Paleolítico
Pode se imaginar etapas evolutivas como: ritmo através de batidas com bastões, percussão no corpo, objetos sacudidos ou entrechocados; imitação dos ritmos ou dos ruídos da natureza até mesmo o grito; emoção que provocava variações na altura e no timbre da voz e o homem cultiva; fabricação de objetos sonoros que podia imitar os sons/ruídos da natureza; associação da palavra ao ato de cantar, a dança e a música instrumental da expressão gestual sonorizada.
Nessa época não é provado, por exemplo, que a música vocal tinha precedido ou seguido à música instrumental, depende do ponto de vista de cada historiador.
As pedras ou troncos de árvores escavados foram os ancestrais dos litofones, xilofones e tambores. Também usavam apitos de osso e bambus talhados.
É difícil formular um conceito original de “canto”, pois nas diferentes épocas e nos diferentes grupos humanos, ele apresenta características próprias, resultado da organização social, herança histórica, crenças, linguagem...cada povo cultiva “algo” diferente do nosso.
O sistema fonético de cada raça também determinou uma maneira de cantar, que por sua vez, influenciou na voz falada.
Período Barroco
Vai do final do século XVI até o início do século XVIII, começou na Itália e alcançou vários países europeus e algumas colônias como o Brasil.
A igreja católica X a protestante tem grandes influências nesse período, surgem tensões na tentativa de fundir visões opostas como o antropocentrismo (do Renascimento) e o teocentrismo medieval.
Como conseqüência, a arte barroca é marcada pela angústia do ser humano atormentada por grandes dúvidas existências. Os temas religiosos são tratados por mestres da pintura que expressam de forma enfática as contradições da época. As obras procuram unir aspectos contraditórios como: sagrado e o profano, as luzes e as sombras, o paganismo e o cristianismo, o racional e o irracional. Essa busca expressa o desejo de aproximar a esfera humana da divina.
O barroco em relação ao renascimento continua um processo de transformação e continuidade. A religiosidade acentuada pelas disputas entre protestantes e católicos emprestou um caráter mais dramático à vida no século XVII.
Mesmo dividido entre a razão e religião, o ser humano prefere a religião na esperança de compartilhar a glória divina.
A vida terrena é caracterizada por traços que surgem tristeza e sofrimento, para representá-la como oposta à felicidade e à glória da vida celestial. Manifestando o pessimismo dos autores, várias obras barrocas exploram a miséria da condição humana, apresentada em alguns aspectos cruéis, dolorosos e muitas vezes repugnantes.
O artista barroco é minucioso na composição dos detalhes e manifesta o gosto pela ornamentação excessiva. Essa ornamentação acaba criando um efeito de suntuosidade nas obras de arte do período e revela o desejo de criar um discurso para convencer o público da glória de Deus.
A Música Barroca
A música barroca vai da segunda metade do século XVII até a primeira metade do século XVIII. Ou ainda: baixo barroco (até os primeiros anos do século XVIII) e alto barroco (até meados do século XVIII, onde alcançou apogeu com Bach e Haendel).
Na música Barroca predominou: ornamentação em exagero (mordente apojatura longa e trinado); irregularidades que fugiam do convencional; ampliação das dissonâncias no encadeamento harmônico; harmonias mais complexas; maior possibilidade de criação; firmamento do sistema tonal (que é firmado com o “Cravo Bem Temperado”, de Bach e o “Tratado de Harmonia”, de Rameau) e abolição do modalismo; surgimento de novas formas instrumentais e vocais; acordes com uso da sétima dominante e diminuta; notas melódicas(retardo, nota de passagem, bordadura e apojatura); início de expressividade musical, a família do violino veio substituir a das violas e a orquestra foi gradualmente tomando forma, com as cordas substituindo uma seção de peso em sua organização(embora as outras seções ainda não estivessem bem padronizadas e a articulação nos instrumentos; época do baixo contínuo e baixo cifrado; cultivo do individualismo em música sem exagero ressaltando o solista, seja nas cantatas, nos concertos solistas ou concertos grossos e surge conjuntos de câmara.
A monodia foi um estilo simples vocal sustentada por uma linha de baixo instrumental, sobre a qual os acordes eram construídos.
O estilo recitativo era meio cantado e meio recitado, o acompanhamento era simples por um instrumento grave de cordas, como o cello. A essa linha se deu o nome de baixo contínuo. Havia duas espécies de recitativos: o secco, quando a fala era sustentada apenas por acordes simples no contínuo; e o stromentato ou accompagnato, usado quando o compositor sentia que a natureza dramática das palavras exigia o reforço de um acompanhamento orquestral simples.
A primeira ópera que se tem registro na íntegra foi “Eurídice” de Peri e Caccini. O “Orfeo” de Monteverdi foi a primeira grande ópera de 1607 com tessitura musical de intervalos cromáticos e espaçados na parte do canto, o acompanhamento com inesperadas harmonias e freqüentes dissonâncias.
O mais popular dos compositores italianos foi Alessandro Scarlatti, na França foram Lully e Rameau e na Inglaterra foi Henry Purcell.
Na mesma época onde surge a ópera, surge também o oratório e a diferença entre eles é que os oratórios se baseiam em histórias sacras, geralmente tiradas da Bíblia.
Principais Formas Musicais do Período Barroco
Prelúdio: Significa preparação, entretanto, existem prelúdios como “peça avulsa”, essas obras são: suíte, fuga, as primeiras sonatas monotemáticas, os primeiros concertos e óperas. Ele ainda pode ser temático ou atemático (apenas com acordes batidos ou arpejados para acompanhamento sem que sobressaia num tema ou melodia refinada).
Formas Fugadas: Forma musical baseada na Fuga, ou seja, no contraponto de imitações rítmicas e melódicas constantes a quaisquer intervalos parecendo que as vozes ou partes que compõem a obra fogem umas das outras. Procura-se dar maior ênfase à linha horizontal.
Qualquer forma pode ser tratada em maneira fugada, como: cânone; invenção, fuga; as primitivas fantasias, ricercari até as suítes, partitas, concertos etc.
Invenção: Peça instrumental baseada no princípio da imitação livre executada num instrumento de teclado. Bach foi o mestre da Invenção.
Podem ser escritas a 2, 3 e mais vozes. Sua estrutura é estrófica, mas não deixam aparecer as do corte binário, ternário etc.
São geralmente unitemáticas.
Fuga: Baseia-se na imitação em todas as partes ou vozes, dando a impressão destas estarem fugindo umas das outras. A fuga teve sua origem no Cânone e no Ricercare.
Estrutura: é geralmente ternária, mas também é comum uma estrutura binária.
A – exposição do tema, que é o sujeito, em todas as vozes ou partes no tom principal.
B – desenvolvimento com aparecimento do tema e respectivos divertimentos e episódios nos tons vizinhos (raro em tons afastados).
A1 – (quando houver) – reexposição to tema no tom principal.
Elementos da Fuga: sujeito, proposta ou antecedente (o tema da obra- DUX); resposta ou conseqüente (o mesmo tema imitado uma 5ª. Superior ou uma 4ª. Inferior – COMES); contra-sujeito ou contra-resposta (elemento com linha melódica definida acompanha o sujeito ou a resposta); episódio e divertimento (elementos que intercalam as diversas entradas do sujeito e da resposta); coda (pequenos prolongamentos que proporcionam melhores condições para qualquer entrada); stretto (execução da resposta antes de terminado o sujeito ou vice-versa); pedal (geralmente no final da fuga, serve para firmar a tonalidade e os graus geralmente escolhidos são a tônica ou dominante).
Fuga Real e Fuga Tonal: real (quando a resposta é dada exatamente com os mesmos intervalos do sujeito); tonal (quando existe qualquer mudança – mutação – nesses intervalos); número de vozes (a fuga pode ser a 2,3,4,5 ou mais vozes à vontade do compositor).
Fugueta: Pequena fuga, geralmente com menos vozes e menores proporções
Suíte: No princípio até o barroco era composta por movimentos, danças de várias regiões. A ordem mais comum dos movimentos ou tempos de suíte era: prelúdio, alemanda, corrente, sarabanda e giga. Às vezes essa ordem sofria variações como: gavota, burrê, pavana, galharda, minueto, musete, passe-pied,passacalhe, chacona, loure, furlana, veneziana e rigodão.
Para analisar uma suíte é preciso observar: compasso, andamento e particularidades rítmicas iniciais e internas. A suíte contemporânea difere da antiga na linguagem melódica, harmônica e estrutural e elementos citados acima.
Alemanda: Começou como canção até ser somente dança. Sua origem é germânica, mas foi na França que foi valorizada.
As principais características são: compasso (quaternário simples); andamento (moderado); ritmo inicia l(geralmente anacruse no último tempo do compasso); modo empregado é maior.
Sua estrutura é formada por duas seções ou partes, cada uma cortada por um ritornello, geralmente. A 1.ª parte expõe a idéia musical e a 2.ª desenvolve-a.
Corrente: Executada por pares teve suas raízes nórdicas, se fixou e desenvolveu na França. Características: compasso (ternário simples); andamento (rápido); ritmo inicial (geralmente anacruse, no último tempo).
Sua estrutura é igual à Alemanda.
Sarabanda: Dança de origem árabe e foi introduzida na Espanha no século XII, mas seu auge foi no século XVI quando entrou na suíte.
Características: compasso (ternário simples); andamento (lento); ritmo inicial (tético).
Estrutura: Duas seções com ritornello. Mais tarde a forma foi ampliada para três seções ou partes, sendo a 3.ª uma reexposição da primeira ou ainda um novo período na tonalidade principal. Exposição – Desenvolvimento – Reexposição
Giga:
De origem inglesa, foi introduzida na Itália com grande receptividade pelo povo e depois pelos compositores.
Características: compasso (geralmente 6/8 – 6/4 – 12/8 – ou outro equivalente que possua características ternárias de ¾); andamento (rápido); ritmo inicial (anacrúzico no último compasso).
Sua estrutura é igual à da Alemanda e Corrente.
Partita: Difere da suíte, pois nem todos os movimentos são essencialmente de dança.
Cantata/Oratório/paixão: Obras compostas por Recitativos, Árias, Duetos, Coral e Orquestra, apoiados em textos litúrgicos. A cantata também pode ser profana.
Sonatas: Composições para instrumentos de teclado e que se baseavam quase que totalmente ainda nos elementos da suíte.
As sonatas dessa época eram monotemáticas e os instrumentos solistas eram: cravo, alaúde, violino, viola de amor, flauta e harpa.
A sonata clássica deu origem a outras formas como o minueto.
Minueto: Tipo de dança francesa, de compasso ternário, andamento moderado e sua forma inicialmente é binária. Com a introdução do Trio (chamado assim por esta é confiada a três instrumentos).
Estrutura: Exposição – Desenvolvimento (trio) – Reexposição
Foi a partir de Lully (1632-1687) que o minueto entrou na música artística orquestral e daí para frente sua evolução foi rápida. Com Beethoven, o minueto acelerou seu andamento transformando-se num Scherzo.
A Música Instrumental Barroca
A família que se estabeleceu foi a do violino (viola, cello e contra-baixo)se tornando a base da orquestra barroca.
As peças instrumentais podiam ser tocadas por qualquer outro instrumento similar e de mesma extensão (por exemplo, violino, oboé, flauta...). A idéia era fazer música e não combinação tímbrica.
A maioria dos instrumentos da renascença desaparece no Barroco e surgem outros, como a família do teclado: cravo, espineta, virginal etc
Sonata: forma musical que faz surgir a música de câmara barroca através dos duos, trios, quartetos até a música orquestral.
A sonata original era para música de câmara para alguns instrumentos e acaba por se tornar a base do concerto para conjunto orquestral.
O concerto é uma sonata para vários instrumentos. Surge também o concerto grosso com Torelli e Corelli e a Escola Italiana.
O concertino era para solistas e baixo –contínuo
Principais compositores: Alessandro Scarlatti, André Campra, André Cardinal Destouches, Antônio Vivaldi, Antoine Forqueray, Arcângelo Corelli, Baldassare Galuppi, Dietrich Buxtehude, Domenico Scarlatti, François Campion, François Couperin, Georg Bohm, Georg Friedich Haendel, Georg Muffat, George Phillipp Telemann, Giacomo Giacomo Carissimi, Giovanni Battista Pergolesi, Giovanni Legrenzi, Giuseppe Tartini, Henry Purcel, Jacques Chambonieres, Jacques Bittner, Jacques Gaultier, Jean Baptiste Lully, Jean Phillippe Rameau, Jean de Mondonville, Johan Kuhnau, Johann Sebastian Bach, Johann Pachelbel, John Blow, Leopold Weiss, Louis Nicolas Clerambault, Marc Antoine Charpentier, Michel Richard Lalande, Pietro Antonio Cesti, Pietro Francesco Cavalli, Robert Jhonson.
Renascimento
Humanismo
Entre os séculos XIV e XV, uma mudança significativa ocorre na Europa Medieval, o ser humano começa a se libertar do poder centralizado da Igreja e a desenvolver uma nova mentalidade e prazeres mais humanos.
No final da Idade Média, a vida nas cidades é retomada e o comércio se intensifica provocando maior interação entre pessoas de diferentes segmentos da sociedade.
As cidades-Estado prosperam e surge a Burguesia constituída por todos aqueles que, sem nobreza de sangue, acumulavam capital por meio de atividades mercantis. A partir do século XIV, as cidades-Estado italianas desenvolvem formas republicanas de governo. Um magistrado-chefe era eleito pelos cidadãos e administrava a cidade com poderes definidos por uma constituição. O poder começou a ser repartido entre a aristocracia e os ricos mercadores.
O burguês passou a investir em cultura, algo que era só feito pela igreja e soberano o que levou a uma redescoberta de textos e autores da Antiguidade Clássica, considerado uma fonte de saber a respeito do ser humano. As universidades criaram programas especiais denominados Humanidade, onde os alunos liam textos greco-latinos e os professores desses cursos eram conhecidos como humanistas.
O humanismo já começa na Alta Idade Média e toma força no Renascimento, foi um período de transição de épocas e por isso é confuso. O foco dos humanistas era o ser humano, afastando-o do teocentrismo medieval e resgata a visão antropocêntrica (ser humano como centro de todas as coisas).
A ciência também evoluiu na tentativa de explicar a origem da evolução que antes era atribuída a Deus.
O público das trovas e canções produzidas durante o Humanismo é essencialmente o mesmo das cantigas dos trovadores: os nobres.
Música Renascentista
Vai do meado do século XIV ao final do século XVI
Uma das características importantes foi a utilização das vozes infantis em coros bem como vozes falsetes e contraste com o intuito de substituir as vozes femininas seguindo a tradição monástica, era de não permitir vozes femininas nos cultos, tradição essa que perdura até o início do Período Clássico com os últimos castratis, como Farinelli.
A música polifônica vocal predomina nesta época, os temas são concatenados e revezados entre as vozes como uma colcha de retalhos em que a melodia de uma voz tem continuidade com a melodia de outra voz e assim por diante. Cabe ressaltar a presença da homofonia das composições, a polifonia tem sua origem nas várias formas do cantochão bem como o cânone.
A música dessa época era intencional e não de improviso. Só podemos considerar improviso o fato das composições serem feitas para “qualquer” instrumento, isso porque não sabiam ao certo quais instrumentos teriam nas salas de concerto.
As principais características foram: abandono do cantus firmus; a cultura musical espalhou-se da nobreza à burguesia; foram criadas academias musicais; as músicas protestantes e católicas passaram por transformações; as partituras já podiam ser editadas devido à descoberta de Gutemberg à imprensa; início do uso da tonalidade em substituição ao sistema modal; polifonia vocal e instrumental; harmonias mais expressivas; uso maior das dissonâncias; uso dos graus tonais; uso do cromatismo através dos bemóis e sustenidos; aparecimento das colcheias; utilização dos compassos binários e ternários; criação da escola coral por Lutero e uso do pentagrama
Música Profana
Na Alta Idade Média, a música profana começou a ter registros e na renascença continua sua evolução com interesse maior dos compositores, umas têm tessitura contrapontística, outras com acordes soando alegres em ritmo de dança. As formas musicais profanas além das canções há a frótola italiana, o madrigal italiano, o lied alemão, o villancico espanhol e a canção francesa.
Música Sacra
A Música sacra continua sendo a capella, surge um estilo chamado polifonia coral (música contrapontística para um ou mais coros, com diversos cantores). As formas musicais sacras continuam sendo a missa e o moteto escrito para no mínimo quatro vozes e surge a parte abaixo do tenor, o “baixo”. A música ainda se baseava em modos, mas agora com uma maior liberdade e o surgimento dos acidentes (bemóis e sustenidos).
As missas e os motetos que antes tinham como base o cantus firmus, os compositores agora se basearam nas canções populares.
Nos finais das frases era bastante usada a imitação, os acordes eram sustentados enquanto uma das vozes surgia com nova melodia logo imitada por outra voz.
A polifonia se destacou, mas a harmonia também começava a tomar forma e o surgimento de acordes dissonantes para dar movimento à música
Corais Alemães
Uma forma que os alemães encontraram para falar direto com Deus foram os hinos cantados em alemão em lugar dos corais cantados em latim, nas Igrejas Protestantes, lideradas por Lutero.
Esses hinos são também chamados de corais e eram provindos de composições recentes ou não e até das canções populares adaptadas.
O Madrigal Italiano teve esse nome porque os italianos se apoderaram dos madrigais e os compunham em italiano.
Com a Inglaterra, chegou a existir três tipos de madrigais: o madrigal tradicional, o balé e o ayre.
a) Madrigal Tradicional: não havia refrão apesar dos versos serem repetidos. Composição contrapontística, uso da imitação e o compositor procurava ilustrar as palavras, por exemplo, a palavra morte será cantada de modo áspero e dissonante, etc. Destaque para o compositor Thomas Weelke.
b) Ballet: é o mesmo que balletto, em italiano. Às vezes era cantado e dançado ao mesmo tempo.. Sua característica predominante é o refrão fá-lá-lá no final de cada parte.
c) Ayre ou canção: as partituras ocupavam duas páginas fronteiras de um livro, a melodia ficava na página esquerda e as partes dos registros baixos, na direita e sob a melodia ficavam os versos e também um arranjo para alaúde das partes baixas. O Ayre podia ser executado com acompanhamentos (alaúdes, violas).
A música sacra na Inglaterra se deu através dos hinos para serem cantados pelo coro nos cultos protestantes. O hino era a contrapartida do moteto, cantado em inglês e não em latim. Havia o full anthem(a capella) e o verse anthem(com acompanhamento de órgão ou violas, e com um ou mais solistas que alternam suas vozes com as do coro.
O estilo policoral surgiu na basílica de São Pedro, em Veneza, devido aos grandes órgãos e duas galerias para coro e os efeitos obtidos eram ricos e poderosos. Os compositores usavam acompanhamento na música sacra, e acabavam incluindo grupo de vários instrumentos (cada qual ligado ao seu coro). Compositor em destaque foi Giovanni Gabrieli. A tessitura da música policoral era mista do estilo homofônico com contraponto imitativo e também existia a mistura de combinação com contraste.
A música instrumental ganhou importância a partir do século XVI, não apenas para dança, mas para peças destinadas a serem simplesmente tocadas e ouvidas.
Tanto na Idade Média quanto na Renascença, os instrumentos se dividiam em dois grandes grupos: instrumentos bas(baixo ou suave), destinados à música doméstica, e os haut(alto), tocados em igrejas, grandes salões ou a céu aberto
Principais instrumentos: charamelas, flautas, alaúde, violas, cromorne, cervelato, sacabuxa, trompete, virginal, clavocórdio e alguns tipos de corneto medievais continuaram. Alaúde e outros foram modificados e aperfeiçoamento. E muitos outros foram inventados.
Instrumentos como flautas, violas, charamelas e cromornes, eram produzidos em famílias (mesmo instrumento em diferentes tamanhos). Havia o whole consort, quando eram da mesma família e quando eram de famílias diferentes chamavam-se broken consort.
Surge a forma musical instrumental canzona de soar e mais tarde passaram a ser escritas para mais de um grupo de instrumentos. Os italianos tinham preferência pelas canzonas de soar. Outra forma fora a Tocata em órgão ou cravo. Na Inglaterra havia músicas que serviam tanto para tocatas quanto cantatas.
Formas musicais importantes: alemanda(a partir do séc.XVI assumi forma instrumental nos meios populares como danças); coral; corrente(cancão de origem francesa, ternária); frótola(canção popular italiana); galharda(dança de origem italiana); madrigal; missa; pavana(dança espanhola, em compasso binário); passamezzo(dança de origem espanhola) e vilanela(canção aldeã napolitana semelhante à Frótola).
O ricercar era um estilo de música vocal. Variações e baixo ostinato (melodia repetida no baixo e variando na parte superior. Fantasia (peça contrapontística, com imitação entre as partes) e “in nomine” (uma forma de fantasia, só que mais elaborada. Era baseada no cantus firmus.
Principais compositores: Paises Baixos (Josquin); Inglaterra ( Tallis, Byrd, Morley, Bull, Dowland, Weekles e Gibbons) e Itália(Palestrina, G. Gabrielli e Monteverdi).
Romantismo
O termo romantismo refere-se à estética definida pela expressão da imaginação, das emoções e da criatividade individual do artista. Ele rompe com o padrão estético anterior, essa nova expressão que define e estabelece as novas estruturas.
A queda da monarquia faz com que a burguesia cresça mais do que nunca e busca principalmente o conhecer das artes.
O período romântico marca o século XIX (1ª metade e parte da segunda).
O romantismo surgiu num movimento literário alemão, onde o objetivo era algo de fantástico, emocional, místico e não o estético bem estruturado.
Beethoven foi o último compositor clássico e o primeiro romântico; o ápice do romantismo chega com Chopin, Schubert, Mendelssohn, Schumann, Liszt, etc. fora os operistas italianos e fase de preparação para o modernismo com Wagner.
Na orquestra, a seção dos metais é completada com a adição da tuba e a invenção do sistema de válvulas. Os compositores escreviam algumas vezes para instrumentos de madeira em grupo de três ou mesmo de quatro, adicionado o flautim, o clarone (clarineta baixo), o corne inglês e o contrafagote. Os instrumentos de percussão ficaram mais variados.
O piano passa a ser muito explorado nesse período devido ao seu melhoramento e aperfeiçoamento.
Características Gerais: sistema tonal com uso do cromatismo e modulação; predomínio do sentimento sobre a estrutura formal; ampliação da orquestra; criação de novas formas musicais; evolução e ampliação das formas existentes que não caíram em desuso; época de ouro da ópera e seus derivados e cultivo da música vocal e instrumental, igualmente.
Principais Formas Musicais do Período (sonata, concerto, abertura e sinfonia continuaram)
Abertura
Preparação para qualquer obra de maior vulto, como ópera, oratório, cantata e outras. Outros tipos de abertura: Abertura de Concerto (composta como peça independente sobre temas literários,normalmente), Abertura Pout-Pourri (que contém todos os temas mais salientes da obra) e Abertura Sinfônica (idem, os temas mais salientes, porém desenvolvidos).
Capricho
Composição instrumental de caráter leve e estrutura livre e a fantasia são os aspectos dominantes.
Estudo
Composição musical que tem como objetivo melhorar os recursos técnicos para uma melhor execução instrumental ou vocal, o propósito é melhorar e se tornar um virtuose.
Improviso
Predomina a improvisação, ou seja, a execução momentânea da obra sem a mesma estar escrita no pentagrama.
Intermezzo
Significa interlúdio e tem o mesmo significado que o prelúdio. Serve para intercalar os atos da ópera com danças. Há compositores que chama de intermezzo uma peça instrumental de estrutura livre.
Lied
Canção alemã que representa a união poesia-música, para voz solo e piano e baseada geralmente em um A-B-A1.
Ópera
Drama musical cantado e acompanhado por uma orquestra. Sua estrutura é em atos e cada cena é composta de recitativos (meio falado e meio cantado).
Tipos de ópera: Ópera Bufa (sobre assunto cômico), Ópera Cômica (sobre assunto cômico, porém ligados a momentos trágicos- tragédia cômica), Ópera Séria (sobre assunto dramático)e Opereta (pequena ópera vinda de uma ópera bufa ou cômica)
Paráfrase
Tipo de comentário fantasioso sobre um tema já conhecido. Conserva-se a idéia central e cria sobre ela uma nova obra.
Poema Sinfônico
Composição de caráter descritivo vindo da sinfonia e seu criador foi Liszt. O poema sinfônico procura descrever musicalmente os elementos literários sobre os quais está baseado e possui estrutura livre. Outros compositores de poema sinfônico foram: Berlioz, Richard Strauss, Smetana, Rimski e Korsakoff.
Rapsódia
Composição sem estrutura determinada que foca em temas folclóricos de um determinado país ou região e usa muito modulação. O maior compositor de rapsódias foi o húngaro Franz Liszt.
Balada
Pode ser vocal ou instrumental, de caráter descritivo, o compositor acompanha a narrativa poética sobre a qual está baseada a mesma.
Berceuse
Canções de ninar, de estrutura livre e pode ser vocal ou instrumental.
Elegia
Composição vocal ou instrumental, livre com o objetivo de homenagear a memória dos mortos.
Fantasia
Livre de estruturas, carregada de harpejo, cadências e com uma linha melódica fantasiosa, com o objetivo de fugir a toda e qualquer rigidez musical.
Mazurca
Dança nacional da Polônia, seu cultivo como música erudita veio com as 53 mazurcas de Chopin. É de compasso ternário e andamentos moderato e allegretto.
Momento Musical
Composição instrumental de curto desenvolvimento. Ex: Momentos Musicais de Schubert.
Noturno
Forma de composição de caráter sonhador, vago, melancólico, em andamento lento.
Romance
Estrutura livre, melódico e cantante.
Polonesa
Dança de origem polonesa, bem marcada e vibrante, uso do compasso ternário simples, com acentuação na segunda metade do primeiro tempo.
Música Programática (ou de programa)
É a música que “conta uma história” descrevendo as imagens na mente do ouvinte. Está ligada à pintura e a literatura. Os três tipos de música programática orquestral são: a sinfonia descritiva, a abertura de concerto e o poema sinfônico.
Música Incidental (ou de cena)
Refere-se à música especialmente composta para ser ouvida em certos momentos de representação de alguma peça. Objetivo de entreter a platéia durante a troca de cenários e até mesmo para fazer fundo sonoro no decorrer do espetáculo.
Principais Compositores
Hector Berlioz, Caetano Donizetti, Georges Bizet, Franz Liszt, Bonaventura de Somma, Giuseppe Verdi, Pietro Mascagni, Johann Strauss Filho, Peter Iliytch Tchaikovski, Amilcare Ponchieli, Richard Wagner, Vincenzo Bellini, Franz Berwald, Louis Moureau Gottschalk, Franz Peter Schubert, Félix Mendelssohn, Antonio Carlos Gomes, Robert Schumann, Frederico François Chopin, Ruggiero Leoncavalho, Jacques Offenbach e Johannes Brahms.
Wagner chamava suas óperas de dramas musicais que eram extensas e duravam quatro ou cinco horas e assim, foi o mestre da orquestração. Dentro das tessituras se encontravam os temas, variações e não muito longos comumente chamados de leitmotiv (em alemão, “motivos condutores”).
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Paleolítico,Período Barroco,Renascimento e Romantismo
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A História da Música Em Seus Periodos
Orquestra
Orquestra vem do grego e significa “lugar para dançar”, isso porque na Grécia (Idade Média) orquestra era o palco principal aonde se cantava, dança e representava. A orquestra também foi usada para indicar o espaço entre o palco e o público ocupado pelos instrumentistas e depois orquestra passou a designar o próprio grupo de músicos. O que hoje chamamos de orquestra era chamado de consorts.
A ordem dos naipes de uma orquestra é: regente-cordas-madeiras-metais-percussão
O naipe das cordas é como se fosse o coração da orquestra, isso porque mais da metade dos executantes são instrumentistas de cordas.
Fazem parte das cordas: primeiros violinos, segundos violinos, violas, violoncelos, contrabaixos e harpa.
O naipe das madeiras é formado por: flautas, flautim, oboés, corne inglês, clarinetas, clarineta baixo, fagotes e contrafagotes.
Os metais ficam atrás das madeiras para não abafar o som dos metais e das cordas. Os metais são formados por: trompas, trombones, trompetes e tuba.
Fazem parte da percussão: tímpanos, bombo, caixa clara, pratos, triângulos, pandeiros, glockenspiel, xilofone, celesta, carrilhão, castanholas, bloco de madeiras, tantã ou gongo, chicote e maracas.
Cordas
Violino: instrumento de corda não temperado. As quatro cordas do violino são afinadas em intervalos de quinta (sol, ré, lá, mi).
Algumas técnicas utilizadas mo violino são: legato, martellato, saltando, com sordino, pizzicato, tremolo, sul ponticello, col legno (com a madeira).
A escrita do violino é na clave de sol.
Em italiano se chama violino, em francês violon e no alemão violine ou gêiser.
Viola: sua diferença para o violino é de um sétimo de comprimento e um pouco mais de peso. Sua afinação é uma quinta abaixo da do violino. E sua escrita é na clave de dó na terceira linha.
Em italiano se chama viola, em francês é alto ou viole e no alemão é bratsche.
Violoncelo: é também chamado de cello e suas cordas são afinadas em quintas, soam uma oitava abaixo da viola. Sua extensão é de quase quatro oitavas, as notas mais graves são escritas na clave de fá na quarta linha e as notas mais agudas, na clave de dó na quarta linha até a clave de sol.
Em italiano se chama violoncello, em francês é violoncelle e no alemão é violoncell.
Contrabaixo: também é chamado de baixo e sua afinação é em quartas e os sons escritos são de uma oitava acima dos sons reais (que soam uma oitava abaixo).
Em italiano se chama contrabasso ou violone, em francês é contrabasse e no alemão kontrabass.
Harpa: a harpa moderna possui 47 cordas dispostas por tamanho. O que auxilia o harpista a localizar as cordas é o fato de todas as cordas dó tem a cor vermelha e as de fá são azuis.
No pé esquerdo estão as notas si, dó, ré e no direito as cordas mi, fá, sol e lá.
Cada pedal permiti três posições para variar o som.
Em italiano se chama arpe, no francês harpe e no alemão harfe.
Flauta: instrumento de sopro sem palheta, suas notas são escritas na clave de sol. A flauta pode ser transversa ou doce (vertical). A flauta transversa possuía menos chaves a atual e só entrou para a orquestra em meados do século XVII e no século XVIII já era “febre” nos instrumentos de época.
Um dos efeitos usados é o chamado frulato ou flutter-sound ou ainda flatterzunge, isso significa articular a letra r enquanto sopra.
Em italiano se chama flauto, em francês é flûte e no alemão é flöte.
Flautim: é também conhecido como piccolo (pequeno), seu comprimento é a metade da flauta. A mesma técnica aplicada na flauta é também no flautim. O flautim soa uma oitava acima da flauta e na escrita é representado uma oitava abaixo.
Na orquestra o flautim é tocado pelo segundo ou terceiro flautista quando há indicação na partitura.
Em italiano é flauto piccolo ou somente piccolo, no francês se chama petite flûte e no alemão é kleine flöte.
Numa orquestra pode-se encontrar flautim, flauta, flauta contralto ou de sol e flauta baixo, ou seja, as quatro vozes.
Oboé: instrumento de sopro de palheta dupla, fazendo o oboísta produzir um som anasalado em relação à flauta. É o instrumento de sopro de menor extensão de notas, mas com grande variedade de timbres e estilos de tocar. Sua escrita é na clave de sol.
Em italiano se chama oboe, no francês hautbois e no alemão se chama hoboe.
Corne Inglês: é como se fosse um oboé de maior comprimento, ou seja, um oboé contralto. O som real soa uma quinta abaixo do som escrito na partitura e são conhecidos como instrumentos transpositores. O mesmo dedilhado deste instrumento é aplicado ao oboé, logo, todo oboísta é capaz de tocar corne.
Em italiano é corno inglese, no francês é cor anglais e no alemão é englisches horn.
Clarineta: último instrumento de sopro de palheta simples a incorporar a orquestra. Seu inventor foi Johann Denner no ano de 1690. A clarineta veio do instrumento chamado chalumeau.
A palheta do instrumento é mantida na boquilha pela braçadeira e por parafusos reguláveis.
As clarinetas possuem três tamanhos nas afinações em dó, si bemol e lá (a clarineta em dó caiu em desuso). É também classificado como instrumento transpositor, Poe exemplo, na clarineta em lá as notas devem ser escritas uma terça menor.
A clarineta é o instrumento de sopro de maior extensão de notas, seu registro grave e médio é chamado de registro chalumeau.
Em italiano se chama clarinetto, em francês clarinette e no alemão se chama klarinette.
Clarineta baixo: é duas vezes maior que a clarineta normal, encontrando-se uma oitava abaixo e também possui palheta simples. Quando há indicação na orquestra, é tocada pelo terceiro clarinetista. As notas são escritas uma oitava e um tom acima dos sons reais para facilitar a leitura do instrumentista.
Em italiano se chama clarinetto basso, no francês é clarinette basse e no alemão se chama bassklarinette.
Saxofone: instrumento de sopro criado por um clarinetista belga chamado Adolphe Sax em 1840. Mesmo sendo um instrumento feito de metal, o sax possui palheta simples e um sistema de chaves, que são características das madeiras e não dos metais.
O sax pode ser executado por clarinetistas, como acontece às vezes numa orquestra. Há oito tipos de saxofones, porém os mais usados são: saxofone contralto em mi bemol e o tenor em mi bemol. Atualmente o sax se tornou um dos instrumentos mais usados no jazz.
Em italiano se chama saxofono ou sassofono, no francês é saxophone e no alemão se chama saxophon.
Fagote: instrumento de sopro de palheta dupla, sendo mais curta e mais larga que a do oboé.
Sua escrita é na clave de fá ou de dó na quarta linha. O fagote não é um instrumento transpositor. É popular na orquestra com direto a solos. Ele também funciona como baixo para outros instrumentos.
Em italiano se chama fagotto, no francês é basson e no alemão se chama fagott.
Contrafagote: soa uma oitava abaixo do fagote e toca as notas mais graves do naipe de sopros. Também utiliza palheta dupla.
A parte do contrafagote é escrita uma oitava acima dos sons reais.
Em italiano se chama contrafagotto, no francês é contrebasson e no alemão se chama kontrafagott.
Trompa: instrumento de sopro de metal que passou a fazer parte da orquestra no final do século XVII.
O trompista moderno utiliza a mão esquerda para controlar as três válvulas e a mão direita coloca-se dentro da campânula.
A trompa é um instrumento transpositor, sua parte é escrita uma quinta acima do som real.
Atualmente, é comum usar a trompa dupla combinadas em uma, podendo o executante mudar de uma afinação para outra através de uma quarta válvula.
Em italiano é corno, no francês se chama cor e no alemão horn.
Trompista: é o instrumento de metal mais antigo. Nos tempos mais antigos eram retos e os atuais são dobrados em um formato oblongo e após 1600 fora incorporado à orquestra.
Vários tipos de surdina podem ser usados para variar i seu timbre, fazendo efeitos especiais.
O trompete de orquestra mais usado é em si bemol e é escrito um tom acima do som real.
Em italiano se chama tromba, no francês trompette e no alemão trompete.
Corneta de pistões: instrumento descendente do posto horn. A corneta de pistões foi inventada na França em 1825.
Na orquestra, são instrumentos extras que fazem parte da seção dos metais.
Em italiano se chama cornetto, em francês cornet à pistons e no alemão kornett.
Trombone: instrumento de sopro vindo do trombone medieval chamado de sackbut, que significa “puxe-empurre” e não mudou muito desde essa época.
O mais utilizado é o trombone de vara, mas também existe o trombone de pistões. A vara serve para o trombonista ajustar o som e são sete posições. Também se usa a surdina.
Na orquestra de maior vulto se utiliza três trombones: dois tenores e um baixo, ou tenor-baixo (hoje em dia o baixo fora substituído pelo tenor-baixo).
Os trombones não são instrumentos tranpositores.
Em italiano se chama trombone, no francês trombone e no alemão posaune.
Tuba: instrumento de execução das notas mais graves numa orquestra, reforçando assim, a linha do baixo. A tuba foi criada em 1820, fazendo desta o instrumento mais jovem da seção dos metais.
Há tubas de três a cinco válvulas, as mais usadas são a de tenor ou eufônio em si bemol e a tuba baixo em fá. A tuba também pode utilizar a surdina.
E italiano se chama tuba, no francês tuba, e no alemão tuba.
Tímpanos: é o único tambor capaz de produzir notas de altura definidas através da tensão da pele ou membrana.
Os timpanistas tocam somente tímpanos e o tímpano só foi incorporado à orquestra no século XVII.
Nos tímpanos, pode-se percutir com golpes isolados, rufar e percutir as baquetas alternadas.
Em italiano se chama timpani, em francês timbales e no alemão se chama pauken.
Bombo: é chamado de caixa bombo ou somente bombo, pode ter duas membranas ou uma. Os parafusos servem para a obtenção da melhor ressonância, já que o instrumento não produz nota de altura definida.
Pode-se obter efeitos especiais através de baquetas duras, com vassourinhas de metal ou feixe de varetas de vidoeiro.
Em italiano se chama gran cassa, no francês é grosse caísse e no alemão grosse trommel.
Caixa Clara: instrumento de percussão que possui duas membranas ( a superior é percutida e a inferior em contato com a esteira – segmentos de arame esticado ao longo da membrana inferior).
Toques como rufo, flam e o drag são característicos da caixa clara.
Há também a caixa tenor, sem esteira e com um som mais grave.
A vassourinha de metal também produz efeitos especiais.
Em italiano se chama tamburo militare ou tamburo piccolo, no francês é tambour militaire ou caisse claire e no alemão é kleine trommel.
Pratos: instrumento construído por uma liga de metal e produzem som através de golpes um contra o outro e para abafar o mesmo som que produzem, basta encostar um no outro.
As baquetas usadas podem ser de vassourinhas de metal, a do triângulo e de diversas durezas.
Em italiano se chama piatti, no francês cymbales e no alemão becken.
Glockenspiel: é também conhecido como metalofone, é constituído por 30 placas oblongas de aço e dispostas como um teclado de piano. As baquetas utilizadas são leves e de cabeças de borrachas dura ou mole, madeira ou metal.
Em italiano se chama campanelli, no francês carillon ou jeux de timbres e no alemão é glockenspiel. Sua escrita é na clave de sol.
Xilofone: a palavra “xilofone” vem do grego e significa “sons da madeira”. Ele é parecido com o instrumento anterior, exceto as placas que são de madeira dura. Sua escrita é na clave de sol.
Celesta: é na verdade um glockenspiel com um teclado que lembra um piano de formato pequeno (vertical tipo móvel). As placas são de aço e cada placa possui uma caixa acústica. Seu timbre lembra sinos. Sua escrita é na clave de sol.
Vibrafone: é também parecido com o glockenspiel. Embaixo de cada placa de aço está colocado um tubo ressoador que serve para afinar cada nota da placa. Sua escrita é na cave de sol.
Triângulo: instrumento feito de barras de aço em formato de triângulo executado por uma baqueta de metal com golpes no ângulo superior.
Em italiano é chamado de triangolo, no francês se chama triangle e no alemão é triangel.
Pandeiro: é um pequeno tambor composto de uma membrana e pares de pequenos discos de metal ao redor da borda. O instrumento deve ser agitado fazendo os discos sarem ou ainda com as pontas dos dedos, o punho, as costas da mão ou contra o joelho. Também pode se utilizar a baqueta.
Em italiano é basco, em francês é tambour ou basque e no alemão é chamado de schellentrommel.
Castanholas: instrumento típico da Espanha. Eles são unidos por uma corda fina que é enrolada no polegar e no indicador, percutindo-se um contra o outro produzindo ritmo.
Em italiano é chamada de castagnette, no francês de castagnettes e no alemão de kastagnetten.
Bloco de Madeiras: a madeira do instrumento possui ranhuras laterais o que faz com que produza caixas acústicas. As baquetas utilizadas são as de tambor. Ou xilofone. O bloco chinês produz sons indefinidos.
Carrilhão de Orquestra: são tubos de aço colocados em gradação de comprimentos, o que faz produzir notas de diferentes alturas. São usadas baquetas de madeiras.
Em italiano é campene, no francês cloches, e no alemão glocken.
A ordem dos naipes de uma orquestra é: regente-cordas-madeiras-metais-percussão
O naipe das cordas é como se fosse o coração da orquestra, isso porque mais da metade dos executantes são instrumentistas de cordas.
Fazem parte das cordas: primeiros violinos, segundos violinos, violas, violoncelos, contrabaixos e harpa.
O naipe das madeiras é formado por: flautas, flautim, oboés, corne inglês, clarinetas, clarineta baixo, fagotes e contrafagotes.
Os metais ficam atrás das madeiras para não abafar o som dos metais e das cordas. Os metais são formados por: trompas, trombones, trompetes e tuba.
Fazem parte da percussão: tímpanos, bombo, caixa clara, pratos, triângulos, pandeiros, glockenspiel, xilofone, celesta, carrilhão, castanholas, bloco de madeiras, tantã ou gongo, chicote e maracas.
Cordas
Violino: instrumento de corda não temperado. As quatro cordas do violino são afinadas em intervalos de quinta (sol, ré, lá, mi).
Algumas técnicas utilizadas mo violino são: legato, martellato, saltando, com sordino, pizzicato, tremolo, sul ponticello, col legno (com a madeira).
A escrita do violino é na clave de sol.
Em italiano se chama violino, em francês violon e no alemão violine ou gêiser.
Viola: sua diferença para o violino é de um sétimo de comprimento e um pouco mais de peso. Sua afinação é uma quinta abaixo da do violino. E sua escrita é na clave de dó na terceira linha.
Em italiano se chama viola, em francês é alto ou viole e no alemão é bratsche.
Violoncelo: é também chamado de cello e suas cordas são afinadas em quintas, soam uma oitava abaixo da viola. Sua extensão é de quase quatro oitavas, as notas mais graves são escritas na clave de fá na quarta linha e as notas mais agudas, na clave de dó na quarta linha até a clave de sol.
Em italiano se chama violoncello, em francês é violoncelle e no alemão é violoncell.
Contrabaixo: também é chamado de baixo e sua afinação é em quartas e os sons escritos são de uma oitava acima dos sons reais (que soam uma oitava abaixo).
Em italiano se chama contrabasso ou violone, em francês é contrabasse e no alemão kontrabass.
Harpa: a harpa moderna possui 47 cordas dispostas por tamanho. O que auxilia o harpista a localizar as cordas é o fato de todas as cordas dó tem a cor vermelha e as de fá são azuis.
No pé esquerdo estão as notas si, dó, ré e no direito as cordas mi, fá, sol e lá.
Cada pedal permiti três posições para variar o som.
Em italiano se chama arpe, no francês harpe e no alemão harfe.
Flauta: instrumento de sopro sem palheta, suas notas são escritas na clave de sol. A flauta pode ser transversa ou doce (vertical). A flauta transversa possuía menos chaves a atual e só entrou para a orquestra em meados do século XVII e no século XVIII já era “febre” nos instrumentos de época.
Um dos efeitos usados é o chamado frulato ou flutter-sound ou ainda flatterzunge, isso significa articular a letra r enquanto sopra.
Em italiano se chama flauto, em francês é flûte e no alemão é flöte.
Flautim: é também conhecido como piccolo (pequeno), seu comprimento é a metade da flauta. A mesma técnica aplicada na flauta é também no flautim. O flautim soa uma oitava acima da flauta e na escrita é representado uma oitava abaixo.
Na orquestra o flautim é tocado pelo segundo ou terceiro flautista quando há indicação na partitura.
Em italiano é flauto piccolo ou somente piccolo, no francês se chama petite flûte e no alemão é kleine flöte.
Numa orquestra pode-se encontrar flautim, flauta, flauta contralto ou de sol e flauta baixo, ou seja, as quatro vozes.
Oboé: instrumento de sopro de palheta dupla, fazendo o oboísta produzir um som anasalado em relação à flauta. É o instrumento de sopro de menor extensão de notas, mas com grande variedade de timbres e estilos de tocar. Sua escrita é na clave de sol.
Em italiano se chama oboe, no francês hautbois e no alemão se chama hoboe.
Corne Inglês: é como se fosse um oboé de maior comprimento, ou seja, um oboé contralto. O som real soa uma quinta abaixo do som escrito na partitura e são conhecidos como instrumentos transpositores. O mesmo dedilhado deste instrumento é aplicado ao oboé, logo, todo oboísta é capaz de tocar corne.
Em italiano é corno inglese, no francês é cor anglais e no alemão é englisches horn.
Clarineta: último instrumento de sopro de palheta simples a incorporar a orquestra. Seu inventor foi Johann Denner no ano de 1690. A clarineta veio do instrumento chamado chalumeau.
A palheta do instrumento é mantida na boquilha pela braçadeira e por parafusos reguláveis.
As clarinetas possuem três tamanhos nas afinações em dó, si bemol e lá (a clarineta em dó caiu em desuso). É também classificado como instrumento transpositor, Poe exemplo, na clarineta em lá as notas devem ser escritas uma terça menor.
A clarineta é o instrumento de sopro de maior extensão de notas, seu registro grave e médio é chamado de registro chalumeau.
Em italiano se chama clarinetto, em francês clarinette e no alemão se chama klarinette.
Clarineta baixo: é duas vezes maior que a clarineta normal, encontrando-se uma oitava abaixo e também possui palheta simples. Quando há indicação na orquestra, é tocada pelo terceiro clarinetista. As notas são escritas uma oitava e um tom acima dos sons reais para facilitar a leitura do instrumentista.
Em italiano se chama clarinetto basso, no francês é clarinette basse e no alemão se chama bassklarinette.
Saxofone: instrumento de sopro criado por um clarinetista belga chamado Adolphe Sax em 1840. Mesmo sendo um instrumento feito de metal, o sax possui palheta simples e um sistema de chaves, que são características das madeiras e não dos metais.
O sax pode ser executado por clarinetistas, como acontece às vezes numa orquestra. Há oito tipos de saxofones, porém os mais usados são: saxofone contralto em mi bemol e o tenor em mi bemol. Atualmente o sax se tornou um dos instrumentos mais usados no jazz.
Em italiano se chama saxofono ou sassofono, no francês é saxophone e no alemão se chama saxophon.
Fagote: instrumento de sopro de palheta dupla, sendo mais curta e mais larga que a do oboé.
Sua escrita é na clave de fá ou de dó na quarta linha. O fagote não é um instrumento transpositor. É popular na orquestra com direto a solos. Ele também funciona como baixo para outros instrumentos.
Em italiano se chama fagotto, no francês é basson e no alemão se chama fagott.
Contrafagote: soa uma oitava abaixo do fagote e toca as notas mais graves do naipe de sopros. Também utiliza palheta dupla.
A parte do contrafagote é escrita uma oitava acima dos sons reais.
Em italiano se chama contrafagotto, no francês é contrebasson e no alemão se chama kontrafagott.
Trompa: instrumento de sopro de metal que passou a fazer parte da orquestra no final do século XVII.
O trompista moderno utiliza a mão esquerda para controlar as três válvulas e a mão direita coloca-se dentro da campânula.
A trompa é um instrumento transpositor, sua parte é escrita uma quinta acima do som real.
Atualmente, é comum usar a trompa dupla combinadas em uma, podendo o executante mudar de uma afinação para outra através de uma quarta válvula.
Em italiano é corno, no francês se chama cor e no alemão horn.
Trompista: é o instrumento de metal mais antigo. Nos tempos mais antigos eram retos e os atuais são dobrados em um formato oblongo e após 1600 fora incorporado à orquestra.
Vários tipos de surdina podem ser usados para variar i seu timbre, fazendo efeitos especiais.
O trompete de orquestra mais usado é em si bemol e é escrito um tom acima do som real.
Em italiano se chama tromba, no francês trompette e no alemão trompete.
Corneta de pistões: instrumento descendente do posto horn. A corneta de pistões foi inventada na França em 1825.
Na orquestra, são instrumentos extras que fazem parte da seção dos metais.
Em italiano se chama cornetto, em francês cornet à pistons e no alemão kornett.
Trombone: instrumento de sopro vindo do trombone medieval chamado de sackbut, que significa “puxe-empurre” e não mudou muito desde essa época.
O mais utilizado é o trombone de vara, mas também existe o trombone de pistões. A vara serve para o trombonista ajustar o som e são sete posições. Também se usa a surdina.
Na orquestra de maior vulto se utiliza três trombones: dois tenores e um baixo, ou tenor-baixo (hoje em dia o baixo fora substituído pelo tenor-baixo).
Os trombones não são instrumentos tranpositores.
Em italiano se chama trombone, no francês trombone e no alemão posaune.
Tuba: instrumento de execução das notas mais graves numa orquestra, reforçando assim, a linha do baixo. A tuba foi criada em 1820, fazendo desta o instrumento mais jovem da seção dos metais.
Há tubas de três a cinco válvulas, as mais usadas são a de tenor ou eufônio em si bemol e a tuba baixo em fá. A tuba também pode utilizar a surdina.
E italiano se chama tuba, no francês tuba, e no alemão tuba.
Tímpanos: é o único tambor capaz de produzir notas de altura definidas através da tensão da pele ou membrana.
Os timpanistas tocam somente tímpanos e o tímpano só foi incorporado à orquestra no século XVII.
Nos tímpanos, pode-se percutir com golpes isolados, rufar e percutir as baquetas alternadas.
Em italiano se chama timpani, em francês timbales e no alemão se chama pauken.
Bombo: é chamado de caixa bombo ou somente bombo, pode ter duas membranas ou uma. Os parafusos servem para a obtenção da melhor ressonância, já que o instrumento não produz nota de altura definida.
Pode-se obter efeitos especiais através de baquetas duras, com vassourinhas de metal ou feixe de varetas de vidoeiro.
Em italiano se chama gran cassa, no francês é grosse caísse e no alemão grosse trommel.
Caixa Clara: instrumento de percussão que possui duas membranas ( a superior é percutida e a inferior em contato com a esteira – segmentos de arame esticado ao longo da membrana inferior).
Toques como rufo, flam e o drag são característicos da caixa clara.
Há também a caixa tenor, sem esteira e com um som mais grave.
A vassourinha de metal também produz efeitos especiais.
Em italiano se chama tamburo militare ou tamburo piccolo, no francês é tambour militaire ou caisse claire e no alemão é kleine trommel.
Pratos: instrumento construído por uma liga de metal e produzem som através de golpes um contra o outro e para abafar o mesmo som que produzem, basta encostar um no outro.
As baquetas usadas podem ser de vassourinhas de metal, a do triângulo e de diversas durezas.
Em italiano se chama piatti, no francês cymbales e no alemão becken.
Glockenspiel: é também conhecido como metalofone, é constituído por 30 placas oblongas de aço e dispostas como um teclado de piano. As baquetas utilizadas são leves e de cabeças de borrachas dura ou mole, madeira ou metal.
Em italiano se chama campanelli, no francês carillon ou jeux de timbres e no alemão é glockenspiel. Sua escrita é na clave de sol.
Xilofone: a palavra “xilofone” vem do grego e significa “sons da madeira”. Ele é parecido com o instrumento anterior, exceto as placas que são de madeira dura. Sua escrita é na clave de sol.
Celesta: é na verdade um glockenspiel com um teclado que lembra um piano de formato pequeno (vertical tipo móvel). As placas são de aço e cada placa possui uma caixa acústica. Seu timbre lembra sinos. Sua escrita é na clave de sol.
Vibrafone: é também parecido com o glockenspiel. Embaixo de cada placa de aço está colocado um tubo ressoador que serve para afinar cada nota da placa. Sua escrita é na cave de sol.
Triângulo: instrumento feito de barras de aço em formato de triângulo executado por uma baqueta de metal com golpes no ângulo superior.
Em italiano é chamado de triangolo, no francês se chama triangle e no alemão é triangel.
Pandeiro: é um pequeno tambor composto de uma membrana e pares de pequenos discos de metal ao redor da borda. O instrumento deve ser agitado fazendo os discos sarem ou ainda com as pontas dos dedos, o punho, as costas da mão ou contra o joelho. Também pode se utilizar a baqueta.
Em italiano é basco, em francês é tambour ou basque e no alemão é chamado de schellentrommel.
Castanholas: instrumento típico da Espanha. Eles são unidos por uma corda fina que é enrolada no polegar e no indicador, percutindo-se um contra o outro produzindo ritmo.
Em italiano é chamada de castagnette, no francês de castagnettes e no alemão de kastagnetten.
Bloco de Madeiras: a madeira do instrumento possui ranhuras laterais o que faz com que produza caixas acústicas. As baquetas utilizadas são as de tambor. Ou xilofone. O bloco chinês produz sons indefinidos.
Carrilhão de Orquestra: são tubos de aço colocados em gradação de comprimentos, o que faz produzir notas de diferentes alturas. São usadas baquetas de madeiras.
Em italiano é campene, no francês cloches, e no alemão glocken.
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A História da Música Em Seus Periodos
Nacionalismo,Neoclassicismo e Neolítico
Nacionalismo
A Música Nacionalista marca a segunda metade do século XIX.
Conceito: é considerada música nacionalista quando realmente há elementos que característicos de um povo ou nação, como por exemplo, idioma, folclore, patriotismo, ritmo e caracterização melódica.
Origem: com certeza o nacionalismo já vinha se manifestando com compositores como Chopin, Weber, Haydn e outros, mas só veio de fato, a partir da escola nacionalista russa com o famoso “grupo dos cinco” – Milly Balakireff, Alexandre Borodine, Cesar Cui, Nicolai Rimsky-Korsakoff e Mussorgsky. Esses cinco se basearam no conterrâneo Miguel Glinka, conhecido como “pai da música russa”.
Evolução: o nacionalismo russo acabou por despertar o nacionalismo em outros lugares, como nas nações: tcheca, finlandesa, rumena, norueguesa, húngara, espanhola, inglesa, mexicana, brasileira e norte-americana.
O nacionalismo no Brasil veio tardio, isso ocorreu pela falta de bons músicos da época, os músicos eram “importados” da Europa.
Formas musicais: as formas musicais nacionalistas eram baseadas nas formas antigas de compor, ou seja, suítes, sinfonias, poemas sinfônicos, temas com variação, óperas, rapsódias, concertos, lendas, duos, trios, quartetos , danças, romances, prelúdios e canções.
Compositores: Bedrich Smetana, Jean Sibelius, Georges Enesco, Edward Grieg, Bela Bartok, Zoltán Kodály, Manuel de Falha, Ralph Vaughn Williams, Carlos Chávez, Alexandre Levi, Alberto Nepomuceno, Heitor Villa-Lobos, Charles Ives, Douglas Moore e outros.
Neoclassicismo
O Neoclassicismo vai de 1918 – 1939.
Conceito: a música desta época representa a volta de certos períodos estéticos como o barroco e o classicismo, isso por causa das formas, estruturas e linguagens. Ainda assim, o neoclassicismo não deixa de ser uma arte nova para sua época. No que diz respeita a tonalidade e a textura musical, foram notavelmente ampliadas.
Características: este movimento foi considerado improdutivo quando comparado ao movimento modernista. Era totalmente desprovida de padrões e de linguagens pré-concebidos.
Exemplos de obras neoclassicistas: Sétima Sinfonia de Gustav Mahler, Concerto em estilo antigo de Max Reger, Ariane em Naxos de Richard Strauss e a Sinfonia Clássica de Serge Prokofiev.
Compositores: Ferrucio Busoni, Alfredo Casella, Camile Sain-Saens, César Frank, Vincent D”Indy, Emanuel Chabrier, Gabriel Fauré, Henrique Duparc e também considerado por alguns musicólogos, o alemão Paul Hindemith.
Neolítico
Nota-se a associação da voz ao gesto, do canto aos instrumentos e o estabelecimento de sistemas transmissíveis permitiram que a expressão sonora perdesse seu caráter individual e favorável aos rituais ou às atividades coletivas. Surge a idéia do coletivo.
As iconografias revelam fatos importantes, como por exemplo, uma gravura feminina representando um tocador de flauta ou de arco musical (gruta de Trois Frères, Ariège, c. 10000. a.c.).
As manifestações artísticas encontradas são: pinturas, esculturas e instrumentos encontrados nas sepulturas, que revelam a importância das funções rituais, mágicas, terapêuticas e até mesmo políticas da música.
A relação entre a música e o povo abrange a linguagem dos tambores, simbolismo dos gongos, o caráter mágico do som etc.
As tradições musicais mais antigas são provavelmente as da Mesopotâmia, Egito e da China.
A Música Nacionalista marca a segunda metade do século XIX.
Conceito: é considerada música nacionalista quando realmente há elementos que característicos de um povo ou nação, como por exemplo, idioma, folclore, patriotismo, ritmo e caracterização melódica.
Origem: com certeza o nacionalismo já vinha se manifestando com compositores como Chopin, Weber, Haydn e outros, mas só veio de fato, a partir da escola nacionalista russa com o famoso “grupo dos cinco” – Milly Balakireff, Alexandre Borodine, Cesar Cui, Nicolai Rimsky-Korsakoff e Mussorgsky. Esses cinco se basearam no conterrâneo Miguel Glinka, conhecido como “pai da música russa”.
Evolução: o nacionalismo russo acabou por despertar o nacionalismo em outros lugares, como nas nações: tcheca, finlandesa, rumena, norueguesa, húngara, espanhola, inglesa, mexicana, brasileira e norte-americana.
O nacionalismo no Brasil veio tardio, isso ocorreu pela falta de bons músicos da época, os músicos eram “importados” da Europa.
Formas musicais: as formas musicais nacionalistas eram baseadas nas formas antigas de compor, ou seja, suítes, sinfonias, poemas sinfônicos, temas com variação, óperas, rapsódias, concertos, lendas, duos, trios, quartetos , danças, romances, prelúdios e canções.
Compositores: Bedrich Smetana, Jean Sibelius, Georges Enesco, Edward Grieg, Bela Bartok, Zoltán Kodály, Manuel de Falha, Ralph Vaughn Williams, Carlos Chávez, Alexandre Levi, Alberto Nepomuceno, Heitor Villa-Lobos, Charles Ives, Douglas Moore e outros.
Neoclassicismo
O Neoclassicismo vai de 1918 – 1939.
Conceito: a música desta época representa a volta de certos períodos estéticos como o barroco e o classicismo, isso por causa das formas, estruturas e linguagens. Ainda assim, o neoclassicismo não deixa de ser uma arte nova para sua época. No que diz respeita a tonalidade e a textura musical, foram notavelmente ampliadas.
Características: este movimento foi considerado improdutivo quando comparado ao movimento modernista. Era totalmente desprovida de padrões e de linguagens pré-concebidos.
Exemplos de obras neoclassicistas: Sétima Sinfonia de Gustav Mahler, Concerto em estilo antigo de Max Reger, Ariane em Naxos de Richard Strauss e a Sinfonia Clássica de Serge Prokofiev.
Compositores: Ferrucio Busoni, Alfredo Casella, Camile Sain-Saens, César Frank, Vincent D”Indy, Emanuel Chabrier, Gabriel Fauré, Henrique Duparc e também considerado por alguns musicólogos, o alemão Paul Hindemith.
Neolítico
Nota-se a associação da voz ao gesto, do canto aos instrumentos e o estabelecimento de sistemas transmissíveis permitiram que a expressão sonora perdesse seu caráter individual e favorável aos rituais ou às atividades coletivas. Surge a idéia do coletivo.
As iconografias revelam fatos importantes, como por exemplo, uma gravura feminina representando um tocador de flauta ou de arco musical (gruta de Trois Frères, Ariège, c. 10000. a.c.).
As manifestações artísticas encontradas são: pinturas, esculturas e instrumentos encontrados nas sepulturas, que revelam a importância das funções rituais, mágicas, terapêuticas e até mesmo políticas da música.
A relação entre a música e o povo abrange a linguagem dos tambores, simbolismo dos gongos, o caráter mágico do som etc.
As tradições musicais mais antigas são provavelmente as da Mesopotâmia, Egito e da China.
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A História da Música Em Seus Periodos
Música Concreta
o Dodecafonismo começa no século XX.
Conceito: é baseada numa série indefinida de 12 sons (semitons cromáticos e diatônicos).
Origem: seu grande destaque foi Arnold Schoenberg (austríaco), que recebeu influência doa pintores Wassily Kandinsky, Oscar Kokoschka, Paul Klee, Franz Marc e poetas como Stefan Georges e Richard Dehmel. Era uma arte que confrontava o que se considerava tradicional para a época e isso muitas vezes, resultava num produto artístico até mesmo absurdo.
Segundo Schoenberg, “O músico só pode almejar um objetivo máximo: expressar-se!”. Com base nesse pensamento que desenvolveu a teoria dodecafônica.
O expressionismo musical já dava sinais desde a obra “Tristão e Isolda” de Wagner, onde usava-se um cromatismo avançado para a época. E a partir daí foi desenvolvendo-se.
Características: uso dos doze sons; harmonia atonal; eliminação das consonâncias; tensão constante; atonalidade; destruição do sentido atrativo das notas dissonantes; predomínio melódico e harmônico de intervalos de 7ª, 9ª, aumentados e diminutos; eliminação das repetições; assimetria geral (frases, períodos, incisos, seções e cadências); emprego do contraponto e ritmo assimétrico.
O uso do Dodecafonismo: como já citamos, usa –se uma série de 12 sons qualquer, que resultará na série fundamental. Esta série, todos os sons tem a mesma importância e cada um só pode aparecer uma vez, somente é permitido repeti-lo sucessivamente por extensão. A série fundamental pode ser usada de três maneiras:
1- Retrógrada: de trás para frente,
2- Invertida: ascendente ou descendente,
3- Retrógrada Invertida: de trás para frente, na ordem da inversão.
Nestas séries são usadas ritmos assimétricos e a passagem de uma série a outra possui o mesmo sentido que a modulação no sistema tonal.
Formas cultivadas: as formas barrocas, clássicas e românticas continuam e surge a Sinfonia de Câmara : sinfonia aplicada à Orquestra de Câmara, é caracterizada pelo número reduzido de instrumentos na execução.
Principais compositores: Arnold Schoenberg, Alban Berg e Anton Webern. Compositores parcialmente dodecafonistas: Igor Stravinsky, Luigi Dallapiccola, Ernst Krenek, Bernard Zimmermann, Ludwing Zenk, Hanns Jelinet, Hanns Joaquim Koellreuter.
Serialismo Integral: é uma extensão do dodecafonismo, além dos 12 sons, aplicou-se a serialização aos demais elementos estruturais (altura, valores ou duração, intensidades e timbres) da composição musical. Os compositores de destaque são: Pierre Boulez, Luigi Nono e Karlheinz Stockhausen.
Conceito: é baseada numa série indefinida de 12 sons (semitons cromáticos e diatônicos).
Origem: seu grande destaque foi Arnold Schoenberg (austríaco), que recebeu influência doa pintores Wassily Kandinsky, Oscar Kokoschka, Paul Klee, Franz Marc e poetas como Stefan Georges e Richard Dehmel. Era uma arte que confrontava o que se considerava tradicional para a época e isso muitas vezes, resultava num produto artístico até mesmo absurdo.
Segundo Schoenberg, “O músico só pode almejar um objetivo máximo: expressar-se!”. Com base nesse pensamento que desenvolveu a teoria dodecafônica.
O expressionismo musical já dava sinais desde a obra “Tristão e Isolda” de Wagner, onde usava-se um cromatismo avançado para a época. E a partir daí foi desenvolvendo-se.
Características: uso dos doze sons; harmonia atonal; eliminação das consonâncias; tensão constante; atonalidade; destruição do sentido atrativo das notas dissonantes; predomínio melódico e harmônico de intervalos de 7ª, 9ª, aumentados e diminutos; eliminação das repetições; assimetria geral (frases, períodos, incisos, seções e cadências); emprego do contraponto e ritmo assimétrico.
O uso do Dodecafonismo: como já citamos, usa –se uma série de 12 sons qualquer, que resultará na série fundamental. Esta série, todos os sons tem a mesma importância e cada um só pode aparecer uma vez, somente é permitido repeti-lo sucessivamente por extensão. A série fundamental pode ser usada de três maneiras:
1- Retrógrada: de trás para frente,
2- Invertida: ascendente ou descendente,
3- Retrógrada Invertida: de trás para frente, na ordem da inversão.
Nestas séries são usadas ritmos assimétricos e a passagem de uma série a outra possui o mesmo sentido que a modulação no sistema tonal.
Formas cultivadas: as formas barrocas, clássicas e românticas continuam e surge a Sinfonia de Câmara : sinfonia aplicada à Orquestra de Câmara, é caracterizada pelo número reduzido de instrumentos na execução.
Principais compositores: Arnold Schoenberg, Alban Berg e Anton Webern. Compositores parcialmente dodecafonistas: Igor Stravinsky, Luigi Dallapiccola, Ernst Krenek, Bernard Zimmermann, Ludwing Zenk, Hanns Jelinet, Hanns Joaquim Koellreuter.
Serialismo Integral: é uma extensão do dodecafonismo, além dos 12 sons, aplicou-se a serialização aos demais elementos estruturais (altura, valores ou duração, intensidades e timbres) da composição musical. Os compositores de destaque são: Pierre Boulez, Luigi Nono e Karlheinz Stockhausen.
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A História da Música Em Seus Periodos
Impressionismo,Mesopotâmia e Modernismo
Impressionismo
o impressionismo musical abrange a segunda metade do século XIX.
Conceito: música de pouca extensão, baseada nas escalas pentáfonas, hexáfonas e outras de origem oriental, e harmonias exóticas que dão indefinição na obra. É semelhante à pintura, há sutileza e sensibilidade.
Origem: o impressionismo veio da pintura com Monet e Renoir, por exemplo, e na literatura com Malarmé e Verlaine. O compositor de destaque foi Claude Debussy. Suas primeiras obras eram vagas, técnicas descontínuas e aspectos contrários ao classicismo e romantismo. Á princípio, a nova arte estava sujeita à rejeição, porém Debussy teve seu reconhecimento ainda em vida e compositores como Maurice Ravel e Frederick Delius o tiveram como base.
Características: sentido vago e indefinido, escalas pentáfonas, hexáfonas, modais e orientais (já citadas), tonalidade com flexão para o exotismo harmônico, uso dos intervalos compostos, bitonalidades e impressão sensitiva constante.
Formas musicais: as formas gerais do romantismo continuaram e surgiram outras, veja:
Drama Lírico: foi iniciado com Wagner e é na verdade o que conhecemos por ópera, exceto a eliminação das árias. É continuamente sinfônica.
Arabesque: são peças instrumentais com a intenção de imprimir alguma sensação ou mesmo de imitar, à moda árabe, uma melodia incisiva e pode conter ou não ornamentos.
Bolero: dança típica espanhola, em compasso ternário e ritmos marcados por castanholas.
Compositores: Claude Achile Debussy, Frederick Delius, Charles Griffes, Maurice Ravel, Charles Loeffler e Qttorino Respighi
Mesopotâmia
A Ásia ocidental, durante milênios, foi provavelmente o primeiro foco intenso de cultura.
Nessa época há o surgimento precoce da pedra polida, da cultura de cereais, da criação de carneiro, da cerâmica, da escrita, metalurgia...
As iconografias revelam instrumentos como: cítara ou harpa da Suméria, harpistas babilônios, o zigurate de Agarkuf, Estela de Gudea e alaudista babilônico.
As representações de cenas musicais mostram uma arte de muito bom gosto, eles faziam uso de flautas de prata e de cana, da harpa, lira (de cinco a onze cordas), de um alaúde de braço comprido, do timpanão (harpa elemita de cordas percutidas – ancestral do piano) e de címbalos.
Textos encontrados revelam a prática do canto acompanhado de instrumentos.
Os assírios deixam provas que a função social da música é símbolo de poder, respeito e vitória. Os músicos ficavam logo após os reis e deuses, e em tempos de massacres, os músicos eram poupados.
Nessa época vale lembrar a participação das mulheres tanto como cantoras como instrumentistas.
De acordo com Roland de Candé, as tradições musicais sumero-babilônicas e assírias irradiam-se para a Síria e a Fenícias, de onde fecundaram as músicas egípcias, cretinse e dos povos da Ásia menor (frígios e lídios) e os gregos mais tarde sofrem essa influência.
Modernismo
o modernismo marca a primeira metade do século XX.
Origem: é uma reação a qualquer tipo de música composta desde a antiguidade até Debussy.
Conceito: o modernismo representa uma ruptura com os padrões da tonalidade e estéticos antigos, fazendo surgir a expressividade individualista, com caminhos livres e possibilidades que concernem somente o compositor.
Características: é uma continuação do nacionalismo, faz uso do expressionismo dodecafônico-serial e linguagens atonais isoladas, escalas de tons inteiros, ampliação da gama de acordes, o uso de intervalos compostos, e renovação no campo harmônico, melódico e rítmico.
o impressionismo musical abrange a segunda metade do século XIX.
Conceito: música de pouca extensão, baseada nas escalas pentáfonas, hexáfonas e outras de origem oriental, e harmonias exóticas que dão indefinição na obra. É semelhante à pintura, há sutileza e sensibilidade.
Origem: o impressionismo veio da pintura com Monet e Renoir, por exemplo, e na literatura com Malarmé e Verlaine. O compositor de destaque foi Claude Debussy. Suas primeiras obras eram vagas, técnicas descontínuas e aspectos contrários ao classicismo e romantismo. Á princípio, a nova arte estava sujeita à rejeição, porém Debussy teve seu reconhecimento ainda em vida e compositores como Maurice Ravel e Frederick Delius o tiveram como base.
Características: sentido vago e indefinido, escalas pentáfonas, hexáfonas, modais e orientais (já citadas), tonalidade com flexão para o exotismo harmônico, uso dos intervalos compostos, bitonalidades e impressão sensitiva constante.
Formas musicais: as formas gerais do romantismo continuaram e surgiram outras, veja:
Drama Lírico: foi iniciado com Wagner e é na verdade o que conhecemos por ópera, exceto a eliminação das árias. É continuamente sinfônica.
Arabesque: são peças instrumentais com a intenção de imprimir alguma sensação ou mesmo de imitar, à moda árabe, uma melodia incisiva e pode conter ou não ornamentos.
Bolero: dança típica espanhola, em compasso ternário e ritmos marcados por castanholas.
Compositores: Claude Achile Debussy, Frederick Delius, Charles Griffes, Maurice Ravel, Charles Loeffler e Qttorino Respighi
Mesopotâmia
A Ásia ocidental, durante milênios, foi provavelmente o primeiro foco intenso de cultura.
Nessa época há o surgimento precoce da pedra polida, da cultura de cereais, da criação de carneiro, da cerâmica, da escrita, metalurgia...
As iconografias revelam instrumentos como: cítara ou harpa da Suméria, harpistas babilônios, o zigurate de Agarkuf, Estela de Gudea e alaudista babilônico.
As representações de cenas musicais mostram uma arte de muito bom gosto, eles faziam uso de flautas de prata e de cana, da harpa, lira (de cinco a onze cordas), de um alaúde de braço comprido, do timpanão (harpa elemita de cordas percutidas – ancestral do piano) e de címbalos.
Textos encontrados revelam a prática do canto acompanhado de instrumentos.
Os assírios deixam provas que a função social da música é símbolo de poder, respeito e vitória. Os músicos ficavam logo após os reis e deuses, e em tempos de massacres, os músicos eram poupados.
Nessa época vale lembrar a participação das mulheres tanto como cantoras como instrumentistas.
De acordo com Roland de Candé, as tradições musicais sumero-babilônicas e assírias irradiam-se para a Síria e a Fenícias, de onde fecundaram as músicas egípcias, cretinse e dos povos da Ásia menor (frígios e lídios) e os gregos mais tarde sofrem essa influência.
Modernismo
o modernismo marca a primeira metade do século XX.
Origem: é uma reação a qualquer tipo de música composta desde a antiguidade até Debussy.
Conceito: o modernismo representa uma ruptura com os padrões da tonalidade e estéticos antigos, fazendo surgir a expressividade individualista, com caminhos livres e possibilidades que concernem somente o compositor.
Características: é uma continuação do nacionalismo, faz uso do expressionismo dodecafônico-serial e linguagens atonais isoladas, escalas de tons inteiros, ampliação da gama de acordes, o uso de intervalos compostos, e renovação no campo harmônico, melódico e rítmico.
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A História da Música Em Seus Periodos
Hebreus e India
Hebreus
A principal fonte de documentação dessa época é a bíblica. Nela pode-se encontrar referências a instrumentos, a função social da música, os costumes musicais populares e cerimônias. Não é encontrado estilo ou sistema musical adotado pelo povo hebreu.
Ao longo dos anos e estudos sobre esses salmos encontrados na bíblia pode se concluir que os instrumentos usados foram: kinnor (cítara ou harpa-cítara), ugab (sopro), kinnoroth, tipim no plural e toph no singular (ambos pandeiros), tupim, meholoth (sistros), chofar (trompa ou corneta de chifre de carneiro), haçoceroth (trombetas de prata), nebel (harpa ou alaúde?), halil (flauta ou oboé), schalish (triângulo?), keren (“corno” parecido com o chofar hebreu), sumponiah (talvez uma cornamusa), de origem frigia ou egéia (na Itália meridional era a zampogna), kathros e sabekah (liras ou cítaras), pesantherin (saltérios), mashrôkitah (flauta semelhante ao halil) e sabecho (schalisch ou triângulo).
É também citado o efeito terapêutico da música para a cura de males. Há também danças, cantos e acompanhamento de instrumentos.
O kinnor (já mencionado) é um instrumento de sedução das prostitutas de Tino. A música é condenada em Tino quando apresenta símbolos de luxo e de depravação.
Segundo De Cande, a partir do século IX, as desordens internas, as influências estrangeiras favorecidas pelas guerras e pelo desenvolvimento do comércio tinham feito degenerar a tradição musical dos hebreus.
Ezequiel e Isaías propagavam que a música estava associada à idéia do mal. “Os perversos são felizes porque cantam ao som dos instrumentos de sopro, cordas e percussão”.
Há relatos dos coros com a técnica do canto alternado durante a cerimônia da consagração dos muros de Jerusalém.
Os cargos dos músicos eram familiares ou tubais (nepotismo) e os filhos eram regidos pelos pais, sob a direção do rei.
Índia
Certas fontes mostram que hinos védicos (a partir de 1300 a.c.) se referem a uma passado já remoto, e segundo a lenda, o deus Schiva teria ensinado a música aos homens seis mil anos antes da nossa era.
A maior parte da música dos hebreus encontra-se na Bíblia. Os salmos eram os principais cantos sacros atribuídos à David, músico e um dos chefes do exército israelita. O canto dos salmos passou do culto israelita para o cristão e Santo Ambrósio com muita influência na música litúrgica, adaptou-os mais tarde à música católica.
O Cshofar era um instrumento de sopro fabricado com um chifre em espiral e era reservado ao culto. De origem egípcia, usavam trompas, flautas e pandeiros. E de origem árabe, usaram pratos em metal.
A principal fonte de documentação dessa época é a bíblica. Nela pode-se encontrar referências a instrumentos, a função social da música, os costumes musicais populares e cerimônias. Não é encontrado estilo ou sistema musical adotado pelo povo hebreu.
Ao longo dos anos e estudos sobre esses salmos encontrados na bíblia pode se concluir que os instrumentos usados foram: kinnor (cítara ou harpa-cítara), ugab (sopro), kinnoroth, tipim no plural e toph no singular (ambos pandeiros), tupim, meholoth (sistros), chofar (trompa ou corneta de chifre de carneiro), haçoceroth (trombetas de prata), nebel (harpa ou alaúde?), halil (flauta ou oboé), schalish (triângulo?), keren (“corno” parecido com o chofar hebreu), sumponiah (talvez uma cornamusa), de origem frigia ou egéia (na Itália meridional era a zampogna), kathros e sabekah (liras ou cítaras), pesantherin (saltérios), mashrôkitah (flauta semelhante ao halil) e sabecho (schalisch ou triângulo).
É também citado o efeito terapêutico da música para a cura de males. Há também danças, cantos e acompanhamento de instrumentos.
O kinnor (já mencionado) é um instrumento de sedução das prostitutas de Tino. A música é condenada em Tino quando apresenta símbolos de luxo e de depravação.
Segundo De Cande, a partir do século IX, as desordens internas, as influências estrangeiras favorecidas pelas guerras e pelo desenvolvimento do comércio tinham feito degenerar a tradição musical dos hebreus.
Ezequiel e Isaías propagavam que a música estava associada à idéia do mal. “Os perversos são felizes porque cantam ao som dos instrumentos de sopro, cordas e percussão”.
Há relatos dos coros com a técnica do canto alternado durante a cerimônia da consagração dos muros de Jerusalém.
Os cargos dos músicos eram familiares ou tubais (nepotismo) e os filhos eram regidos pelos pais, sob a direção do rei.
Índia
Certas fontes mostram que hinos védicos (a partir de 1300 a.c.) se referem a uma passado já remoto, e segundo a lenda, o deus Schiva teria ensinado a música aos homens seis mil anos antes da nossa era.
A maior parte da música dos hebreus encontra-se na Bíblia. Os salmos eram os principais cantos sacros atribuídos à David, músico e um dos chefes do exército israelita. O canto dos salmos passou do culto israelita para o cristão e Santo Ambrósio com muita influência na música litúrgica, adaptou-os mais tarde à música católica.
O Cshofar era um instrumento de sopro fabricado com um chifre em espiral e era reservado ao culto. De origem egípcia, usavam trompas, flautas e pandeiros. E de origem árabe, usaram pratos em metal.
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A História da Música Em Seus Periodos
Dodecafonismo e Egito
Dodecafonismo
o Dodecafonismo começa no século XX.
Conceito: é baseada numa série indefinida de 12 sons (semitons cromáticos e diatônicos).
Origem: seu grande destaque foi Arnold Schoenberg (austríaco), que recebeu influência doa pintores Wassily Kandinsky, Oscar Kokoschka, Paul Klee, Franz Marc e poetas como Stefan Georges e Richard Dehmel. Era uma arte que confrontava o que se considerava tradicional para a época e isso muitas vezes, resultava num produto artístico até mesmo absurdo.
Segundo Schoenberg, “O músico só pode almejar um objetivo máximo: expressar-se!”. Com base nesse pensamento que desenvolveu a teoria dodecafônica.
O expressionismo musical já dava sinais desde a obra “Tristão e Isolda” de Wagner, onde usava-se um cromatismo avançado para a época. E a partir daí foi desenvolvendo-se.
Características: uso dos doze sons; harmonia atonal; eliminação das consonâncias; tensão constante; atonalidade; destruição do sentido atrativo das notas dissonantes; predomínio melódico e harmônico de intervalos de 7ª, 9ª, aumentados e diminutos; eliminação das repetições; assimetria geral (frases, períodos, incisos, seções e cadências); emprego do contraponto e ritmo assimétrico.
O uso do Dodecafonismo: como já citamos, usa –se uma série de 12 sons qualquer, que resultará na série fundamental. Esta série, todos os sons tem a mesma importância e cada um só pode aparecer uma vez, somente é permitido repeti-lo sucessivamente por extensão. A série fundamental pode ser usada de três maneiras:
1- Retrógrada: de trás para frente,
2- Invertida: ascendente ou descendente,
3- Retrógrada Invertida: de trás para frente, na ordem da inversão.
Nestas séries são usadas ritmos assimétricos e a passagem de uma série a outra possui o mesmo sentido que a modulação no sistema tonal.
Formas cultivadas: as formas barrocas, clássicas e românticas continuam e surge a Sinfonia de Câmara : sinfonia aplicada à Orquestra de Câmara, é caracterizada pelo número reduzido de instrumentos na execução.
Principais compositores: Arnold Schoenberg, Alban Berg e Anton Webern. Compositores parcialmente dodecafonistas: Igor Stravinsky, Luigi Dallapiccola, Ernst Krenek, Bernard Zimmermann, Ludwing Zenk, Hanns Jelinet, Hanns Joaquim Koellreuter.
Serialismo Integral: é uma extensão do dodecafonismo, além dos 12 sons, aplicou-se a serialização aos demais elementos estruturais (altura, valores ou duração, intensidades e timbres) da composição musical. Os compositores de destaque são: Pierre Boulez, Luigi Nono e Karlheinz Stockhausen.
Egito
Nesse período têm-se registros de uma estatueta de dançarina, arte coreografada. A prova documentada musical é uma placa de xisto esculpida representando dançarinos mascarados tocando flauta.
Um relevo mural mostra cantores, harpista, tocador de flauta longa. A música neste período tinha função mais doméstica do que religiosa, é mostrado também danças que eram executadas para os faraós.
Na mesma época foram construídas as grandes pirâmides e a música faraônica se fixa enquanto a civilização sumeriana se aproxima de seu declínio.
Os principais instrumentos do Egito antigo foram: harpa ou baint, cítara ou lira, alaúde ou pandora, flauta, trompete, sistro ( não confundir com cistre), crótalos, tambores e o órgão hidráulico. Veja:
Harpa ou baint: ao longo do Antigo, Médio e Novo Império sofreu alteração quanto ao tamanho. O número de cordas passou de sete para vinte e dois.
Cítara ou lira: tocada por um plectro e seu número de cordas vai de cinco a dezoito.
Alaúde ou pandeiro: único instrumento de braço utilizado no Egito com três ou quatro cordas e era tocado também por um plectro.
Flauta: havia dois tipos, a flauta como conhecemos ou um instrumento de palheta dupla e cilíndrico como a flauta ou cônico como o oboé.
Trompete: curto e de furação cônica.
Sistro: era como a harpa e havia dois tipos, o sakhm (espécie de chocalho refinado) e o saischschit (parecido com o anterior, porém sem os anéis). Hoje, o sistro é classificado como instrumento de percussão.
Crótalos: era utilizado aos pares como as castanholas. Os primeiros foram feitos de madeira, em seguida em marfim e por último, em metal.
Tambores: existiu de madeira, barro cozido, de pele (como o pandeiro) etc.
Órgão Hidráulico: instrumento que apareceu tardiamente no Egito e não é verdadeiramente autóctone. Seu inventor foi um grego de Alexandria.
A iconografia egípcia revela freqüentemente os músicos ajoelhados diante de seus amos e vestidos como escravos. Situação subalterna contrária da Mesopotâmia e na China, onde os músicos eram muito valorizados.
Os elementos estrangeiros à música provocam uma reação, um tanto quanto hostil da parte dos sacerdotes, que imediatamente é passado às crianças uma imagem negativa fazendo com que estas desprezem uma arte exercida pelos “escravos e prostitutas”.
O Egito da baixa época é objeto de conquista Líbia, etíope, assíria (com infiltrações jônicas) e persa. E começa uma longa dominação estrangeira, e mesmo assim, a autonomia cultural do Egito resistiu às influências estrangeiras da baixa época, porém não à hegemonia greco-romana.
A conquista Macedônia provoca o fim da civilização egípcia que não se recuperará antes de nossos dias.
o Dodecafonismo começa no século XX.
Conceito: é baseada numa série indefinida de 12 sons (semitons cromáticos e diatônicos).
Origem: seu grande destaque foi Arnold Schoenberg (austríaco), que recebeu influência doa pintores Wassily Kandinsky, Oscar Kokoschka, Paul Klee, Franz Marc e poetas como Stefan Georges e Richard Dehmel. Era uma arte que confrontava o que se considerava tradicional para a época e isso muitas vezes, resultava num produto artístico até mesmo absurdo.
Segundo Schoenberg, “O músico só pode almejar um objetivo máximo: expressar-se!”. Com base nesse pensamento que desenvolveu a teoria dodecafônica.
O expressionismo musical já dava sinais desde a obra “Tristão e Isolda” de Wagner, onde usava-se um cromatismo avançado para a época. E a partir daí foi desenvolvendo-se.
Características: uso dos doze sons; harmonia atonal; eliminação das consonâncias; tensão constante; atonalidade; destruição do sentido atrativo das notas dissonantes; predomínio melódico e harmônico de intervalos de 7ª, 9ª, aumentados e diminutos; eliminação das repetições; assimetria geral (frases, períodos, incisos, seções e cadências); emprego do contraponto e ritmo assimétrico.
O uso do Dodecafonismo: como já citamos, usa –se uma série de 12 sons qualquer, que resultará na série fundamental. Esta série, todos os sons tem a mesma importância e cada um só pode aparecer uma vez, somente é permitido repeti-lo sucessivamente por extensão. A série fundamental pode ser usada de três maneiras:
1- Retrógrada: de trás para frente,
2- Invertida: ascendente ou descendente,
3- Retrógrada Invertida: de trás para frente, na ordem da inversão.
Nestas séries são usadas ritmos assimétricos e a passagem de uma série a outra possui o mesmo sentido que a modulação no sistema tonal.
Formas cultivadas: as formas barrocas, clássicas e românticas continuam e surge a Sinfonia de Câmara : sinfonia aplicada à Orquestra de Câmara, é caracterizada pelo número reduzido de instrumentos na execução.
Principais compositores: Arnold Schoenberg, Alban Berg e Anton Webern. Compositores parcialmente dodecafonistas: Igor Stravinsky, Luigi Dallapiccola, Ernst Krenek, Bernard Zimmermann, Ludwing Zenk, Hanns Jelinet, Hanns Joaquim Koellreuter.
Serialismo Integral: é uma extensão do dodecafonismo, além dos 12 sons, aplicou-se a serialização aos demais elementos estruturais (altura, valores ou duração, intensidades e timbres) da composição musical. Os compositores de destaque são: Pierre Boulez, Luigi Nono e Karlheinz Stockhausen.
Egito
Nesse período têm-se registros de uma estatueta de dançarina, arte coreografada. A prova documentada musical é uma placa de xisto esculpida representando dançarinos mascarados tocando flauta.
Um relevo mural mostra cantores, harpista, tocador de flauta longa. A música neste período tinha função mais doméstica do que religiosa, é mostrado também danças que eram executadas para os faraós.
Na mesma época foram construídas as grandes pirâmides e a música faraônica se fixa enquanto a civilização sumeriana se aproxima de seu declínio.
Os principais instrumentos do Egito antigo foram: harpa ou baint, cítara ou lira, alaúde ou pandora, flauta, trompete, sistro ( não confundir com cistre), crótalos, tambores e o órgão hidráulico. Veja:
Harpa ou baint: ao longo do Antigo, Médio e Novo Império sofreu alteração quanto ao tamanho. O número de cordas passou de sete para vinte e dois.
Cítara ou lira: tocada por um plectro e seu número de cordas vai de cinco a dezoito.
Alaúde ou pandeiro: único instrumento de braço utilizado no Egito com três ou quatro cordas e era tocado também por um plectro.
Flauta: havia dois tipos, a flauta como conhecemos ou um instrumento de palheta dupla e cilíndrico como a flauta ou cônico como o oboé.
Trompete: curto e de furação cônica.
Sistro: era como a harpa e havia dois tipos, o sakhm (espécie de chocalho refinado) e o saischschit (parecido com o anterior, porém sem os anéis). Hoje, o sistro é classificado como instrumento de percussão.
Crótalos: era utilizado aos pares como as castanholas. Os primeiros foram feitos de madeira, em seguida em marfim e por último, em metal.
Tambores: existiu de madeira, barro cozido, de pele (como o pandeiro) etc.
Órgão Hidráulico: instrumento que apareceu tardiamente no Egito e não é verdadeiramente autóctone. Seu inventor foi um grego de Alexandria.
A iconografia egípcia revela freqüentemente os músicos ajoelhados diante de seus amos e vestidos como escravos. Situação subalterna contrária da Mesopotâmia e na China, onde os músicos eram muito valorizados.
Os elementos estrangeiros à música provocam uma reação, um tanto quanto hostil da parte dos sacerdotes, que imediatamente é passado às crianças uma imagem negativa fazendo com que estas desprezem uma arte exercida pelos “escravos e prostitutas”.
O Egito da baixa época é objeto de conquista Líbia, etíope, assíria (com infiltrações jônicas) e persa. E começa uma longa dominação estrangeira, e mesmo assim, a autonomia cultural do Egito resistiu às influências estrangeiras da baixa época, porém não à hegemonia greco-romana.
A conquista Macedônia provoca o fim da civilização egípcia que não se recuperará antes de nossos dias.
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A História da Música Em Seus Periodos
Classicismo
Razão e ciência estão de volta no século XVIII na Europa. O ser humano mais uma vez quer explicações racionais sobre a ciência, física e tudo o que acontece a sua volta. Nessa época, há destaque para as descobertas do físico Isaac Newton a respeito da gravitação universal, e a pesquisa científica como explicação sobre os fenômenos da natureza. Perde força as crenças divinas e mais uma vez a fé é contestada pela razão.
Os filósofos que marcam o período são: Descartes, Voltaire, Diderot, Rousseau e Montesquieu. Todos esses usam a razão como ponto de partida para seus trabalhos. A razão é comparada como a luz interior. O conceito que valoriza o conhecimento científico e racional ficou conhecido como iluminismo.
Diderot e Alembert publicaram enciclopédias, principais expressões do iluminismo e continham conhecimentos filosóficos e científicos de sua época.
A postura iluminista abrange três conceitos: razão, natureza e verdade.
Os salões aristocráticos do mesmo século foram invadidos por jornais e panfletos editados.
A Música Clássica
As pessoas usam o termo “música clássica” se referindo na categoria popular ou clássica, mas para os entendidos do assunto, “Clássico” com C maiúsculo indica o período, que é Clássico.
A palavra “clássico” vem do latim classicus que indica um ser da mais alta classe ou de primeira classe.
O estilo clássico dá sinais nos últimos anos do barroco. A trio-sonata barroca gradualmente é substituída pela sonata clássica, e a abertura italiana transforma-se na sinfonia clássica.
O final do período clássico é marcado com a morte de Beethoven (1827).
A primeira fase é marcada pelo estilo galante, amável e cortês com o objetivo de agradar o ouvinte. Depois passa ao estilo clássico, com graça e beleza.
A orquestra a princípio, conservou o cravo contínuo, mas com o tempo caiu em desuso e instrumentos de sopro passaram a ser mais utilizados. Na primeira parte do período, as orquestras ainda eram pequenas com a formação variável: uma base de cordas acrescidas de duas trompas e um ou duas flautas, ou dois oboés. Logo, os compositores passaram a usar juntas as flautas e os oboés, além de incluírem um ou dois fagotes, e às vezes, um ou dois fagotes e, em certas ocasiões, dois trompetes e um par de tímpanos. As clarinetas passaram a ter seu lugar certo já no final do século XVIII, quando as madeiras se tornam uma seção independente dentro da orquestra.
Predomina mais a música instrumental do que a vocal. Muitas escritas para o pianoforte ou “piano” na forma abreviada. O pianoforte foi inventado em 1698, por um italiano chamado Bartolomeu Cristofori, que por volta de 1700, já havia concluído a fabricação de pelo menos um desses instrumentos. Ele o chamou de gravicembalo col piano e forte , ou seja, “cravo com suave e forte”. No cravo, as cordas eram tangidas e no piano são batidas por martelos, podendo ser suaves ou fortes, depende da força que o pianista coloca nas teclas. Também podiam usar o legato e o staccato.
O “baixo de Alberti” foi muito usado por compositores nessa época e consistia em harmonias simples e repetidas na mão esquerda e na direita a linha melódica se desenvolvendo.
A música clássica começa na segunda metade do século XVIII e foi definida como “arte pura”, com linhas perfeitas, conteúdo bem definido, coesão nas idéias, exibi claridade e beleza. É uma época oposta ao Barroco onde predominava a imperfeição e livre do aspecto religioso, ela alcança o belo absoluto.
A música no classicismo é livre tanto da intenção religiosa quanto popular ou da intenção de trabalho....o ideal estético agora é outro, é a elevação e desprendimento do espírito. A música é como um espelho, e reflete a alma.
Características técnicas do período: uso total do sistema tonal; mesmo com as obras vocais como a ópera, a missa, o oratório e a canção, houve a atenção predominante para a música instrumental ou chamada de pura; abandono gradual da polifonia; uso e firmamento da melodia acompanhada; abandono do baixo contínuo; atenção ao virtuosismo vocal e instrumental; a gama de instrumentos aumentam com o surgimento do piano e instrumentos na orquestra como flauta, clarineta, trompa, trombone, celo e contrabaixo; perfeição de estruturas; coerência entre as idéias principais (temas) e seus derivados (desenvolvimentos); uso da cadência perfeita (V-I) ou (IV-V-I) esta última é chamada de clássica direta e menos uso dos ornamentos, os trinados, por exemplo, eram geralmente colocados na complementação de períodos ou seções. Maior variedade e contraste numa peça (tonalidades, melodias, ritmos, dinâmica e timbres variados) e as melodias são mais curtas do que no barroco.
Principais formas musicais:
Sonata: primeiramente surgiu com a intenção de ser somente tocada ou suonada e depois como forma musical, veio se desenvolvendo desde o século XVI, era confundida com as suítes, isso porque a forma sonata utilizava os movimentos de dança na sua estrutura antes de tomar um vulto maior. Durante os séculos XVII e XVIII eram notáveis dois tipos desta forma de maior complexidade, a Sonata de Câmera ( Sonata de câmara ou salão) que seguia os moldes da Suíte e a Sonata da Chiesa (Sonata da Igreja) que nos lugares dos tempos de dança eram introduzidos os andamentos.
Em meados do século XVIII a sonata toma uma forma que se destacou das demais formas de sua época. Como foi citado, uso de andamentos em vez de tempos de dança, por exemplo: alemanda virou andamento rápido; sarabanda virou andamento lento; minueto virou minueto ou scherzo e giga virou andamento rápido final.
O plano tonal das sonatas clássicas e românticas era: 1ºmovimento (tonalidade principal); 2ºmovimento (tonalidade vizinha); 3ºmovimento (tonalidade vizinha – caso haja somente três movimentos, aí será na tonalidade principal) e 4º movimento (tonalidade principal).
A sonata primeiramente era monotemática (único tema para cada movimento) e no período clássico, um dos movimentos era sobre dois temas, normalmente no allegro, fazendo surgir a estrutura bitemática. Com Beethoven e com os compositores modernos surge a forma cíclica, abordando um tema ou mais e os mesmos sempre se repetem em todos os movimentos.
Os compassos e ritmos são indefinidos e compostos para obras de um ou um grupo reduzido de instrumentos (2-3-4-5- etc).
Exemplo de estrutura formal de uma sonata com dois temas:
Allegro: 1º - Masculino, de caráter mais rítmico. Na tônica do tom principal, o primeiro tema passa diretamente ao segundo movimento sem auxílio da ponte.
2º - Movimento, de caráter mais melódico. Geralmente na dominante do tom principal ou num outro tom vizinho.
No desenvolvimento, pode estar modulando para tons afastados.
A reexposição volta ao tom principal.
Lento: geralmente monotemático, em forma de canção, tema com variações, rondó ou outras. No lugar do lento pode estar outro que lhe seja equivalente como grave, lento, adagio ou andante. Pode estar na forma simples de uma canção, tema com variação, rondó ou ainda outras.
Minueto ou Scherzo: segue a estrutura vista no período anterior. O scherzo significa brincadeira ou diversão, é um minueto com andamento acelerado. O compasso continua ternário, mas às vezes aparece o binário.
Rondó ou Tempo Vivo Final: é um movimento de estrutura variável, geralmente aparece na forma do rondó ou no allegro do 1º movimento ou ainda aparecer como fuga, tema e variação e outras.
Sonata contemporânea
É muito usada atualmente, porém conserva raízes antigas como: aspecto instrumental; denominação dos movimentos por andamentos, alguns compositores trocam pelo nome de ritmos populares, folclóricos ou coisa parecida; estrutura ( rápido-lento-moderado-rápido), intenção de contraste.
As mudanças foram: cai o uso da tonalidade principal; melodia torna-se dura devido à falta do apoio tonal; linguagem harmônica livre; linguagem rítmica bem assimétrica e estruturas bastante liberais e ampliadas.
Trios, Quartetos, Quintetos
Neste período, são obras respectivamente para três, quatro e cinco instrumentos, na estrutura da sonata.
Concerto
Obra de caráter instrumental para um ou mais instrumentos solistas, acompanhados de uma orquestra. Movimentos e estruturas iguais à sonata, neste período. Seus três movimentos são iguais aos da sinfonia sem o minueto .
Sinfonia
Obra instrumental escrita para orquestra, normalmente com a estrutura forma da sonata clássica. Atualmente, a concepção de “clássica” já não é mais visto desta forma musical, e apresenta grande liberdade de linguagem e estrutura composicional. Haydn e Mozart aperfeiçoaram e enriqueceram a sinfonia durante a segunda metade do período.
Destaque para os compositores: Gluck (1714-1787), Mozart (1756-1791) e Beethoven (1770-1827).
Gluck, compositor e crítico, reformou a ópera, ele era contra ao fato da ópera seguir padrões estilizados. A ópera deveria seguir o libreto e não as necessidades dos cantores. Mozart deu um ar dramático à ópera. Beethoven atravessou duas eras, é visto como último compositor clássico e primeiro romântico, ele não compunha para agradar os patronos e sim para seu próprio prazer. Ele aumentou e expandiu as formas clássicas usadas por Haydn e Mozart, dá mais importância à coda, os movimentos lentos são bem intencionais, uso de acordes dissonantes e do contraste inesperado de timbres. Beethoven também aumentou o tamanho da orquestra que aparece na sua Nona Sinfonia.
Principais Compositores
Karl Philliphe Emanuel Bach, Muzio Clementi, François Gossec, Johann N. Hummel, Christoph Gluck, Nicola Puccini, Franz Joseph Haydn, Wolfgang Amadeus Mozart, Johann Cristian Bach, Domenico Paradisi, Giovanni Battista Sammartini, Johan Stamitz, Carl Maria Von Weber, Ludwig Van Beethoven.
Os filósofos que marcam o período são: Descartes, Voltaire, Diderot, Rousseau e Montesquieu. Todos esses usam a razão como ponto de partida para seus trabalhos. A razão é comparada como a luz interior. O conceito que valoriza o conhecimento científico e racional ficou conhecido como iluminismo.
Diderot e Alembert publicaram enciclopédias, principais expressões do iluminismo e continham conhecimentos filosóficos e científicos de sua época.
A postura iluminista abrange três conceitos: razão, natureza e verdade.
Os salões aristocráticos do mesmo século foram invadidos por jornais e panfletos editados.
A Música Clássica
As pessoas usam o termo “música clássica” se referindo na categoria popular ou clássica, mas para os entendidos do assunto, “Clássico” com C maiúsculo indica o período, que é Clássico.
A palavra “clássico” vem do latim classicus que indica um ser da mais alta classe ou de primeira classe.
O estilo clássico dá sinais nos últimos anos do barroco. A trio-sonata barroca gradualmente é substituída pela sonata clássica, e a abertura italiana transforma-se na sinfonia clássica.
O final do período clássico é marcado com a morte de Beethoven (1827).
A primeira fase é marcada pelo estilo galante, amável e cortês com o objetivo de agradar o ouvinte. Depois passa ao estilo clássico, com graça e beleza.
A orquestra a princípio, conservou o cravo contínuo, mas com o tempo caiu em desuso e instrumentos de sopro passaram a ser mais utilizados. Na primeira parte do período, as orquestras ainda eram pequenas com a formação variável: uma base de cordas acrescidas de duas trompas e um ou duas flautas, ou dois oboés. Logo, os compositores passaram a usar juntas as flautas e os oboés, além de incluírem um ou dois fagotes, e às vezes, um ou dois fagotes e, em certas ocasiões, dois trompetes e um par de tímpanos. As clarinetas passaram a ter seu lugar certo já no final do século XVIII, quando as madeiras se tornam uma seção independente dentro da orquestra.
Predomina mais a música instrumental do que a vocal. Muitas escritas para o pianoforte ou “piano” na forma abreviada. O pianoforte foi inventado em 1698, por um italiano chamado Bartolomeu Cristofori, que por volta de 1700, já havia concluído a fabricação de pelo menos um desses instrumentos. Ele o chamou de gravicembalo col piano e forte , ou seja, “cravo com suave e forte”. No cravo, as cordas eram tangidas e no piano são batidas por martelos, podendo ser suaves ou fortes, depende da força que o pianista coloca nas teclas. Também podiam usar o legato e o staccato.
O “baixo de Alberti” foi muito usado por compositores nessa época e consistia em harmonias simples e repetidas na mão esquerda e na direita a linha melódica se desenvolvendo.
A música clássica começa na segunda metade do século XVIII e foi definida como “arte pura”, com linhas perfeitas, conteúdo bem definido, coesão nas idéias, exibi claridade e beleza. É uma época oposta ao Barroco onde predominava a imperfeição e livre do aspecto religioso, ela alcança o belo absoluto.
A música no classicismo é livre tanto da intenção religiosa quanto popular ou da intenção de trabalho....o ideal estético agora é outro, é a elevação e desprendimento do espírito. A música é como um espelho, e reflete a alma.
Características técnicas do período: uso total do sistema tonal; mesmo com as obras vocais como a ópera, a missa, o oratório e a canção, houve a atenção predominante para a música instrumental ou chamada de pura; abandono gradual da polifonia; uso e firmamento da melodia acompanhada; abandono do baixo contínuo; atenção ao virtuosismo vocal e instrumental; a gama de instrumentos aumentam com o surgimento do piano e instrumentos na orquestra como flauta, clarineta, trompa, trombone, celo e contrabaixo; perfeição de estruturas; coerência entre as idéias principais (temas) e seus derivados (desenvolvimentos); uso da cadência perfeita (V-I) ou (IV-V-I) esta última é chamada de clássica direta e menos uso dos ornamentos, os trinados, por exemplo, eram geralmente colocados na complementação de períodos ou seções. Maior variedade e contraste numa peça (tonalidades, melodias, ritmos, dinâmica e timbres variados) e as melodias são mais curtas do que no barroco.
Principais formas musicais:
Sonata: primeiramente surgiu com a intenção de ser somente tocada ou suonada e depois como forma musical, veio se desenvolvendo desde o século XVI, era confundida com as suítes, isso porque a forma sonata utilizava os movimentos de dança na sua estrutura antes de tomar um vulto maior. Durante os séculos XVII e XVIII eram notáveis dois tipos desta forma de maior complexidade, a Sonata de Câmera ( Sonata de câmara ou salão) que seguia os moldes da Suíte e a Sonata da Chiesa (Sonata da Igreja) que nos lugares dos tempos de dança eram introduzidos os andamentos.
Em meados do século XVIII a sonata toma uma forma que se destacou das demais formas de sua época. Como foi citado, uso de andamentos em vez de tempos de dança, por exemplo: alemanda virou andamento rápido; sarabanda virou andamento lento; minueto virou minueto ou scherzo e giga virou andamento rápido final.
O plano tonal das sonatas clássicas e românticas era: 1ºmovimento (tonalidade principal); 2ºmovimento (tonalidade vizinha); 3ºmovimento (tonalidade vizinha – caso haja somente três movimentos, aí será na tonalidade principal) e 4º movimento (tonalidade principal).
A sonata primeiramente era monotemática (único tema para cada movimento) e no período clássico, um dos movimentos era sobre dois temas, normalmente no allegro, fazendo surgir a estrutura bitemática. Com Beethoven e com os compositores modernos surge a forma cíclica, abordando um tema ou mais e os mesmos sempre se repetem em todos os movimentos.
Os compassos e ritmos são indefinidos e compostos para obras de um ou um grupo reduzido de instrumentos (2-3-4-5- etc).
Exemplo de estrutura formal de uma sonata com dois temas:
Allegro: 1º - Masculino, de caráter mais rítmico. Na tônica do tom principal, o primeiro tema passa diretamente ao segundo movimento sem auxílio da ponte.
2º - Movimento, de caráter mais melódico. Geralmente na dominante do tom principal ou num outro tom vizinho.
No desenvolvimento, pode estar modulando para tons afastados.
A reexposição volta ao tom principal.
Lento: geralmente monotemático, em forma de canção, tema com variações, rondó ou outras. No lugar do lento pode estar outro que lhe seja equivalente como grave, lento, adagio ou andante. Pode estar na forma simples de uma canção, tema com variação, rondó ou ainda outras.
Minueto ou Scherzo: segue a estrutura vista no período anterior. O scherzo significa brincadeira ou diversão, é um minueto com andamento acelerado. O compasso continua ternário, mas às vezes aparece o binário.
Rondó ou Tempo Vivo Final: é um movimento de estrutura variável, geralmente aparece na forma do rondó ou no allegro do 1º movimento ou ainda aparecer como fuga, tema e variação e outras.
Sonata contemporânea
É muito usada atualmente, porém conserva raízes antigas como: aspecto instrumental; denominação dos movimentos por andamentos, alguns compositores trocam pelo nome de ritmos populares, folclóricos ou coisa parecida; estrutura ( rápido-lento-moderado-rápido), intenção de contraste.
As mudanças foram: cai o uso da tonalidade principal; melodia torna-se dura devido à falta do apoio tonal; linguagem harmônica livre; linguagem rítmica bem assimétrica e estruturas bastante liberais e ampliadas.
Trios, Quartetos, Quintetos
Neste período, são obras respectivamente para três, quatro e cinco instrumentos, na estrutura da sonata.
Concerto
Obra de caráter instrumental para um ou mais instrumentos solistas, acompanhados de uma orquestra. Movimentos e estruturas iguais à sonata, neste período. Seus três movimentos são iguais aos da sinfonia sem o minueto .
Sinfonia
Obra instrumental escrita para orquestra, normalmente com a estrutura forma da sonata clássica. Atualmente, a concepção de “clássica” já não é mais visto desta forma musical, e apresenta grande liberdade de linguagem e estrutura composicional. Haydn e Mozart aperfeiçoaram e enriqueceram a sinfonia durante a segunda metade do período.
Destaque para os compositores: Gluck (1714-1787), Mozart (1756-1791) e Beethoven (1770-1827).
Gluck, compositor e crítico, reformou a ópera, ele era contra ao fato da ópera seguir padrões estilizados. A ópera deveria seguir o libreto e não as necessidades dos cantores. Mozart deu um ar dramático à ópera. Beethoven atravessou duas eras, é visto como último compositor clássico e primeiro romântico, ele não compunha para agradar os patronos e sim para seu próprio prazer. Ele aumentou e expandiu as formas clássicas usadas por Haydn e Mozart, dá mais importância à coda, os movimentos lentos são bem intencionais, uso de acordes dissonantes e do contraste inesperado de timbres. Beethoven também aumentou o tamanho da orquestra que aparece na sua Nona Sinfonia.
Principais Compositores
Karl Philliphe Emanuel Bach, Muzio Clementi, François Gossec, Johann N. Hummel, Christoph Gluck, Nicola Puccini, Franz Joseph Haydn, Wolfgang Amadeus Mozart, Johann Cristian Bach, Domenico Paradisi, Giovanni Battista Sammartini, Johan Stamitz, Carl Maria Von Weber, Ludwig Van Beethoven.
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A História da Música Em Seus Periodos
A Musica no Japão
A música do teatro Kabuki é um dos tipos de música japonesa mais popular, onde os artistas sentavam no palco e por detrás do cenário.
O biuva e o shamesen eram espécies de alaúdes japoneses. O Kato também era um instrumento de corda de som muito agradável.
China
As manifestações ocorrem desde o 4º milênio (mais ou menos 3200 a.c.), a música desempenha um papel social, na época que acontece o desbravamento das terras e possui nome.
Os instrumentos dessa época, segundo os teóricos, são: k in de sete cordas e o Sê de 50 cordas; há o sistema lyu (tubos-diapasões que fixam a escala e a altura), onde é baseada a música chinesa. E ainda, o imperador Shun (c.2250 a.c.) criou um gênero melódico chamados Ta-Shao e a rainha Nyu Wa teria inventado o Shing – órgão de boca – em meados do 3º milênio.
Devido à destruição de livros muita coisa se perdeu, privando-nos do saber. Portanto, não se sabe se existiu um sistema de notação, apenas acha-se que não.
Civilização Greco-Latina I
É na Grécia que surge o que chamamos de apreciação musical. Ela se torna arte propriamente dita, é a maneira de ser e de pensar, formando a conscientização musical nas pessoas.
A música nessa época continuou sofrendo influências dos povos anteriores e influenciaria os povos seguintes. Sem dúvida foi vista como a religião dos povos egeus.
Com o sofrimento das invasões dos dóricos, a Grécia mergulha nas trevas, e uma parte de sua população emigra para a Ásia Menor, levando a cultura, mitos, lendas e heróis. Três séculos depois, estes últimos marcam a história, por causa do gênero de um de seus descendentes, chamado Homero.. Este é um dos gregos da Ásia cujas antigas tradições fecundaram a cultura helênica.
Foram encontrados na Ilidia e na Odisséia muitas alusões à música associada ao entretenimento do povo e à celebração de ocasiões tristes ou alegres. Inclusive desempenha um papel importante na educação dos heróis pelo aprendizado dos instrumentos musicais. É basicamente o que sabemos da música grega anterior ao século VII a.C.
Em Esparta é fundado as primeiras escolas gregas de música. O canto lésbio conservou-se por muito tempo no mundo helênio.
Os primórdios da história da música grega estão ligados à instituição dos grandes jogos artísticos que acontecem em Delfos, Esparta e Atenas. Havia os torneios poético-musicais, onde o público decidia a melhor audição.
Os primeiros músicos conhecidos foram Arquíloco e Calino.
A música requer uma instrução que já não pode ser somente estética, ela passa a ser uma disciplina escolar, um objeto de mestria, com valores estéticos e fazendo parte de toda sabedoria.
Destaque para a poesia lírica e a dança das festas populares, o folclore. A poesia lírica requer uma música invariável como as nossas canções e melodias. Essas composições foram chamadas de “nomos”, palavra que se refere ao entretenimento, uma lei ou tradição. Eles chamavam de nomos o que nós chamamos de “obras”musicais. Veja os tipos de nomos:
Nomos citaródicos: cantor e tocador de cítara.
Nomos aulódicos: cantor acompanhado por um tocador de aulo ou auleta.
Nomos peticos: aulo solo.
Nomos caródicos: coros.
Nomos nacionais: tirados de um folclore.
A cultura na Grécia é fruto dos períodos mais dramáticos da história, onde floresce tanto nas artes quanto no pensamento. Os filósofos e profetas foram: Zoroastro na Pérsia, Buda na Índia, Confúcio e Lao-tsé na China, os profetas judeus Daniel, Ezequiel e Zacarias na Babilônia, Pitágoras e os órficos na Grécia.
As idéias de Pitágoras na música foram imutáveis, o que fez com que Platão tornasse estas idéias suas doutrinas. A música sai do privilégio e se torna essencial à educação de todos e se torna a fonte de sabedoria.
Apolo era designado aos instrumentos de cordas e Dionísio aos de sopro.
Lasos foi o mestre de Píndaros e influenciou na música, ele define as “harmonias” e os “tons”, gêneros poéticos, circunstâncias, enfim, é o ponto inicial da ética musical clássica. O século V a.C. foi considerado a idade de ouro da arte lírica e Atenas foi o foco da obra de unificação de Lasos. Mesmo após sua fase, continuou a “existir” até nossos dias.
A filosofia musical veio com Damon de Atenas (c. 500 a.C a?), foi a fonte de inspiração mais importante dos diálogos sobre a música de Platão (428 a 347) e Aristóteles (384 a 321). É de Damon que data a teoria dos modos e tons. Ele baseia-se na arte da imitação. Estas imitações que Damon diz, é que cada modo e cada tom imitam os costumes e o regime político de seu país de origem. Por exemplo, o modo dórico refere-se a Esparta e aos severos costumes dos lacedemônios, é o modo da coragem e da sabedoria. E cada modo grego possui uma função e objetivo.
Os pitagóricos defendem as relações da música com a matemática que rege o mundo, assim, não é tratada como uma mera diversão, e sim como o saber do valor aritmético exato dos intervalos e das relações de duração.
Platão permanece fiel às doutrinas de Damon e considera, contudo, que a música pode formar o juízo da criança ligando noções morais a seu prazer.
Aristóteles se destaca pela audácia, liberdade e coerência. Conserva as idéias pitagóricas, mas dá origem a um novo sentimento estético, uma arte que pode agir sobre a alma e que sempre deve ter lugar na educação. É fiel na tradição damoniana (de Damon) mesmo se afastando da teoria da imitação.
Aristóteles acrescenta a doutrina de Kátharsis (política), é um método psicoterápico em que a música suscita na alma doente sentimentos que favorecem o retorno ao estado normal. É um movimento para fora, exteriorizar o que sente, a emoção de fato.
A música do teatro Kabuki é um dos tipos de música japonesa mais popular, onde os artistas sentavam no palco e por detrás do cenário.
O biuva e o shamesen eram espécies de alaúdes japoneses. O Kato também era um instrumento de corda de som muito agradável.
China
As manifestações ocorrem desde o 4º milênio (mais ou menos 3200 a.c.), a música desempenha um papel social, na época que acontece o desbravamento das terras e possui nome.
Os instrumentos dessa época, segundo os teóricos, são: k in de sete cordas e o Sê de 50 cordas; há o sistema lyu (tubos-diapasões que fixam a escala e a altura), onde é baseada a música chinesa. E ainda, o imperador Shun (c.2250 a.c.) criou um gênero melódico chamados Ta-Shao e a rainha Nyu Wa teria inventado o Shing – órgão de boca – em meados do 3º milênio.
Devido à destruição de livros muita coisa se perdeu, privando-nos do saber. Portanto, não se sabe se existiu um sistema de notação, apenas acha-se que não.
Civilização Greco-Latina I
É na Grécia que surge o que chamamos de apreciação musical. Ela se torna arte propriamente dita, é a maneira de ser e de pensar, formando a conscientização musical nas pessoas.
A música nessa época continuou sofrendo influências dos povos anteriores e influenciaria os povos seguintes. Sem dúvida foi vista como a religião dos povos egeus.
Com o sofrimento das invasões dos dóricos, a Grécia mergulha nas trevas, e uma parte de sua população emigra para a Ásia Menor, levando a cultura, mitos, lendas e heróis. Três séculos depois, estes últimos marcam a história, por causa do gênero de um de seus descendentes, chamado Homero.. Este é um dos gregos da Ásia cujas antigas tradições fecundaram a cultura helênica.
Foram encontrados na Ilidia e na Odisséia muitas alusões à música associada ao entretenimento do povo e à celebração de ocasiões tristes ou alegres. Inclusive desempenha um papel importante na educação dos heróis pelo aprendizado dos instrumentos musicais. É basicamente o que sabemos da música grega anterior ao século VII a.C.
Em Esparta é fundado as primeiras escolas gregas de música. O canto lésbio conservou-se por muito tempo no mundo helênio.
Os primórdios da história da música grega estão ligados à instituição dos grandes jogos artísticos que acontecem em Delfos, Esparta e Atenas. Havia os torneios poético-musicais, onde o público decidia a melhor audição.
Os primeiros músicos conhecidos foram Arquíloco e Calino.
A música requer uma instrução que já não pode ser somente estética, ela passa a ser uma disciplina escolar, um objeto de mestria, com valores estéticos e fazendo parte de toda sabedoria.
Destaque para a poesia lírica e a dança das festas populares, o folclore. A poesia lírica requer uma música invariável como as nossas canções e melodias. Essas composições foram chamadas de “nomos”, palavra que se refere ao entretenimento, uma lei ou tradição. Eles chamavam de nomos o que nós chamamos de “obras”musicais. Veja os tipos de nomos:
Nomos citaródicos: cantor e tocador de cítara.
Nomos aulódicos: cantor acompanhado por um tocador de aulo ou auleta.
Nomos peticos: aulo solo.
Nomos caródicos: coros.
Nomos nacionais: tirados de um folclore.
A cultura na Grécia é fruto dos períodos mais dramáticos da história, onde floresce tanto nas artes quanto no pensamento. Os filósofos e profetas foram: Zoroastro na Pérsia, Buda na Índia, Confúcio e Lao-tsé na China, os profetas judeus Daniel, Ezequiel e Zacarias na Babilônia, Pitágoras e os órficos na Grécia.
As idéias de Pitágoras na música foram imutáveis, o que fez com que Platão tornasse estas idéias suas doutrinas. A música sai do privilégio e se torna essencial à educação de todos e se torna a fonte de sabedoria.
Apolo era designado aos instrumentos de cordas e Dionísio aos de sopro.
Lasos foi o mestre de Píndaros e influenciou na música, ele define as “harmonias” e os “tons”, gêneros poéticos, circunstâncias, enfim, é o ponto inicial da ética musical clássica. O século V a.C. foi considerado a idade de ouro da arte lírica e Atenas foi o foco da obra de unificação de Lasos. Mesmo após sua fase, continuou a “existir” até nossos dias.
A filosofia musical veio com Damon de Atenas (c. 500 a.C a?), foi a fonte de inspiração mais importante dos diálogos sobre a música de Platão (428 a 347) e Aristóteles (384 a 321). É de Damon que data a teoria dos modos e tons. Ele baseia-se na arte da imitação. Estas imitações que Damon diz, é que cada modo e cada tom imitam os costumes e o regime político de seu país de origem. Por exemplo, o modo dórico refere-se a Esparta e aos severos costumes dos lacedemônios, é o modo da coragem e da sabedoria. E cada modo grego possui uma função e objetivo.
Os pitagóricos defendem as relações da música com a matemática que rege o mundo, assim, não é tratada como uma mera diversão, e sim como o saber do valor aritmético exato dos intervalos e das relações de duração.
Platão permanece fiel às doutrinas de Damon e considera, contudo, que a música pode formar o juízo da criança ligando noções morais a seu prazer.
Aristóteles se destaca pela audácia, liberdade e coerência. Conserva as idéias pitagóricas, mas dá origem a um novo sentimento estético, uma arte que pode agir sobre a alma e que sempre deve ter lugar na educação. É fiel na tradição damoniana (de Damon) mesmo se afastando da teoria da imitação.
Aristóteles acrescenta a doutrina de Kátharsis (política), é um método psicoterápico em que a música suscita na alma doente sentimentos que favorecem o retorno ao estado normal. É um movimento para fora, exteriorizar o que sente, a emoção de fato.
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A História da Música Em Seus Periodos
A Musica dos Arabes
O som era produzido por um instrumento de sopro ou por um cantor enquanto o ritmo era dado pelos tambores.
O sistema musical possuía 17 notas. A música árabe foi adaptada à poesia métrica nos primeiros séculos da era Cristã e como modelos de ritmo usaram o passo do camelo e o galope do cavalo por causa dos seus passos cadenciados.
Havia instrumentos de corda, sopro e percussão. Havia o alaúde, rabeca, pequenas harpas, adufe (percussão) e a flauta doce que era o principal instrumento de sopro.
A música árabe influenciou a música européia, nos séculos XII e XV, isso porque os árabes do norte da África invadiram e ocuparam grandes zonas na Espanha, fundando em Córdova uma escola de música, é por isso que muitas danças espanholas têm sons árabes.
A Música dos Assírios, Babilônios e Caldeus
Pouco se sabe da arte desses povos, mas estava sempre ligada a magia.
A função da música entre os assírios e os babilônios era de animar as tropas nas batalhas, os suntuosos banquetes e festas nos tempos de paz.
Usavam instrumentos de corda, sopro e percussão. Utilizavam a lira, flautas, trombetas, gongo e os tímpanos
A Música na Idade Média
A Idade Média é um período que tem início com a conquista de Roma, capital do Império Romano do Ocidente, pelos comandantes germânicos no ano de 475(século V), e termina com a queda de Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente, tomada pelos turcos em 1453.
Uma das heranças do período de dominação romana na Europa durante a Idade Média foi o cristianismo. Aos poucos, a Igreja Católica cresceu, acumulou vastas extensões de terra, enriqueceu e concentrou um grande poder religioso.
Na Baixa Idade Média, o rei dos francos Carlos Magno, recebeu do papa Leão III o título de imperador do Saco Império Romano, assim o poder real se juntou ao da Igreja. Enquanto fora imperador, Magno fortaleceu o poder central e conseguiu conter as invasões bárbaras que ameaçavam a sociedade européia e sua morte deu início a um período de instabilidade política e reorganização social.
A morte do imperador Carlos Magno, em 814, desencadeou o enfraquecimento do poder central e obrigou as sociedades medievais a se reorganizar em torno dos grandes proprietários de terra, os senhores feudais. Uma pequena corte passou a se reunir em torno do senhor feudal. Dela faziam parte membros empobrecidos da nobreza, cavaleiros, camponeses livres e servos. Estavam unidos por uma relação de dependência pessoal: a vassalagem. Os moradores do feudo juravam defender as terras do senhor(seus suseranos) e, como seus vassalos recebiam o direito de viver na propriedade, cultivar parte das terras, além de receber proteção do suserano. A posição de destaque nessas cortes era ocupada pelos cavaleiros que, em tempos de ataques e invasões bárbaras, formavam o exército do senhor feudal.
As relações entre nobres, cavaleiros e senhores feudais era regidas por um código de cavalaria baseado na lealdade, na honra, na bravura e na cortesia.
Nas cortes dos senhores feudais, centros de atividades artísticas da Europa medieval, se exibiam os jograis: recitadores, cantores e músicos ambulantes que eram contratados pelo senhor para divertir a corte. As cantigas apresentadas pelos jograis eram compostas, quase sempre, por nobres que se denominavam trovadores, pois praticavam a arte de trovar. Nessa época o comportamento sentimental amoroso ficou conhecido como amor cortês, cortesia.
Assim, enquanto nos mosteiros e nas abadias circulavam os textos escritos em latim, nos castelos e nas cortes circulavam a literatura oral, produzida em língua local, voltada para a nobreza.
As cantigas de amor do Trovadorismo desenvolvem um mesmo tema: o sofrimento provocado pelo amor não correspondido, a coitada de amor.
Durante a Alta Idade Média, o poder da Igreja medieval era tão grande que o papa Inocêncio III(1198-1216) tornou-se o centro da vida política européia. Era ele quem coroava os reis, decidia disputas territoriais e excomungava príncipes que discordassem de suas decisões políticas.
O clero estimulava ainda as pessoas a acreditar que eram imperfeitas e inferiores e a buscar a redenção na total submissão à Igreja, que representava a vontade de Deus. Essa postura é denominada teocêntrica(Deus como o centro de todas as coisas e o ser humano como imperfeito e pecador).
Uma importante manifestação do poder da Igreja era seu controle quase absoluto da produção cultural, em uma época em que apenas 2% da população européia era alfabetizada, a escrita e a leitura estavam praticamente restritas aos mosteiros e abadias. Os religiosos reproduziam ou traduziam textos sagrados do cristianismo e obras de grandes filósofos da Antiguidade, como Platão e Aristóteles, que não representassem uma ameaça para a Igreja.
Como a circulação dos textos dependia da sua reprodução manuscrita, quase sempre feita sob encomenda, a divulgação cultural tornava-se ainda mais difícil, porque o número de cópias em circulação era bastante pequeno.
O uso do latim como língua literária foi outra herança do longo período de dominação romana na Europa o que também contribuía dificultar o acesso aos textos. Poemas e canções eram compostos em latim por monges eruditos que vagavam de feudo em feudo e, desse modo, divulgavam suas composições. A maior parte dessa produção abordava temas religiosos.
As cantigas medievais foram preservadas graças às coletâneas manuscritas conhecidas como cancioneiros: Cancioneiro da Ajuda, Cancioneiro da Vaticana, Cancioneiro da Biblioteca.
As cantigas líricas dessa época eram divididas em cantigas de amor e cantigas de amigo. Havia também as cantigas satíricas, de escárnio e de maldizer.
As iconografias sempre revelam a luta dos cavaleiros para suas damas, ou para resgatá-las do perigo.
Com o fim da Idade Média, poesia e música se separaram, mas a tradição das cantigas de amor permaneceu forte, o amor continuou a ser apresentado como sentimento que provoca sentimento de dor que torna a vida do apaixonado dependente de seu amor.
Cantochão
Para os grandes teólogos dessa época, a música deveria servir somente à religião e a sua prática fora da Igreja foi condenada ficando somente nos mosteiros e conventos. Apesar disso, sabe-se que existiu a música profana embora não se tenha registros, pois eram registrados pelo clero. A música profana certamente sobreviveu nas festas familiares e nas cortes.
A primeira forma musical foi o cantochão ou o cantus firmus ou ainda cantos planos, era uma música cantada em uníssono, monódica e cantada por homens, proibida a participação das mulheres.
No século IV, Santo Ambrósio(Bispo de Milão) iniciou a compilação dos cantos cristãos e os ajustou aos modos primitivos que ainda conservam seu nome: Modos Ambrosianos.
No século VI, o Papa Gregório I continuou a tarefa iniciada por Ambrósio, introduzindo reformas na organização da música religiosa e sua didática, acrescentou aos 4 modos Autênticos já existentes outros 4 chamados Plagais.
Assim o cantochão passou a ser chamado de Canto Gregoriano e criou-se o antifonário, o livro com o registro das músicas. O canto gregoriano existe até os dias atuais, também conhecidos como cantos litúrgicos e ritualísticos (cristianismo).
Formas musicais no canto gregoriano:
a) Aleluia: parte do ofício divino e da missa, é expressão de alegria.
b) Antífona: antifonar-se significa cantar alternadamente, mas passou a ser chamada a parte que prepara a execução do salmo, baseados no mesmo modo.
c) Gradual: são os 15 salmos(119 a 133) do breviário que em determinadas circunstâncias entoavam-se junto aos degraus do altar.
d) Hino: cântico de louvor para as divindades.
e) Impropério: trecho litúrgico, versiculado na forma responsorial que na sexta-feira Santa canta-se na Igreja, no solene ato da adoração da cruz.
f) Invitatorium: pequena antífona com o objetivo de convidar e preparar os fiéis para a celebração.
g) Missa: obra litúrgica dividida em 6 partes: kyrie, glória, credo, sanctus, benedictus e agnus dei. Os réquiens(missa dos mortos) são divididos em sete partes: introctus, sequentra, offertorium, sanctus, benedictus, agnus dei e communio. Haviam as partes fixas e móveis, estas mudavam de acordo com as festividades. Ex: Missa da Páscoa, Missa do Galo...
h) Responsório: recitação ou canto em que o celebrante ou os versiculários de um lado e de outro, cantam o coro alternados que são os textos litúrgicos da missa ou do ofício divino. Difere do responsório, o qual é um canto efetuado destacadamente do ofício divino.
i) Salmos: são os poemas em números de 150, compostos antes de Cristo que receberam a música do tipo gregoriano e que foram cantados pelos primeiros cristãos. Os santos Mártirer para aplacar seus sofrimentos e enfrentarem a morte, entoavam salmos por estes serem confortadores.
j) Salmodia: entoação dos salmos nos tons ou modos gregorianos.
k) Seqüência: inicialmente os primeiros vocalizes sem texto e posteriormente a palavra vocalizada, com estrutura livre.
l) Principais compositores: Santo Ambrósio, São Gregório Magno, Scotus Erigena, Frei Alcuíno, Aurelino Di Reome, Regino Von Prun, Remigio de Auxerre, Jean Cotton e Guido D’Arezzo.
m) Os livros litúrgicos eram: Missa( livro com o canto gregoriano e sua grafia), responsorial(livro que reúne em si os cantos da “vigília noturna”), antifonário(livro com os cantos da missa), lecionário-epistolário-evangelário(recitativos destinados aos diáconos jovens) e breviário(livro com a antologia dos cantos litúrgicos).
Baixa Idade Média
Vai do século V ao século IX, é também conhecida como a Ars Antiqua.
No século VI, São Bento fundou a ordem Beneditina tornando a música como uma constante na vida dos religiosos, seja missa ou no ofício divino (ofício das horas).
Nesta época não existia escalas e sim modos. Os modos gregos eram o eólio e jônico, os gregos concebiam a música como uma função social, por exemplo, para as guerras usavam o jônico, para festas outros e assim por diante. Os modos eclesiásticos eram os gregos só que modificados devido às guerras e invasões daquela época, eles eram: modo dórico(autêntico), frígio, lídio e mixolídio.
Nessa época o sistema musical era passado “oralmente” e o ritmo musical era subordinado ao texto que em latim quer dizer prosódia musical.
Com relação a parte teórica, a pauta era o tetragrama; as duas claves(dó e fá) eram colocadas em quaisquer linhas; notação neumática, abecedária e quadrada(todas passadas por tradição, assim como o andamento, ritmo e performance musical) e as pausas eram as cesuras.
A Missa foi uma das principais formas musicais.
As mesmas músicas tocadas na igreja também eram tocas nas cortes, só que com letras depravadas.
Quanto à sua estrutura, a música era composta por frases curtas e repetidas por grupos instrumentais alternados: tutti e ripieno, assim o tema era executado por todo o conjunto e depois repetido por apenas alguns instrumentos e suas famílias, proporcionando a execução, a possibilidade, dinâmica, intensidade, variação e timbre.
Além dos músicos, os aristocratas também podiam fazer música contanto que tivessem um ótimo relacionamento com o clero.
As cruzadas favoreceram o desenvolvimento da música profana e também o comércio, trazendo novidades quanto aos instrumentos musicais de uma forma geral. A música profana tinha a mesma estrutura que a sacra (sua base).
Apesar de ser somente permitido vozes masculinas, há composições com acompanhamento de vozes infantis e femininas através de uma interpretação moderna a pedido do Vaticano, como as missas festivas(Missa do galo...).
O canto gregoriano acaba por resultar no organum cujo plural é organa, logo o organum tinha como base o cantochão preexistente, eles eram:
a) Organum Paralelo: a voz organal(de órgão) é adicionada à voz principal, formando um intervalo de quarta ou quinta.
b) Organum Livre: a voz organal aparece acima da voz principal, seu estilo é nota contra nota.
c) Organum Melismático: a voz principal é chamada de tenor e sustentada por uma voz mais alta.
OBS: Melisma é diferente de ornamento, é um grupo de notas cantado numa única sílaba até a sílaba seguinte.
Descante era quando um cantor executava um organum melismático e o compositor colocava um tenor dentro do mesmo ritmo, usando as notas desse segmento de canto, porém com o andamento mais rápido.
As primeiras composições foram á capela, depois veio a participação do órgão e finalmente as vozes e instrumentos juntos. Nessa fase as vozes e os instrumentos possuíam a mesma importância e mesmo volume de som.
Nessa época, o compasso surgiu sob a forma de ars mensurabilis, ou seja, música medida e usava-se o sistema de hexacordes.
Os instrumentos viela de gamba(joelho) era na verdade um celo com o som mais fechado, a viela de brás com o som mais aberto e arrastado e a viela de roda arrastada e doce .
No século X-XI Guido D’Arezzo contribuiu com a evolução musical com a adoção das sílabas do Hino a São João(1º de cada verso) para denominar as notas musicais. A solmização e a invenção da pauta ainda são discutíveis, o SI veio de Sancte Johannes e o Dó foi trocado por UT por Florentino João Batista Doni, mas os franceses ainda conservam o UT.
Todas as notas naturais com a exceção do si podiam receber um bemol para evitar intervalos difíceis de entoar, como o trítono.
Cada nota quadrada já era denominada punctum.
Hucbald foi monge(840-950) da Bélgica. Dizem que Guido D’Arezzo roubou sua idéia quanto ao desenvolvimento teórico musical.
Os compositores mais influentes dessa época foram Perotin(XII/XIII) e Leonin(XII) que são derivações francesas de seus nomes latinos Leoninus e Perotinus, e por sua vez são diminutivos de Leon e Pierre.
Alta Idade Média
Vai do século X ao XV e ficou conhecida como Ars Nova.
Musicalmente, tudo o que não era mais uníssono já era visto como polifônico e o uso de intervalos de terças e sextas.
As principais aquisições musicais dessa época foram proporcionadas pelas cruzadas e por isso algumas músicas lembravam música oriental. A música desse período continuou sendo composta por frases curtas, tutti e ripieno, por vezes monótonas e limitados, havendo “diálogos instrumentais”, ex: três grupos de instrumentos.
Durante a Ars Nova predominou: prosódia musical; maior flexibilidade da fraseologia proporcionada pelos textos poéticos ricos e livres; utilização de polifonia contrastante (dissonância) do que combinação; utilização dos modos e os timbres variados das diversas famílias – consorts- dos instrumentos medievais: sopro-corda-percussão. OBS: os consorts deram origem à orquestra.
Organa paralelo, livre e melismático desencadearam posteriormente na polifonia, contraponto, fuga, cânone e tonalismo. O organum era sempre em movimento reto ou paralelo e o descante era o mesmo que organum, porém com movimento contrário.
O gymel era a utilização do intervalo de terça e o fabordão ou falso bordão era um gymel ao qual se acrescentou um intervalo de sexta, ficando assim três vozes em terças e sextas com relação à nota mais grave (voz principal) que não é a fundamental(que seria o verdadeiro bordão, daí que veio a denominação de falso bordão). Ex: mi-sol-do ao invés de do-mi-sol.
Na Ars Nova aparecem registros para música profana e continua o processo quanto a utilização dos instrumentos assim como o desenvolvimento dos mesmos, bem como o desaparecimento de alguns instrumentos.
A Alta Idade Média e a Renascença se confundem pela transição dos períodos e compositores, ficando muitas características da Ars Nova absorvidas no Renascimento, como por exemplo: família de instrumentos (sopro-corda-metais-madeiras-percussão), utilização da técnica, da concentração tímbrica (tutti e ripieno), a técnica do ripieno e concertino e surge a idéia de grupos solistas.
As formas musicais eram: balada, canção, estampida(canção dos trovadores provençais), jeu(canção dialogada dos trovadores, geralmente ligadas ao amor) foi o embrião da ópera, madrigal(no início era cantado a uma só voz com acompanhamento e no Renascimento os polifonistas se apoderaram)os textos dos madrigais eram escritos em italiano e por isso madrigal italiano, pastorela(relativo), romança(tem como objetivo narrar aventuras galantes), rondó, saltarelo(ritmo ternário 3/8 ou 6/8), virelai(tipo de balada medieval vindo de uma região de Normandia e muito em voga nos séculos XII e XIV.
Por vezes a música era escrita para um determinado grupo/família de instrumentos, entretanto, as composições escritas a várias vozes eram executadas pelas diversas famílias de instrumentos existentes no local. Algumas músicas foram escritas com letra para serem executadas para coro bem como pelas diversas famílias de instrumentos.
Os principais autores foram: Leoninus, Adam de La Halle, Francon de Colônia, Walter Oddington, Phillipe de Vitry, Francisco Landeno, Jacopo de Bologna, Pietro Casella, Leonel Power, Reginaldus Lebert, Jean Cigone, Perotinus, Marchettus de Pádua, Petrus de Cruce, Guillaume de Machaut, Jean de Murris, Giovanni de Cascis, Vincenzo de Armani, John Dunstable, Arnaud Vidal, Antonelle de Casera e Geraldello de Florença.
Surge a organologia, vários teóricos estabelecem métodos científicos de classificação dos instrumentos musicais como: Praetorius, Mercene, Agrícola, Virdieng, Bona... A riqueza instrumental favoreceu o aparecimento de novas formas musicais.
Principais instrumentos medievais: galubé, tamboril, charamela, corneto, órgão, carrilhão, cítola ou cistre, harpa, viela de roda, de gamba e de brás, rebec ou rabeca, saltério, flauta doce, trompete, alaúde, gaita de fole, címbalos, triângulos, tambores diversos e outros.
Muitas informações também vieram através da iconografia (pintura, quadros, desenhos, livros...).
O grande teórico dessa época foi o Bispo Phillipe de Vitry e o músico com destaque foi Guillaume de Machaut, escreveu vários motetos e canções e sua maior obra foi a “Missa de Notre Dame” (Missa de Nossa Senhora).
O som era produzido por um instrumento de sopro ou por um cantor enquanto o ritmo era dado pelos tambores.
O sistema musical possuía 17 notas. A música árabe foi adaptada à poesia métrica nos primeiros séculos da era Cristã e como modelos de ritmo usaram o passo do camelo e o galope do cavalo por causa dos seus passos cadenciados.
Havia instrumentos de corda, sopro e percussão. Havia o alaúde, rabeca, pequenas harpas, adufe (percussão) e a flauta doce que era o principal instrumento de sopro.
A música árabe influenciou a música européia, nos séculos XII e XV, isso porque os árabes do norte da África invadiram e ocuparam grandes zonas na Espanha, fundando em Córdova uma escola de música, é por isso que muitas danças espanholas têm sons árabes.
A Música dos Assírios, Babilônios e Caldeus
Pouco se sabe da arte desses povos, mas estava sempre ligada a magia.
A função da música entre os assírios e os babilônios era de animar as tropas nas batalhas, os suntuosos banquetes e festas nos tempos de paz.
Usavam instrumentos de corda, sopro e percussão. Utilizavam a lira, flautas, trombetas, gongo e os tímpanos
A Música na Idade Média
A Idade Média é um período que tem início com a conquista de Roma, capital do Império Romano do Ocidente, pelos comandantes germânicos no ano de 475(século V), e termina com a queda de Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente, tomada pelos turcos em 1453.
Uma das heranças do período de dominação romana na Europa durante a Idade Média foi o cristianismo. Aos poucos, a Igreja Católica cresceu, acumulou vastas extensões de terra, enriqueceu e concentrou um grande poder religioso.
Na Baixa Idade Média, o rei dos francos Carlos Magno, recebeu do papa Leão III o título de imperador do Saco Império Romano, assim o poder real se juntou ao da Igreja. Enquanto fora imperador, Magno fortaleceu o poder central e conseguiu conter as invasões bárbaras que ameaçavam a sociedade européia e sua morte deu início a um período de instabilidade política e reorganização social.
A morte do imperador Carlos Magno, em 814, desencadeou o enfraquecimento do poder central e obrigou as sociedades medievais a se reorganizar em torno dos grandes proprietários de terra, os senhores feudais. Uma pequena corte passou a se reunir em torno do senhor feudal. Dela faziam parte membros empobrecidos da nobreza, cavaleiros, camponeses livres e servos. Estavam unidos por uma relação de dependência pessoal: a vassalagem. Os moradores do feudo juravam defender as terras do senhor(seus suseranos) e, como seus vassalos recebiam o direito de viver na propriedade, cultivar parte das terras, além de receber proteção do suserano. A posição de destaque nessas cortes era ocupada pelos cavaleiros que, em tempos de ataques e invasões bárbaras, formavam o exército do senhor feudal.
As relações entre nobres, cavaleiros e senhores feudais era regidas por um código de cavalaria baseado na lealdade, na honra, na bravura e na cortesia.
Nas cortes dos senhores feudais, centros de atividades artísticas da Europa medieval, se exibiam os jograis: recitadores, cantores e músicos ambulantes que eram contratados pelo senhor para divertir a corte. As cantigas apresentadas pelos jograis eram compostas, quase sempre, por nobres que se denominavam trovadores, pois praticavam a arte de trovar. Nessa época o comportamento sentimental amoroso ficou conhecido como amor cortês, cortesia.
Assim, enquanto nos mosteiros e nas abadias circulavam os textos escritos em latim, nos castelos e nas cortes circulavam a literatura oral, produzida em língua local, voltada para a nobreza.
As cantigas de amor do Trovadorismo desenvolvem um mesmo tema: o sofrimento provocado pelo amor não correspondido, a coitada de amor.
Durante a Alta Idade Média, o poder da Igreja medieval era tão grande que o papa Inocêncio III(1198-1216) tornou-se o centro da vida política européia. Era ele quem coroava os reis, decidia disputas territoriais e excomungava príncipes que discordassem de suas decisões políticas.
O clero estimulava ainda as pessoas a acreditar que eram imperfeitas e inferiores e a buscar a redenção na total submissão à Igreja, que representava a vontade de Deus. Essa postura é denominada teocêntrica(Deus como o centro de todas as coisas e o ser humano como imperfeito e pecador).
Uma importante manifestação do poder da Igreja era seu controle quase absoluto da produção cultural, em uma época em que apenas 2% da população européia era alfabetizada, a escrita e a leitura estavam praticamente restritas aos mosteiros e abadias. Os religiosos reproduziam ou traduziam textos sagrados do cristianismo e obras de grandes filósofos da Antiguidade, como Platão e Aristóteles, que não representassem uma ameaça para a Igreja.
Como a circulação dos textos dependia da sua reprodução manuscrita, quase sempre feita sob encomenda, a divulgação cultural tornava-se ainda mais difícil, porque o número de cópias em circulação era bastante pequeno.
O uso do latim como língua literária foi outra herança do longo período de dominação romana na Europa o que também contribuía dificultar o acesso aos textos. Poemas e canções eram compostos em latim por monges eruditos que vagavam de feudo em feudo e, desse modo, divulgavam suas composições. A maior parte dessa produção abordava temas religiosos.
As cantigas medievais foram preservadas graças às coletâneas manuscritas conhecidas como cancioneiros: Cancioneiro da Ajuda, Cancioneiro da Vaticana, Cancioneiro da Biblioteca.
As cantigas líricas dessa época eram divididas em cantigas de amor e cantigas de amigo. Havia também as cantigas satíricas, de escárnio e de maldizer.
As iconografias sempre revelam a luta dos cavaleiros para suas damas, ou para resgatá-las do perigo.
Com o fim da Idade Média, poesia e música se separaram, mas a tradição das cantigas de amor permaneceu forte, o amor continuou a ser apresentado como sentimento que provoca sentimento de dor que torna a vida do apaixonado dependente de seu amor.
Cantochão
Para os grandes teólogos dessa época, a música deveria servir somente à religião e a sua prática fora da Igreja foi condenada ficando somente nos mosteiros e conventos. Apesar disso, sabe-se que existiu a música profana embora não se tenha registros, pois eram registrados pelo clero. A música profana certamente sobreviveu nas festas familiares e nas cortes.
A primeira forma musical foi o cantochão ou o cantus firmus ou ainda cantos planos, era uma música cantada em uníssono, monódica e cantada por homens, proibida a participação das mulheres.
No século IV, Santo Ambrósio(Bispo de Milão) iniciou a compilação dos cantos cristãos e os ajustou aos modos primitivos que ainda conservam seu nome: Modos Ambrosianos.
No século VI, o Papa Gregório I continuou a tarefa iniciada por Ambrósio, introduzindo reformas na organização da música religiosa e sua didática, acrescentou aos 4 modos Autênticos já existentes outros 4 chamados Plagais.
Assim o cantochão passou a ser chamado de Canto Gregoriano e criou-se o antifonário, o livro com o registro das músicas. O canto gregoriano existe até os dias atuais, também conhecidos como cantos litúrgicos e ritualísticos (cristianismo).
Formas musicais no canto gregoriano:
a) Aleluia: parte do ofício divino e da missa, é expressão de alegria.
b) Antífona: antifonar-se significa cantar alternadamente, mas passou a ser chamada a parte que prepara a execução do salmo, baseados no mesmo modo.
c) Gradual: são os 15 salmos(119 a 133) do breviário que em determinadas circunstâncias entoavam-se junto aos degraus do altar.
d) Hino: cântico de louvor para as divindades.
e) Impropério: trecho litúrgico, versiculado na forma responsorial que na sexta-feira Santa canta-se na Igreja, no solene ato da adoração da cruz.
f) Invitatorium: pequena antífona com o objetivo de convidar e preparar os fiéis para a celebração.
g) Missa: obra litúrgica dividida em 6 partes: kyrie, glória, credo, sanctus, benedictus e agnus dei. Os réquiens(missa dos mortos) são divididos em sete partes: introctus, sequentra, offertorium, sanctus, benedictus, agnus dei e communio. Haviam as partes fixas e móveis, estas mudavam de acordo com as festividades. Ex: Missa da Páscoa, Missa do Galo...
h) Responsório: recitação ou canto em que o celebrante ou os versiculários de um lado e de outro, cantam o coro alternados que são os textos litúrgicos da missa ou do ofício divino. Difere do responsório, o qual é um canto efetuado destacadamente do ofício divino.
i) Salmos: são os poemas em números de 150, compostos antes de Cristo que receberam a música do tipo gregoriano e que foram cantados pelos primeiros cristãos. Os santos Mártirer para aplacar seus sofrimentos e enfrentarem a morte, entoavam salmos por estes serem confortadores.
j) Salmodia: entoação dos salmos nos tons ou modos gregorianos.
k) Seqüência: inicialmente os primeiros vocalizes sem texto e posteriormente a palavra vocalizada, com estrutura livre.
l) Principais compositores: Santo Ambrósio, São Gregório Magno, Scotus Erigena, Frei Alcuíno, Aurelino Di Reome, Regino Von Prun, Remigio de Auxerre, Jean Cotton e Guido D’Arezzo.
m) Os livros litúrgicos eram: Missa( livro com o canto gregoriano e sua grafia), responsorial(livro que reúne em si os cantos da “vigília noturna”), antifonário(livro com os cantos da missa), lecionário-epistolário-evangelário(recitativos destinados aos diáconos jovens) e breviário(livro com a antologia dos cantos litúrgicos).
Baixa Idade Média
Vai do século V ao século IX, é também conhecida como a Ars Antiqua.
No século VI, São Bento fundou a ordem Beneditina tornando a música como uma constante na vida dos religiosos, seja missa ou no ofício divino (ofício das horas).
Nesta época não existia escalas e sim modos. Os modos gregos eram o eólio e jônico, os gregos concebiam a música como uma função social, por exemplo, para as guerras usavam o jônico, para festas outros e assim por diante. Os modos eclesiásticos eram os gregos só que modificados devido às guerras e invasões daquela época, eles eram: modo dórico(autêntico), frígio, lídio e mixolídio.
Nessa época o sistema musical era passado “oralmente” e o ritmo musical era subordinado ao texto que em latim quer dizer prosódia musical.
Com relação a parte teórica, a pauta era o tetragrama; as duas claves(dó e fá) eram colocadas em quaisquer linhas; notação neumática, abecedária e quadrada(todas passadas por tradição, assim como o andamento, ritmo e performance musical) e as pausas eram as cesuras.
A Missa foi uma das principais formas musicais.
As mesmas músicas tocadas na igreja também eram tocas nas cortes, só que com letras depravadas.
Quanto à sua estrutura, a música era composta por frases curtas e repetidas por grupos instrumentais alternados: tutti e ripieno, assim o tema era executado por todo o conjunto e depois repetido por apenas alguns instrumentos e suas famílias, proporcionando a execução, a possibilidade, dinâmica, intensidade, variação e timbre.
Além dos músicos, os aristocratas também podiam fazer música contanto que tivessem um ótimo relacionamento com o clero.
As cruzadas favoreceram o desenvolvimento da música profana e também o comércio, trazendo novidades quanto aos instrumentos musicais de uma forma geral. A música profana tinha a mesma estrutura que a sacra (sua base).
Apesar de ser somente permitido vozes masculinas, há composições com acompanhamento de vozes infantis e femininas através de uma interpretação moderna a pedido do Vaticano, como as missas festivas(Missa do galo...).
O canto gregoriano acaba por resultar no organum cujo plural é organa, logo o organum tinha como base o cantochão preexistente, eles eram:
a) Organum Paralelo: a voz organal(de órgão) é adicionada à voz principal, formando um intervalo de quarta ou quinta.
b) Organum Livre: a voz organal aparece acima da voz principal, seu estilo é nota contra nota.
c) Organum Melismático: a voz principal é chamada de tenor e sustentada por uma voz mais alta.
OBS: Melisma é diferente de ornamento, é um grupo de notas cantado numa única sílaba até a sílaba seguinte.
Descante era quando um cantor executava um organum melismático e o compositor colocava um tenor dentro do mesmo ritmo, usando as notas desse segmento de canto, porém com o andamento mais rápido.
As primeiras composições foram á capela, depois veio a participação do órgão e finalmente as vozes e instrumentos juntos. Nessa fase as vozes e os instrumentos possuíam a mesma importância e mesmo volume de som.
Nessa época, o compasso surgiu sob a forma de ars mensurabilis, ou seja, música medida e usava-se o sistema de hexacordes.
Os instrumentos viela de gamba(joelho) era na verdade um celo com o som mais fechado, a viela de brás com o som mais aberto e arrastado e a viela de roda arrastada e doce .
No século X-XI Guido D’Arezzo contribuiu com a evolução musical com a adoção das sílabas do Hino a São João(1º de cada verso) para denominar as notas musicais. A solmização e a invenção da pauta ainda são discutíveis, o SI veio de Sancte Johannes e o Dó foi trocado por UT por Florentino João Batista Doni, mas os franceses ainda conservam o UT.
Todas as notas naturais com a exceção do si podiam receber um bemol para evitar intervalos difíceis de entoar, como o trítono.
Cada nota quadrada já era denominada punctum.
Hucbald foi monge(840-950) da Bélgica. Dizem que Guido D’Arezzo roubou sua idéia quanto ao desenvolvimento teórico musical.
Os compositores mais influentes dessa época foram Perotin(XII/XIII) e Leonin(XII) que são derivações francesas de seus nomes latinos Leoninus e Perotinus, e por sua vez são diminutivos de Leon e Pierre.
Alta Idade Média
Vai do século X ao XV e ficou conhecida como Ars Nova.
Musicalmente, tudo o que não era mais uníssono já era visto como polifônico e o uso de intervalos de terças e sextas.
As principais aquisições musicais dessa época foram proporcionadas pelas cruzadas e por isso algumas músicas lembravam música oriental. A música desse período continuou sendo composta por frases curtas, tutti e ripieno, por vezes monótonas e limitados, havendo “diálogos instrumentais”, ex: três grupos de instrumentos.
Durante a Ars Nova predominou: prosódia musical; maior flexibilidade da fraseologia proporcionada pelos textos poéticos ricos e livres; utilização de polifonia contrastante (dissonância) do que combinação; utilização dos modos e os timbres variados das diversas famílias – consorts- dos instrumentos medievais: sopro-corda-percussão. OBS: os consorts deram origem à orquestra.
Organa paralelo, livre e melismático desencadearam posteriormente na polifonia, contraponto, fuga, cânone e tonalismo. O organum era sempre em movimento reto ou paralelo e o descante era o mesmo que organum, porém com movimento contrário.
O gymel era a utilização do intervalo de terça e o fabordão ou falso bordão era um gymel ao qual se acrescentou um intervalo de sexta, ficando assim três vozes em terças e sextas com relação à nota mais grave (voz principal) que não é a fundamental(que seria o verdadeiro bordão, daí que veio a denominação de falso bordão). Ex: mi-sol-do ao invés de do-mi-sol.
Na Ars Nova aparecem registros para música profana e continua o processo quanto a utilização dos instrumentos assim como o desenvolvimento dos mesmos, bem como o desaparecimento de alguns instrumentos.
A Alta Idade Média e a Renascença se confundem pela transição dos períodos e compositores, ficando muitas características da Ars Nova absorvidas no Renascimento, como por exemplo: família de instrumentos (sopro-corda-metais-madeiras-percussão), utilização da técnica, da concentração tímbrica (tutti e ripieno), a técnica do ripieno e concertino e surge a idéia de grupos solistas.
As formas musicais eram: balada, canção, estampida(canção dos trovadores provençais), jeu(canção dialogada dos trovadores, geralmente ligadas ao amor) foi o embrião da ópera, madrigal(no início era cantado a uma só voz com acompanhamento e no Renascimento os polifonistas se apoderaram)os textos dos madrigais eram escritos em italiano e por isso madrigal italiano, pastorela(relativo), romança(tem como objetivo narrar aventuras galantes), rondó, saltarelo(ritmo ternário 3/8 ou 6/8), virelai(tipo de balada medieval vindo de uma região de Normandia e muito em voga nos séculos XII e XIV.
Por vezes a música era escrita para um determinado grupo/família de instrumentos, entretanto, as composições escritas a várias vozes eram executadas pelas diversas famílias de instrumentos existentes no local. Algumas músicas foram escritas com letra para serem executadas para coro bem como pelas diversas famílias de instrumentos.
Os principais autores foram: Leoninus, Adam de La Halle, Francon de Colônia, Walter Oddington, Phillipe de Vitry, Francisco Landeno, Jacopo de Bologna, Pietro Casella, Leonel Power, Reginaldus Lebert, Jean Cigone, Perotinus, Marchettus de Pádua, Petrus de Cruce, Guillaume de Machaut, Jean de Murris, Giovanni de Cascis, Vincenzo de Armani, John Dunstable, Arnaud Vidal, Antonelle de Casera e Geraldello de Florença.
Surge a organologia, vários teóricos estabelecem métodos científicos de classificação dos instrumentos musicais como: Praetorius, Mercene, Agrícola, Virdieng, Bona... A riqueza instrumental favoreceu o aparecimento de novas formas musicais.
Principais instrumentos medievais: galubé, tamboril, charamela, corneto, órgão, carrilhão, cítola ou cistre, harpa, viela de roda, de gamba e de brás, rebec ou rabeca, saltério, flauta doce, trompete, alaúde, gaita de fole, címbalos, triângulos, tambores diversos e outros.
Muitas informações também vieram através da iconografia (pintura, quadros, desenhos, livros...).
O grande teórico dessa época foi o Bispo Phillipe de Vitry e o músico com destaque foi Guillaume de Machaut, escreveu vários motetos e canções e sua maior obra foi a “Missa de Notre Dame” (Missa de Nossa Senhora).
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