - Janis Joplin

Janis Lynn Joplin nasceu no dia 19 de janeiro de 1943 em Port Arthur, Texas, USA.

Começou a cantar blues e folks quando estava na Universidade do Texas, em Austin. Não era bonita e isso lhe trouxe muitos problemas em sua vida. Foi eleita o homem mais feio do campus. Com isso, saiu fora e passou 2 anos viajando, cantando e se drogando. Ela gravitava do folk ao jazz, passando pelo blues, especialmente Bessie Smith, em quem se espelhava em seu início. Por volta de 1963 esteve na Califórnia já ensaiando uma carreira como cantora. Porém, o excesso de álcool fez com que retornasse a Austin para se recuperar. Sua voz e forma peculiar de cantar seus rocks e blues a tornaria conhecida como uma cantora branca de alma negra. Sua figura se mistura com o nascimento do Movimento Hippie – ela era uma psicodélica ambulante – a partir do momento em que volta para San Fran, chamada por Chet Helms, dono do salão Avalon, para cantar com a banda da casa, o Big Brother Holding Company, com quem gravaria depois o Cheap Thrills.

Explodiu no Festival Pop de Monterey, 1967, em pleno Verão do Amor, e no Festival de Woodstock, em 1969. Veio ao Brasil em fevereiro de 1970, para o Rio. Ficou hospedada no Copacabana Palace, de onde foi expulsa por nadar nua na piscina. Também quase foi presa por “atentado ao pudor” na praia de Copacabana. Ela estava aqui para se divertir ( e também para se afastar da heroína) e girava numa voltagem para além, muito além da falsa moralidade. Eu li uma vez numa coluna do Arnaldo Jabor, acho que na Folha, que ele estava com amigos no Varanda (bar de Salvador) e Janis – ela foi para a Bahia de carona com um amigo que tinha uma motocicleta – chega à sua mesa, completamente chapada, e pergunta : “Where can we have some fun around here ?” (algo como, onde podemos nos divertir por aqui ?). Como nada do que sugeriu a agradasse, levou-a a um puteiro, e parece que ela se divertiu muito, porque segundo ele, ela estava caindo de porre e ficava cantando pontos de candomblé com alguma puta do pedaço.

Morreu em 4 de outubro de 1970 em Los Angeles, Califórnia, de overdose de heroína em seu quarto no Landmark Hotel. Foi cremada em Westwood, Cal, e suas cinzas lançadas sobre o Pacífico. Seis meses depois saiu o disco póstumo “Pearl”, com sua nova banda Kosmic Blues. Certamente Janis viveu intensamente.

Mortes Trágicas no Universo Rock – Jimi Hendrix


“Todos nós viemos de um escravo, cantando no campo, em algum lugar”. Lenny Kravitz, 1995

Jimi Hendrix nasceu às 10:30 h da manhã de 27 de novembro de 1942 em Seattle, USA. Considerado até hoje o guitarrista nº 1 da história do rock, só se consagrou quando mudou para Londres, levado por Chas Chandler, ex- Animals, que já trabalhava como empresário. Muito de suas performances vem do seu interesse por cultos africanos, depois que conheceu o baterista Kwasi Dzidzornu, mais conhecido como Rocki. Suas distorções sonoras, os sons alucinantes que conseguia produzir, e o ápice ritualístico quando tocava fogo em sua guitarra, subvertia a ordem das prioridades no rock, colocando o som da guitarra à frente das letras das canções. Passou por todos os gêneros musicais associados ao rock : Blues Rock, Hard Rock, Acid Rock, Rock Psicodélico, Rock Experimental.



Sua última apresentação foi no Festival da Ilha de Wight, Inglaterra, com sua nova formação Band of Gypsys, em agosto de 1970. Em 18 de setembro de 1970, foi encontrado agonizante em seu quarto de hotel em Londres, por sua namorada alemã Monika Danneman. Foi levado de ambulância para o St. Mary’s Abbot Hospital, mas já chegou sem vida. O laudo médico oficial diz que foi vítima do próprio vômito e de uso de barbitúricos. Poucos dias antes de sua morte, em entrevista à Melody Maker (publicação musical de Londres), disse : “Tenho pensado sobre o futuro. Esta era de música deflagrada pelos Beatles está terminando. Alguma coisa nova virá e Jimi Hendrix estará lá”. Uma pessoa que diz isso não pode estar pensando em se matar. Morreu aos 27 anos, assim como Janis Joplin, Brian Jones, Jim Morrison e …Robert Johnson. E ainda o famoso J em todos os nomes.

domingo, 10 de maio de 2009

A Música e os 4 Elementos


Podemos fazer uma correlação entre o Universo fenomênico e uma orquestra sinfônica. O mundo é formado, sob o ponto de vista esotérico-filosófico, por 4 elementos (ou Reinos elementais), a saber: Terra, Fogo, Água e Ar, coroados por uma quintessência, o 5º Elemento, chamada de Éter. Há, além desses 5, mais dois, chamados de Adhi e Samadhi (o 6º e o 7º elementos). Esses 4 elementos, dentro do universo da música, estão representados pelas 4 classes de instrumentos que se harmonizam. Eis:

Elemento - Instrumentos

Terra Fogo Água Ar
Percussão Metais Teclados Sopro

E o 5º Elemento, o Éter? O que vem a ser dentro de uma orquestra? E o 6º e o 7º? Eis a relação maravilhosa e perfeita da Sabedoria Gnóstica dentro do Pilar da Arte, no campo da Música Sagrada:

Éter Adhi Samadhi
Coral Pausa, Silêncio Maestro

O Maestro, ou Regente, com sua batuta (o Báculo, ou Cetro), dentro dessa simbologia toda, viria a ser o Mago do Arcano 1 do Tarô, aquele que rege os Elementos, aquele que os domina de acordo com o Poder da Vontade (Kriya) e do Conhecimento Superior (Jnana, Gnose). Observe os detalhes da carta (Arcano) número 1 do Tarô Egípcio.

As 3 Forças Primárias que deram origem ao Universo, tanto no Macro como no Microuniverso, estão representadas pelas 3 estruturas musicais, a saber:

Ritmo Força Positiva, o Santo Afirmar
Melodia Força Negativa, o Santo Negar
Harmonia Força Neutra, o Santo Conciliar

A grande maioria das composições clássicas, especialmente aquelas criadas pelos grandes Compositores-Iniciados, tais como Mozart, Beethoven e Wagner, possui essas três estruturas. Por isso fazem tão bem ao público, não somente para os ouvidos ou o sistema nervoso, mas também servem de alimento energético para a Alma, ou seja, para os Corpos Internos do Ser.

Infelizmente, nos dias de hoje, a sociedade dita moderna não dá valor ao poder oculto da música e cultiva elementos extremamente prejudiciais. A mal chamada música rock, os ritmos afro-brasileiros, afro-cubanos etc., são prejudiciais à saúde mental e física e também à Evolução da Alma do ouvinte.

Com essa afirmação não queremos passar por discriminadores da cultura popular. Ao contrário, queremos com isso "separar o joio do trigo", afirmando que devemos ser mais críticos com tudo aquilo que entra em nosso Mundo Interior. Não somente disciplinar os alimentos materiais, não somente o oxigênio, mas também os diversos tipos de energia, entre os quais estão as Vibrações Musicais.

sábado, 9 de maio de 2009

Sinos da Catedral de Liverpool tocarão 'Imagine'


A Catedral Anglicana de Liverpool afirmou hoje que permitirá que, na próxima semana, seus sinos soem ao som de Imagine, de John Lennon. A decisão vai em contra do esperado, já que não está de acordo com a letra e a filosofia de uma canção que seu próprio autor qualificou de "hino antireligioso".
A administração da catedral, que tem um dos campanários mais altos do mundo, levou em conta a "sensibilidade" da letra e chegou à conclusão de que sua capacidade para inspirar as pessoas supera qualquer possível ofensa. A idéia partiu dos organizadores do festival cultural Futuresonic, que será realizado de 13 a 16 de maio principalmente na cidade de Manchester, com etapa excepcional em Liverpool.

No entanto, o conteúdo antirreligioso da canção tinha provocado certa polêmica, especialmente em uma pesquisa da revista anglicana Church Times na qual 64% dos entrevistados se opunham à iniciativa.

"Permitir que nossos sinos toquem Imagine não significa que estejamos de acordo com o conteúdo lírico ou a filosofia da música", explicou hoje um porta-voz da Catedral. "Nós reconhecemos seu poder de nos fazer pensar. Também reconhecemos a existência de outras opiniões no mundo", comentou o porta-voz.

O clássico de Lennon soará no próximo dia 16 de maio.A canção foi escrita em 1971 e qualificada pelo ex-Beatle como "antirreligiosa, anticonvencional e anticapitalista". Segundo comentou a viúva de Lennon, Yoko Ono, a idéia de que os sinos da Catedral de Liverpool reproduzam a canção é "tão bonita" que a deixou "sem palavras".

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Mulheres Que Ajudaram Construir a História do Rock


CHER

Mas é claaaaaro que ela é puro rock n' roll! E não é pelo romance com o Gene Simmons! Nos anos 80, a sensacional Cher fez muito rock siiim! Quem não conhece a farofa de primeira dela, trate mal de conferir!







SUZI QUATRO

Maravilhooosa! Suzi é um dinossauro (com todo o respeito, auhahuahua) do rock, nome hiper conhecido e, well well, uma lenda de saias..







L7

Uma das bandas femininas mais adoradas pela galera até hoje, conquistaram um espaço legal na MTV na época e se consagraram dentro do grunge.





THE DONNAS

Fazendo um hard,mais voltado para o punk, com um potencial pop e muita responsa,esse quarteto de lindas meninas,que fez muito barulho nas paradas dos anos 90,agora esta de volta e tem feito bastante barulho na mídia!






SHIRLEY MANSON (Garbage)

Musa absoluta da galera mais alterna, a hiper estilosa Shirley mantém sempre a identidade álbum atrás de álbum no Garbage, sem modismos, just Shirley.










CHRISSIE HYNDE (Pretenders)

Uma das mulheres mais irreverentes e marcantes do rock! Chrissie abriu espaço pra uma atitude mais forte entre as rockers :)










RITA LEE

Todo e qualquer brasileiro tem que se orgulhar dessa mulher fantástica que é a Rita! Hiper inteligente, à frente de seu tempo e, literalmente, porra-loca, ela é uma das nossas representantes mais únicas e eternas!













JANIS JOPLIN

MUUUUSA! MUUUUSA! Ela é A mulher do rock. O terceiro J do rock anos 60, Janis morreu com apenas 27 anos de overdose. Era louca por drogas e sexo. Ninguém nunca cantou blues como Janis... cada notinha lá do coração, naquela voz rouca inconfundível, única! A mulher mais sex, drugs and rock n´roll que já passou por aqui...





LITA FORD

A mulher mais bem vestida do rock!!! Ninguém ficava tão feminina e autêntica num couro quanto a nossa amiga Lita Ford. Rock n´roll grrrl, com atitude e vozeirão! Já pegou o Nikki Sixx inclusive... ah, se inveja matasse! Aliás, onde ela foi parar?






NINA HAGEN

Musa punk de voz ardida e dotada de uma atitude que não se encontra por ae em qualquer grrrl não, viu? A última vez que a vi na MTV foi no clipe do Supla. Ela é a famosa Garota de Berlim e até já teve um romance com o papito.





VIXEN

I want you to rock me, yeaaaah! A banda de hard rock mais legal entre as cor-de-rosa dos anos 80! Um bando de mulheres, sem apelação, tocando pra caramba! Vale muito a pena ouvir. E vale a pena conferir as fotos delas também para ver o visual. Vasculhe o guarda-roupa da sua mãe.... lá no fundo você pode achar umas coisas assim, quem sabe?







JOAN JETT

Nos anos 80, ela agitou todo mundo cantando que amava rock n´roll. E ninguém duvida! Uma das mulheres mais rockeiras (ao pé da letra) da história. Muito couro, cabelo poodle, homo assumidérrima e dotada de um vozeirão que virou lenda... god damn, she rocks!






COURTNEY LOVE (Hole)

Para umas, um ídolo, para outras, uma vaca. Courtney é a maior suspeita de ter assassinado Kurt Cobain, ao lado dele mesmo, e é odiada pela maioria das rockers que eu conheço. Mas, po, a bitch já foi atriz pornô, amante do Evan Dando (Lemonheads) e Billy Corgan (Smashing Pumpkins), atriz e líder de uma banda muito legal, que é
o Hole. Well, well...






D´ARCY (Smashing Pumpkins)

Tocando baixo na banda de Billy Corgan, Darcy sempre foi uma figurinha marcante do rock, contribuindo com suas linhas para a música alterna dos caras. Sem falar do visual dela, impecável e único!








CINDY LAUPER
Não é rock? É, você até pode dizer que a nossa amiga Cindy está mais para rival da Madonna do que pra rocker, mas a importância da lenda oitentista ae do lado pro rock n´roll é fato. Cindy fazia pop com atitude rock, lutando pelos nossos direitos, afinal Girls Just wanna have fun, certo? E quem não viu ela cantando Another Brick in the wall naquele show incrível do paredão e talz..?






DORO

Musa do Metal que recentemente lançou um álbum chamado Fight e já está na área desde os anos 80... killer!






TARJA TURUNEN (Nightwish)

Provavelmente a musa mais desejada pelos metaleiros, Tarja Turunen é sinônimo de beleza e talento. Seu vocal lírico e único torna ela uma das melhores vocalistas no estilo.










KITTIE

New Metal feminista e raivoso. Atitude Boys suck e muita cara feia rolando... scream! scream! scream! UHHHHHHHHH!











NASHVILLE PUSSY

Homens e mulheres dividem o palco. Mas aqui, as girls não tocam guitarra e baixo apenas: elas cospem fogo, comandam o show inteiro e fazem todo tipo de loucura! Sempre ultra turbinadas de silicone e rock n´roll!




SARAYA

Sandi Saraya comanda e seu vozeirão manda bem pra caramba. Mais uma ótima representante da mulherada no Hard Rock.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Como os rockstars gastam os seus milhões

ELVIS PRESLEY
Sanduíches de manteiga de amendoim e bacon: £1,846 (R$6.570)

Na noite de 1º de fevereiro de 1976, 'o Rei' aprontou uma que combinava três de suas atividades preferidas - gastar muito, se gabar para policiais e comer coisas nojentas.

Enquanto entretia dois policiais do Colorado na Graceland, sua casa em Memphis, ele mencionou um sanduíche que havia comido uma vez no restaurante da Colorado Gold Mine Company em Denver: um pão sem miolo, com manteiga, recheado de manteiga de amendoim, presunto e 500 g de bacon frito. O sanduíche era para oito pessoas, mas Elvis acabou com ele sozinho.

Notavelmente, um dos policiais mostrou interesse. Mais notavelmente ainda, Elvis insistiu que eles deviam ir para Denver, a 1600 km de distância, comê-lo.

Sua limusine Mercedes os levou ao aeroporto de Memphis, onde seu jato particular, Lisa Marie - com móveis de plush verde-água - aguardava. Duas horas depois, eles aterrisaram em Denver, onde 22 sanduíches 'Fool's Gold', de R$96, em bandejas de prata, além de um balde de água Perrier e uma caixa de champanhe, foram levados a um hangar privativo do aeroporto pelo dono do restaurante, sua esposa e um garçom.





BONO VOX
Vôo de primeira classe para um chapéu: £1,000 (R$3.550)

Convidado para se apresentar em um show beneficente para o Iraque com Luciano Pavarotti em 2003, o vocalista do U2 percebeu que havia esquecido seu chapéu de feltro favorito, então providenciou que o acessório fosse levado de táxi até o aeroporto Heathrow e, de lá, para um vôo para Itália - em primeira classe. Devido ao medo de que ele fosse amassado, perdido ou roubado, o chapéu recebeu um upgrade de sua espaçosa poltrona para a cabine do comandante.


THE BEATLES
Aparelhos Eletrônicos da Apple: £278,000 (R$989.250)

Uma parte da infame e extravagante empresa Apple Corps dos Beatles, que também incluía a Apple Records e uma butique, era esta sub-divisão chefiada pelo mago dos eletrônicos Alexis Mardas. Em seu único ano no emprego, 'Magic' Alex lançou diversos inventos, incluindo tinta elétrica, um disco voador e um estúdio de gravação com 'campo de força sônica', que nunca funcionaram. Ele foi demitido em 1969.

SIR ELTON JOHN
Flowers:
Flores: £250,000 (R$889.600)
O pianista favorito da Inglaterra nunca foi um homem de desperdiçar um milhão quando poderia gastar três milhões, mas o amor de Elton pelas flores ultrapassa até mesmo seus níveis mais vertiginosos de gastos. Durante o processo contra seu antigo agente em 2000, ele admitiu no tribunal que, entre janeiro de 1996 e setembro de 1997, havia gasto mais de R$ 880 mil em flores. "Sim, gosto de flores", afirmou. Jura?


RONNIE WOOD
Réplica de um pub inglês: £36,000 (R$128.000)

Quando o guitarrista do Rolling Stones comprou Sandymount, uma residência do século 18 em County Kildare, enfeitou o jardim com um pub onde os Stones podiam relaxar durante os ensaios.

Atualmente, no entanto, o pub tende a ter falta de estoque, graças aos episódios esporádicos de sobriedade de Woods.





SIR PAUL MCCARTNEY
Cerca gigante: £100,000 (R$355.000)

Hordas de javalis estavam se tornando um problema na propriedade de 1000 acres de McCartney na Inglaterra, derrubando árvores e transmitindo febre suína. Só que o apaixonado por animais não queria a culpa de ter animais levando tiros em sua propriedade, então, em 1999, construiu uma cerca de 6,5 km de comprimento para mantê-los afastados.

"Ele faz o que quer porque pode pagar por isso", disse um incomodado fazendeiro local. No entanto, seu segundo casamento, com um acordo de divórcio que pode chegar à casa das centenas de milhões, pode virar a maior extravagância de todas.


JOHN LENNON
Trenzinho de primeira classe: £7,075 (R$25.170)

Lennon era famoso por bancar uma imagem de "herói da classe trabalhadora", mas não tinha vergonha de aproveitar os frutos de seu trabalho nos Beatles e, uma vez, comprou uma cabine inteira de primeira classe em uma companhia aérea para que seu filho, Sean, pudesse montar seu trenzinho. Apropriadamente, Lennon agora tem um aeroporto com seu nome em Liverpool.

NOEL GALLAGHER
Decoração da casa: £400,000 (R$1.423.300)

O compositor do Oasis estava simplesmente mostrando seu amor pelos Beatles quando, em 1997, decidiu cobrir as paredes de sua cozinha com pinturas caras de submarinos amarelos. Os R$ 71 mil gastos em um tapete com as cores do Manchester City, por outro lado, são um pouco mais difíceis de explicar.


FREDDIE MERCURY

Peixes bonitos: £1.000.000 (R$3.550.000)

Apaixonado por carpas, o extravagante líder do Queen tinha uma coleção cujo valor atingiu mais de R$ 3,5 milhões.

Tragicamente, após sua morte, todos, exceto cinco dos 89 peixes - estimados em até R$ 35 mil cada - morreram em um acidente bizarro de jardinagem quando paisagistas em sua casa em Londres cortaram a energia de seu tanque.


THE WHO
Instrumentos quebrados: £700 (R$2.490)

Bandas de rock sempre tiveram uma relação de amor e ódio com os instrumentos de seu ofício, mas a atitude do The Who com seus instrumentos ganha de lavada.

Em 1965, a banda quebrou várias guitarras e acabava com cerca de R$2.500 em equipamentos no palco todas as noites. O maior prejuízo foi de R$1.700. "Saímos na frente", disse o baixista John Entwistle, "simplesmente por não aparecermos".



LEMMY KILMISTER
Espada da Luftwaffe: £3,245 (R$11.540)

Nascido em 1945, o líder do Motorhead, Lemmy, é fascinado por artigos da Segunda Guerra. Esta espada cerimonial rara é o item mais valioso de sua ampla coleção e dobrou de valor desde que ele a adquiriu.
"É um investimento muito bom", argumenta Lemmy, que diz não ter admiração por nenhum dos nazistas... exceto pelo chefe da Luftwaffe, Hermann Goering.

TOMMY LEE

Franquia da Starbucks: £2,440 (R$8.680)

A aquisição do baterista do Mötley Crüe em 1999 foi construída em sua casa como um presente para sua então esposa Pamela Anderson.


KEITH MOON

Carro de entrega de leite personalizado: £300 (R$1.000)

Em 1971, o destruidor do The Who comprou um carro elétrico de entrega de leite e o transformou em um "salão vitoriano móvel" - com poltrona, papel de parede, bar e um gramofone. Para caber em sua garagem, Moon removeu seu Corvette - e o bateu em uma barreira nas proximidades.

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